É uma séria questão de caráter quando um poeta decide matar seu eu interior, vivente em um ser exterior.
É uma séria questão duvidosa se até as grandes melodias o entristecem. Até o por-do-sol é desinteressante. Até o agora é sem graça.
O tempo se arrasta com grãos de areia que cortam minha pele bem devagar. O incessante exercício de tentar manter alegre um sorriso pálido. Sinceramente? Foda-se o mundo e seus sorrisos.
Eu estou triste, e que se foda sua opinião sobre. Antes gritar isso do que fingir que se está bem.
Antes ser sincero comigo do que forjar sorrisinhos falsos.
27/12/2012
24/12/2012
Mais uma música proibida, e um fim recomeçante.
Hoje eu não vim aqui pra escrever um poema, nem uma música, nem versinhos. Não vim pra inventar uma história, ou mascarar outras. Eu vim pra desabafar. Vim pra ser eu mesmo, contando sobre minhas experiencias e tudo mais.
Ultimamente ando cansado de escrever. Me dei conta que hoje existem mais poetas do que poderia contar em mil mãos. Todos podem escrever, todos podem inventar, todos podem poetizar. Eu aqui, no meio de todos vocês, sendo só mais um. Acho que depois que cai na real sobre isso, parei de sentir aquele tesão gostoso em escrever. É a vida.
Mas não é sobre isso que vim falar.
Hoje acordei triste, mas esperançoso. Acordei com um sorriso no rosto que esconde um coração em frangalhos. A gente pensa que relacionamentos vem e vão, e que se apaixonar é corriqueiro. Mas não é bem assim, ou ao menos, não quando é de verdade.
Já tive alguns relacionamentos sérios durante minha curta (mas já não tão curta) vida. Todos muito importantes para mim, já que de todos eu tirei algum ensinamento ou proveito. Sem querer desmerecer as outras, mas só dois em especial me marcaram. Dois que me fizeram ser dedicado ao extremo, que me fizeram fazer das tripas coração. Relacionamentos que foram capazes de me fazer perder a postura serena que sempre tenho para brigar por ciúme, por indignação, ou por qualquer coisa que o valha. Relacionamentos em que estive disposto a fazer de tudo e meu máximo para os manter, e que nem isso seria suficiente. Relacionamentos em que o egoísmo me cegou, me fazendo crer que eu era o único no mundo. Mas as comparações terminam aqui. Eu, por mais que pareça, odeio comparações. Odeio me comparar, odeio te comparar, odeio nos comparar. Nossa unidade no universo é singular, e singulares como somos, creio que nunca sejamos comparáveis. O 1 está próximo do 2, mas nem por isso pode ser comparado. Assim como o 0 para o 1. Que seja.
Fiquei pensando durante esses dias no quanto devo ser azarado. Ou provavelmente apenas não esteja 100% preparado para me dedicar somente a alguém, ou realmente, apenas não acontece pois não pode acontecer. A verdade eu acho que nunca vou saber, mas as decisões também já foram tomadas, então não me cabe mais lamentar, e sim continuar vivendo.
Por uma, me lamentei em excesso com lágrimas secas, tentando fazer todos crerem que eu só amaria uma vez na vida, criando uma sensação de derrota eterna. Por outra, escondo de todas as formas minha tristeza tentando fazer todos crerem que dias melhores virão. E talvez venham, mas somente talvez.
Sabe, eu tentei. Tentamos aliás. E isso é louvável. Mas depois que você percebe que até o mais puro amor que existe é inviável por causa de destinos opostos, você esquece que tentou e só se lamenta. Pensa em como poderia ter sido no futuro. Pensa e desaba. Pensa e cria forças para continuar. Mas desaba, ora cedo, ora tarde. E nisso, o mundo gira. Devagar, mas gira.
De absoluto na vida, só existe a morte, que vai chegar para todos nós. O resto é bônus. Menina, sei que tem uma vida inteira ainda pra achar a felicidade que merece. A felicidade que procura e que sempre idealizou. Menina, sou tão grato a ti. Foi capaz de me mostrar um mundo diferente do que eu estava acostumado. Um mundo apenas normal. O seu mundo. O mundo que quis me inserir. Um mundo caótico, mas absolutamente belo. Aliás, é fato que muitas vezes do caos que se origina a beleza. Não vou me esquecer nunca dos momentos divertidos que tivemos em São Paulo. Das vezes que andamos na escada rolante, das vezes que pegamos ônibus, no dia que ficamos brisadinhos por causa de uma catuaba horrível. Não esquecerei que já dormi na cama e você no chão, e que nossas mãos não se soltaram mesmo com a força da gravidade sendo desafiada. Não esquecerei que em seu seio eu chorei o início de minha constatação: de que você era um amor que eu estava fadado a não possuir.
Nossos mundos sempre foram diferentes, e mesmo que tenha tentado, eu não conseguiria me inserir no seu. No meu menos ainda. Tentamos cegamente pelo nosso sentimento. Mas falhamos. E falhamos pois existe uma diferença de 500km entre nós. Talvez nem só pela distância física, mas também pela disparidade entre nossos ideais construídos ao longo de nossa vida. Eu tentei encaixar os meus nos seus, mas não consegui. E eu nunca me perdoaria se tentasse fazer o mesmo contigo. Simplesmente não é justo.
Mesmo refletindo nisso tudo, lembrei que aquela outra menina, jovem e inexperiente me ensinou uma das coisas mais importantes da vida: Não ser somente coração nas minhas decisões. Todos sofremos quando um grande amor se vai. Sofremos por muito tempo, e quem sabe pra vida inteira. Vai ser sempre dolorido pensar nos bons momentos, e o trauma ficará eterno em nossa pele, assim como os toques, os beijos e tudo mais. Mas se me existe algum alento nisso tudo, é de saber que já fui capaz de superar um amor verdadeiro, e isso me deixa tranquilo por saber que posso te ver no futuro feliz, assim como fico feliz em ver outras pessoas felizes também. Na realidade, é um grande prazer saber que marquei a vida de quem realmente significou para mim. Não me restam mais lamentações, e sim a torcida: Para ver quem também foi importante pra mim, feliz.
Não guardo qualquer mágoa ou rancor de você. Talvez um novo momento tenha nascido, o momento de uma amizade. E somente isso que lhe peço, talvez o último grande pedido que eu te faço: Não me prive de sua amizade. De resto, eu te falo de coração aberto: Toda a torcida do mundo para que você seja feliz, você tem de mim, assim como sempre desejei. Espero que eu tenha sido capaz de te deixar um legado positivo. Obrigado por ter sido responsável pelo meu sorriso verdadeiro, algo que sempre foi raro em minha vida. Obrigado mesmo. A vida anda, e continuará daonde paramos, procurando a felicidade em outros pontos pequenos em nossas vidas, não é?
Jovem menina, bem que sempre me disse para procurar ser alguém na vida, pois um dia eu me arrependeria já que ela passaria rápido demais e eu não iria ver. Tinha razão. O tempo passou, eu nada me tornei, e agora só me sobrou o arrependimento e um ensinamento primário. Qual? Me amar, acima de tudo. Só assim estarei preparado a me dedicar 100% ao próximo.
Enquanto isso, vou batalhando para crescer profissionalmente, procurando uma especialização na vida, buscando conhecimento em toda forma possível.
Se numa vez eu tentava desesperadamente manter um relacionamento que já estava fadado a não dar certo, dessa vez eu fui o responsável pela decisão de não manter o mesmo sofrimento. No fim, sei que os cacos se juntam e se restauram sozinhos. Fica a desculpa pelos meus erros, e meu agradecimento pelo seus acertos.
E na minha blacklist de músicas que não posso mais ouvir, vai entrando uma segunda música. E finalmente, acho que aprendi a não menosprezar a importância do passado na minha vida, aprendendo a dar valor as pessoas que realmente sempre me quiseram bem. Um agradecimento em especial para as estrelinhas e as corujas, e que no futuro eu ainda seja capaz de escrever nesse blog. :3
Ultimamente ando cansado de escrever. Me dei conta que hoje existem mais poetas do que poderia contar em mil mãos. Todos podem escrever, todos podem inventar, todos podem poetizar. Eu aqui, no meio de todos vocês, sendo só mais um. Acho que depois que cai na real sobre isso, parei de sentir aquele tesão gostoso em escrever. É a vida.
Mas não é sobre isso que vim falar.
Hoje acordei triste, mas esperançoso. Acordei com um sorriso no rosto que esconde um coração em frangalhos. A gente pensa que relacionamentos vem e vão, e que se apaixonar é corriqueiro. Mas não é bem assim, ou ao menos, não quando é de verdade.
Já tive alguns relacionamentos sérios durante minha curta (mas já não tão curta) vida. Todos muito importantes para mim, já que de todos eu tirei algum ensinamento ou proveito. Sem querer desmerecer as outras, mas só dois em especial me marcaram. Dois que me fizeram ser dedicado ao extremo, que me fizeram fazer das tripas coração. Relacionamentos que foram capazes de me fazer perder a postura serena que sempre tenho para brigar por ciúme, por indignação, ou por qualquer coisa que o valha. Relacionamentos em que estive disposto a fazer de tudo e meu máximo para os manter, e que nem isso seria suficiente. Relacionamentos em que o egoísmo me cegou, me fazendo crer que eu era o único no mundo. Mas as comparações terminam aqui. Eu, por mais que pareça, odeio comparações. Odeio me comparar, odeio te comparar, odeio nos comparar. Nossa unidade no universo é singular, e singulares como somos, creio que nunca sejamos comparáveis. O 1 está próximo do 2, mas nem por isso pode ser comparado. Assim como o 0 para o 1. Que seja.
Fiquei pensando durante esses dias no quanto devo ser azarado. Ou provavelmente apenas não esteja 100% preparado para me dedicar somente a alguém, ou realmente, apenas não acontece pois não pode acontecer. A verdade eu acho que nunca vou saber, mas as decisões também já foram tomadas, então não me cabe mais lamentar, e sim continuar vivendo.
Por uma, me lamentei em excesso com lágrimas secas, tentando fazer todos crerem que eu só amaria uma vez na vida, criando uma sensação de derrota eterna. Por outra, escondo de todas as formas minha tristeza tentando fazer todos crerem que dias melhores virão. E talvez venham, mas somente talvez.
Sabe, eu tentei. Tentamos aliás. E isso é louvável. Mas depois que você percebe que até o mais puro amor que existe é inviável por causa de destinos opostos, você esquece que tentou e só se lamenta. Pensa em como poderia ter sido no futuro. Pensa e desaba. Pensa e cria forças para continuar. Mas desaba, ora cedo, ora tarde. E nisso, o mundo gira. Devagar, mas gira.
De absoluto na vida, só existe a morte, que vai chegar para todos nós. O resto é bônus. Menina, sei que tem uma vida inteira ainda pra achar a felicidade que merece. A felicidade que procura e que sempre idealizou. Menina, sou tão grato a ti. Foi capaz de me mostrar um mundo diferente do que eu estava acostumado. Um mundo apenas normal. O seu mundo. O mundo que quis me inserir. Um mundo caótico, mas absolutamente belo. Aliás, é fato que muitas vezes do caos que se origina a beleza. Não vou me esquecer nunca dos momentos divertidos que tivemos em São Paulo. Das vezes que andamos na escada rolante, das vezes que pegamos ônibus, no dia que ficamos brisadinhos por causa de uma catuaba horrível. Não esquecerei que já dormi na cama e você no chão, e que nossas mãos não se soltaram mesmo com a força da gravidade sendo desafiada. Não esquecerei que em seu seio eu chorei o início de minha constatação: de que você era um amor que eu estava fadado a não possuir.
Nossos mundos sempre foram diferentes, e mesmo que tenha tentado, eu não conseguiria me inserir no seu. No meu menos ainda. Tentamos cegamente pelo nosso sentimento. Mas falhamos. E falhamos pois existe uma diferença de 500km entre nós. Talvez nem só pela distância física, mas também pela disparidade entre nossos ideais construídos ao longo de nossa vida. Eu tentei encaixar os meus nos seus, mas não consegui. E eu nunca me perdoaria se tentasse fazer o mesmo contigo. Simplesmente não é justo.
Mesmo refletindo nisso tudo, lembrei que aquela outra menina, jovem e inexperiente me ensinou uma das coisas mais importantes da vida: Não ser somente coração nas minhas decisões. Todos sofremos quando um grande amor se vai. Sofremos por muito tempo, e quem sabe pra vida inteira. Vai ser sempre dolorido pensar nos bons momentos, e o trauma ficará eterno em nossa pele, assim como os toques, os beijos e tudo mais. Mas se me existe algum alento nisso tudo, é de saber que já fui capaz de superar um amor verdadeiro, e isso me deixa tranquilo por saber que posso te ver no futuro feliz, assim como fico feliz em ver outras pessoas felizes também. Na realidade, é um grande prazer saber que marquei a vida de quem realmente significou para mim. Não me restam mais lamentações, e sim a torcida: Para ver quem também foi importante pra mim, feliz.
Não guardo qualquer mágoa ou rancor de você. Talvez um novo momento tenha nascido, o momento de uma amizade. E somente isso que lhe peço, talvez o último grande pedido que eu te faço: Não me prive de sua amizade. De resto, eu te falo de coração aberto: Toda a torcida do mundo para que você seja feliz, você tem de mim, assim como sempre desejei. Espero que eu tenha sido capaz de te deixar um legado positivo. Obrigado por ter sido responsável pelo meu sorriso verdadeiro, algo que sempre foi raro em minha vida. Obrigado mesmo. A vida anda, e continuará daonde paramos, procurando a felicidade em outros pontos pequenos em nossas vidas, não é?
Jovem menina, bem que sempre me disse para procurar ser alguém na vida, pois um dia eu me arrependeria já que ela passaria rápido demais e eu não iria ver. Tinha razão. O tempo passou, eu nada me tornei, e agora só me sobrou o arrependimento e um ensinamento primário. Qual? Me amar, acima de tudo. Só assim estarei preparado a me dedicar 100% ao próximo.
Enquanto isso, vou batalhando para crescer profissionalmente, procurando uma especialização na vida, buscando conhecimento em toda forma possível.
Se numa vez eu tentava desesperadamente manter um relacionamento que já estava fadado a não dar certo, dessa vez eu fui o responsável pela decisão de não manter o mesmo sofrimento. No fim, sei que os cacos se juntam e se restauram sozinhos. Fica a desculpa pelos meus erros, e meu agradecimento pelo seus acertos.
E na minha blacklist de músicas que não posso mais ouvir, vai entrando uma segunda música. E finalmente, acho que aprendi a não menosprezar a importância do passado na minha vida, aprendendo a dar valor as pessoas que realmente sempre me quiseram bem. Um agradecimento em especial para as estrelinhas e as corujas, e que no futuro eu ainda seja capaz de escrever nesse blog. :3
16/12/2012
Pikachu no reino de Agumons.
Se sente perdido num mundo que não é o seu? Bobagem, você pode se adaptar.
Mas se mesmo assim não se adaptar, acredite, você vai ser engolido pelos jacarés dorminhocos. Não é exatamente fácil digerir você, mas tente se por no lugar deles: Eles estão com soninho e fominha.
Desemboca então nesse rio aqueronte e procura a morte, senhora gente fina, cheia de papo pra contar. Lembra da fábula dos carneiros de Jesus? Então, ela quem inventou. Acho que estava com fome.
Enfim, puxa tua carteira do bolso e pague pelos serviços dela. Não peça café. A morte não tem café. Talvez chá, mas não café. Sei lá, gosto é gosto.
E lá vai você pisando com seu all-star cano longo verde fluorescente que na verdade já está tão encardido que tudo que ele parece é um pedaço de jeans velho com uma borracha de solado, andando por uma terrinha negra cheia de caveirinhas estranhas e feias, mas não mal cheirosas como possa parecer. Parecem na verdade de plástico. Na verdade são de plástico. Na verdade tudo isso parecia apenas o caminho de uma casa de horrores. Sabe qual? Aquelas que você paga pra ver meia dúzia de monstros de plástico saindo das paredes querendo amedrontar donzelas e criancinhas. Você nem percebe, mas nada disso é amedrontador. Na verdade você não esboça nada além de um sentimento estranho. Algo como "putz que escroto tudo isso aqui". Então Pikachu, por que andas no reino de Agumons? Não faz sentido estar aonde sua mente não perambula. Não tem por que diabos se culpar por não querer pegar o ônibus da meia noite rumo aos Jardins da Babilônia. Procure tua terra de felicidade prometida, o Buraco dos Pikachus. Ai sim, quando andar pela ferrovia desbotada pelo tempo, vai esboçar um sorriso feliz que não é comprado por nada existente nesse mundo, exceto por uma eventual nostalgia perdida nas nuvens de algodão.
Mas se mesmo assim não se adaptar, acredite, você vai ser engolido pelos jacarés dorminhocos. Não é exatamente fácil digerir você, mas tente se por no lugar deles: Eles estão com soninho e fominha.
Desemboca então nesse rio aqueronte e procura a morte, senhora gente fina, cheia de papo pra contar. Lembra da fábula dos carneiros de Jesus? Então, ela quem inventou. Acho que estava com fome.
Enfim, puxa tua carteira do bolso e pague pelos serviços dela. Não peça café. A morte não tem café. Talvez chá, mas não café. Sei lá, gosto é gosto.
E lá vai você pisando com seu all-star cano longo verde fluorescente que na verdade já está tão encardido que tudo que ele parece é um pedaço de jeans velho com uma borracha de solado, andando por uma terrinha negra cheia de caveirinhas estranhas e feias, mas não mal cheirosas como possa parecer. Parecem na verdade de plástico. Na verdade são de plástico. Na verdade tudo isso parecia apenas o caminho de uma casa de horrores. Sabe qual? Aquelas que você paga pra ver meia dúzia de monstros de plástico saindo das paredes querendo amedrontar donzelas e criancinhas. Você nem percebe, mas nada disso é amedrontador. Na verdade você não esboça nada além de um sentimento estranho. Algo como "putz que escroto tudo isso aqui". Então Pikachu, por que andas no reino de Agumons? Não faz sentido estar aonde sua mente não perambula. Não tem por que diabos se culpar por não querer pegar o ônibus da meia noite rumo aos Jardins da Babilônia. Procure tua terra de felicidade prometida, o Buraco dos Pikachus. Ai sim, quando andar pela ferrovia desbotada pelo tempo, vai esboçar um sorriso feliz que não é comprado por nada existente nesse mundo, exceto por uma eventual nostalgia perdida nas nuvens de algodão.
07/12/2012
A Incrível Jornada Rumo ao Feliz.
Apontei o dedo na sua cara e disse: Dê um tempo pra felicidade ser feliz, porra! E assim você fez, cheia de encantos sigilosos e complexos sérios de simplicidade atômica. Veio cintilante juntar os recortes de abril, com todos esses dentes brancos que juntos, formavam um sorriso que eu descreveria como "O pôr-do-sol mais belo do mundo". Ali caminhante com seu ar flutuante e as asinhas de fogo sempre aparencendo. Pintou em seus quadros tortos esse amorzinho juvenil com cores sérias e que fazem o seu grande admirador, eu, esperar ofegante e respirar uma breve saudade que ali se instala (que com certeza é agoniante, porém admirável). Claro que haviam cobras no caminho, pisoteadas mesmo quando nem podiam mais soltar veneno. E mesmo sem sua permissão impressa em memorando avisando que podia bater, eu já sai quebrando a porta e voltando pro lugar que sempre foi de meu direito, e sempre que vejo alguém dizer que eu estou errado, eu mando ela comprar uma gaita e tocar. Não importa, mesmo que obstante, talvez até perdido em mil instantes, eu voltei pro meu lugarzinho encantado e de cá não sairei. Assim aconteceu. E então, enquanto desligava as luzes, eu seguia grog em direção à sua cama para lhe avisar: Amor, não precisa mais ter medo do escuro, eu estou aqui para te proteger. E depois que eu decidi deitar ao seu lado, eu nunca mais quis sair.
02/12/2012
Lembranças de uma noite chuvosa.
Ultimamente venho sentido arrepios. Minha espinha gela quando lembro que fui causador de muita insônia. Ando alterado procurando as rachaduras invisíveis entre nós. Entre nós, um amor perfeito que foi maltratado por minhas errantes caminhadas rumo ao te ver feliz. Não me aceito como sou agora. Não me aceito como eu era a mil instantes atrás. Me aceito apenas ao seu lado, e essa é a beleza eterna de nossos momentos: O tempo que pára ao seu lado. Esses instantes que curam-me de feridas carnais e emocionais, envolventes de felicidade que nunca seria prescrita em remédios. Quero seus olhinhos marejados (de felicidade). Quero novamente esses bracinhos fortes e essa sua pele pálida que necessita de calor (o meu).
Ultimamente meu único alívio tem sido dormir, no anseio de ver você mais rápido e de procurar o meio correto de me tornar seu super-herói destemido e temido. De verdade eu sei: Tudo que tem que ser falado, não necessariamente é falado, assim como nem tudo que queremos falar, deve ser dito.
Ultimamente meu único alívio tem sido dormir, no anseio de ver você mais rápido e de procurar o meio correto de me tornar seu super-herói destemido e temido. De verdade eu sei: Tudo que tem que ser falado, não necessariamente é falado, assim como nem tudo que queremos falar, deve ser dito.
27/11/2012
Interpretação.
E mais meia taça de vinho se foi. Um gosto amargo tomava conta de minha boca, e eu já não identificava se era o gosto do vinho ou se era aquele amargo do refluxo. Sem relutar, enchia mais uma taça. Nos goles, encontrava minhas memórias turvas, quase que desconexas. Massageava meu ego com aquelas gotas, seiva rara em momento oportuno. Do outro lado estava ela, sorridente e alterada. Sentia seu coração pulsar pela vibração do sofá. Era inquieto. Arisco, num corpo tão dócil. Território só nosso, sem escapatória para ventilação. "Aliás, está abafado aqui" disse ela. As mãos trêmulas daquela adorável bêbada se encontraram com minhas mãos, pálidas mas firmes. Minha veia pulsou. Mais um gole e foi o suficiente para que a coragem de lhe confessar meus desejos mais sórdidos saltasse de minha boca, com uma frase tão suja aos ouvidos de todos, e tão romântica em nosso mundo.
"Vamos trepar."
"Sim."
E trepamos.
E gozamos.
E dormimos.
E quando acordei, ela estava lá, acariciando meus cabelos. A ressaca me dominava, junto de um sentimento quase febril. Quando estava a me dar conta do que se tratava, ela tocou meus lábios com sua boca e logo após me disse: Eu amo você.
E nos amamos novamente.
"Vamos trepar."
"Sim."
E trepamos.
E gozamos.
E dormimos.
E quando acordei, ela estava lá, acariciando meus cabelos. A ressaca me dominava, junto de um sentimento quase febril. Quando estava a me dar conta do que se tratava, ela tocou meus lábios com sua boca e logo após me disse: Eu amo você.
E nos amamos novamente.
23/11/2012
Rapidinhas.
Humanos? Falhos.
Segredos? Inconsciente.
Cruel? Exagero.
Por quê? Não importa.
Normal? Nem tanto.
Medo? Não mais.
Assim? Tanto faz.
Vazio? Completo.
Cinza? Arco-íris.
Tentação? Sedução.
Verdade? Sempre.
Sorriso? O seu.
Felicidade? Você
Longe? Meu coração.
Perto? Seu coração.
Segredos? Inconsciente.
Cruel? Exagero.
Por quê? Não importa.
Normal? Nem tanto.
Medo? Não mais.
Assim? Tanto faz.
Vazio? Completo.
Cinza? Arco-íris.
Tentação? Sedução.
Verdade? Sempre.
Sorriso? O seu.
Felicidade? Você
Longe? Meu coração.
Perto? Seu coração.
13/11/2012
Os planetas tem mais a ver conosco do que eu supunha.
Quando se é culpado pelo que mais te fere, você entende que é nobre apenas engolir o orgulho. E aprende uma coisa crucial: Nunca desista de seu ideal. Tente, corra, busque conhecimento. Mas nunca, nunca desvie de seu objetivo, pois pode vir outro alguém e tentar roubar ele de você. E mesmo que não consiga, as marcas vão estar lá. Em algum lugar, prontas para te atormentar. Prontas para te dilacerar.
Em um mês muita coisa pode acontecer.
Em um mês, um território pode se proclamar independente. E mesmo em guerra interior, avançar para o progresso.
O mundo nunca vai parar. É ingenuidade achar que ninguém vai se aproveitar de seu mundo.
Que não vai ter algum usurpador que irá tentar. E mesmo que não consiga, as marcas vão estar lá.
É um grande erro um homem são se diagnosticar louco.
O tempo vai passar, ele vai olhar, e o mundo não vai te acompanhar. Pode até prometer girar para ti, ficar ali esperando sua boa vontade. Mas ele vai girar para si próprio também, e é como dito: Se não aprender a engolir seu orgulho, seu ideal vai vazar por entre suas mãos. Vai ficar deturpado. E novamente assimilado, pode ser até cancerígeno, exceto se recuperado a tempo.
As marcas estarão lá. Caindo em sua cabeça, te achatando.
É óbvio também que você aprende a fazer com que a rotação e translação sejam só para ti novamente. Aprende com o inverno, verão, outono e primavera a esperar. E os dias vão passar rápido até que você volte para o eixo. Mas os vários planetas que tomaram momentaneamente seu eixo, ainda vão existir. E tudo por fruto de orgulho populacional.
Um homem pode não sucumbir a um soco, uma doença, ou até a palavras.
Mas acredite, ele pode sucumbir se aprender que o mundo pode girar sem ele. E entrar em completo frenesi negativo se despertar e perceber que seu único objetivo de vida é destruir esse maldito planeta que merece ser erradicado.
Outubro, por favor, vá embora. Deixe de existir. E leve contigo as dores da incerteza.
Em um mês muita coisa pode acontecer.
Em um mês, um território pode se proclamar independente. E mesmo em guerra interior, avançar para o progresso.
O mundo nunca vai parar. É ingenuidade achar que ninguém vai se aproveitar de seu mundo.
Que não vai ter algum usurpador que irá tentar. E mesmo que não consiga, as marcas vão estar lá.
É um grande erro um homem são se diagnosticar louco.
O tempo vai passar, ele vai olhar, e o mundo não vai te acompanhar. Pode até prometer girar para ti, ficar ali esperando sua boa vontade. Mas ele vai girar para si próprio também, e é como dito: Se não aprender a engolir seu orgulho, seu ideal vai vazar por entre suas mãos. Vai ficar deturpado. E novamente assimilado, pode ser até cancerígeno, exceto se recuperado a tempo.
As marcas estarão lá. Caindo em sua cabeça, te achatando.
É óbvio também que você aprende a fazer com que a rotação e translação sejam só para ti novamente. Aprende com o inverno, verão, outono e primavera a esperar. E os dias vão passar rápido até que você volte para o eixo. Mas os vários planetas que tomaram momentaneamente seu eixo, ainda vão existir. E tudo por fruto de orgulho populacional.
Um homem pode não sucumbir a um soco, uma doença, ou até a palavras.
Mas acredite, ele pode sucumbir se aprender que o mundo pode girar sem ele. E entrar em completo frenesi negativo se despertar e perceber que seu único objetivo de vida é destruir esse maldito planeta que merece ser erradicado.
Outubro, por favor, vá embora. Deixe de existir. E leve contigo as dores da incerteza.
10/11/2012
S~A
Ei menina, quanto tempo se passou? Venha, me dê a mão.
Eu agora aqui tão velho, você com seu novo cabelo.
Que tal sairmos para repetir a dose? Sair para explorar a cidade.
Talvez, quem sabe, você possa dormir lá em casa hoje.
Vamos, a cerveja é por minha conta. O porre é por sua conta.
Sei que as luzes parecem ofuscar, alguns sorrisos falsos aparecem pelo horizonte.
Pode parecer simples, mas para todo o mundo é complexo.
Mas menina, só vamos sair para espairecer. Nos reconhecer.
Andar pela cidade vazia. Eu, você e algo mais.
Que tal um carteado? Uma música para relaxar?
Não menina, não vou te arrastar pros cantos escuros de sua cidade.
Só vamos repetir a dose. Dupla, por favor.
Quero ver aquela menina de novo. Solte-a.
Solte-se, e venha me ver. Vamos dar uma volta.
Aquele rapaz envelheceu, mas só se passou um mês.
Um mês, um coração retalhado, novamente remendado.
Mas moça, vamos dar uma volta. E leve seu band-aid estampado.
Talvez umas guloseimas, eu ainda não provei aquele cachorro-quente.
Nem você aquele pastel sabor tudo.
Mas princesa, vamos só dar uma volta.
E vamos nos trazer de volta.
Eu agora aqui tão velho, você com seu novo cabelo.
Que tal sairmos para repetir a dose? Sair para explorar a cidade.
Talvez, quem sabe, você possa dormir lá em casa hoje.
Vamos, a cerveja é por minha conta. O porre é por sua conta.
Sei que as luzes parecem ofuscar, alguns sorrisos falsos aparecem pelo horizonte.
Pode parecer simples, mas para todo o mundo é complexo.
Mas menina, só vamos sair para espairecer. Nos reconhecer.
Andar pela cidade vazia. Eu, você e algo mais.
Que tal um carteado? Uma música para relaxar?
Não menina, não vou te arrastar pros cantos escuros de sua cidade.
Só vamos repetir a dose. Dupla, por favor.
Quero ver aquela menina de novo. Solte-a.
Solte-se, e venha me ver. Vamos dar uma volta.
Aquele rapaz envelheceu, mas só se passou um mês.
Um mês, um coração retalhado, novamente remendado.
Mas moça, vamos dar uma volta. E leve seu band-aid estampado.
Talvez umas guloseimas, eu ainda não provei aquele cachorro-quente.
Nem você aquele pastel sabor tudo.
Mas princesa, vamos só dar uma volta.
E vamos nos trazer de volta.
03/11/2012
Coraçãozinho.
Tão pequeno, tão tardio. Tão longe agora daquilo que já era distante, mas presente.
Tornar de propósito certezas em dúvidas. Uma eternidade em um dia.
Mudar drasticamente por saber que assistir sofrimento não é dignidade para nenhum cidadão.
Ter aquela certeza fincada no fundo de seu coração de que aquilo é tão forte a ponto de libertar. De não tornar prisioneiro de algo tão bonito, mas também tão nocivo.
Orar todos os dias para que um novo sorriso brote. Não da face agora falsa, mas da face que sempre foi sincera.
E defender minha tese, mesmo que o inverso significasse apenas a felicidade (quase) plena.
Mas se estender aqueles lençóis, verá as marcas. Se olhar os papéis, verá aquela letra quase que desenhada, pronta para ti.
Acorde para o que é real. Descubra por favor os motivos. Entenda eles. Leia além do óbvio. Leia além da alma. Leia. Sinta. Saiba. Mas saiba de verdade, pois o tempo pune, mas também recompensa. Nisso é que se foi baseado para chegar a uma decisão difícil e controversa.
Enxergar novamente em um novo dia. É nesse tempo que a vida se vai, sendo levada por belos aviões, cruzando belas nuvens, cruzando belos ares.
Uma melodia triste, que ecoa em direção aos pássaros tão vivos, e também tão belos.
Quantos corações dessas aves poderiam ser despedaçados, mas reconstruídos?
Mesmo que essa confusão fosse simplesmente impossível de ser evitada. Mesmo que fosse apenas prometido um novo coração. Uma nova vida. Uma espera.
Mas é muito mais fácil deixar esse coraçãozinho voar. Ser feliz.
O coraçãozinho mais belo já tocado.
Em suma: Tanto tempo para aprender, viver, se preparar. Falhar, errar. Sim, foi breve, isso ninguém contestará. Mas também foi simplesmente sincero.
Tornar de propósito certezas em dúvidas. Uma eternidade em um dia.
Mudar drasticamente por saber que assistir sofrimento não é dignidade para nenhum cidadão.
Ter aquela certeza fincada no fundo de seu coração de que aquilo é tão forte a ponto de libertar. De não tornar prisioneiro de algo tão bonito, mas também tão nocivo.
Orar todos os dias para que um novo sorriso brote. Não da face agora falsa, mas da face que sempre foi sincera.
E defender minha tese, mesmo que o inverso significasse apenas a felicidade (quase) plena.
Mas se estender aqueles lençóis, verá as marcas. Se olhar os papéis, verá aquela letra quase que desenhada, pronta para ti.
Acorde para o que é real. Descubra por favor os motivos. Entenda eles. Leia além do óbvio. Leia além da alma. Leia. Sinta. Saiba. Mas saiba de verdade, pois o tempo pune, mas também recompensa. Nisso é que se foi baseado para chegar a uma decisão difícil e controversa.
Enxergar novamente em um novo dia. É nesse tempo que a vida se vai, sendo levada por belos aviões, cruzando belas nuvens, cruzando belos ares.
Uma melodia triste, que ecoa em direção aos pássaros tão vivos, e também tão belos.
Quantos corações dessas aves poderiam ser despedaçados, mas reconstruídos?
Mesmo que essa confusão fosse simplesmente impossível de ser evitada. Mesmo que fosse apenas prometido um novo coração. Uma nova vida. Uma espera.
Mas é muito mais fácil deixar esse coraçãozinho voar. Ser feliz.
O coraçãozinho mais belo já tocado.
Em suma: Tanto tempo para aprender, viver, se preparar. Falhar, errar. Sim, foi breve, isso ninguém contestará. Mas também foi simplesmente sincero.
24/10/2012
Alice no País da Cocaína.
Alice enganava a todos.
Corria pelos campos verdes e rubros de um reino inexistente, procurando a velha lebre apressada.
Com seu vestidinho azul claro, curto e cheio de babados, encantava aquela multidão que esperava para que ela caísse na toca. O relógio caia do bolso, o tempo estava parado, e um quarto aparecia. Mesas gigantes, portas pequenas, um bolo e uma garrafa. Tudo conspirava contra Alice, que sem saber, só sonhava. Deixava seu imaginário se alimentar de suas bizarrices infinitas.
"Os animais estão falando, fale com eles Alice!"
Não adianta, ela tem medo. Até quer, mas não quer. Não entende, mas viaja. E viajando, fica doente.
O tal sono dos justos, a aberração infinita naquelas lágrimas que quase a afogaram. Tudo para que os animais que eram fruto de sua deturpada alucinação odiassem ela.
Na sua corrida pelo ópio achou o narguilé da lagarta e o cogumelo da sublimação. Depois de tudo, o que é real e o que é surreal nesse mundo infinito de absurdos?
Alice, aonde você vive?
Qual o real propósito de sua estúpida mente?
Seria o narguilé ou o cogumelo que fariam essa Alice demente diminuir suas alucinações?
Seria o sorriso falso de um gato infeliz a única coisa necessária para enganar todo um mundo hostil?
Cheshire é invejado. Some, ri, sorri, aparece. Faz sem crer, mas faz.
Agora, quem quer ser Alice, a louca?
Nem Alice quer ser Alice, muito menos um homem de cartola ou uma lebre deturpada querem ser Alice.
E em seu faz-de-conta infantil, só o título é para crianças. Todas as lições servem para o nosso doentio mundo. Mundo sem asas que, em Alice, voava para dentro de sua cabeça. Voava para longe, em busca de um reino, fosse ele de copas, de espadas, de paus ou afins.
Era essa agonia crescente, essa ilusão sem fim que a atordoava. Quando ela vai parar de olhar pro seu próprio espelho e ver mentiras? Quando vai parar de explodir e se iludir? Quando vai parar de se perguntar?
Ninguém sabia, ninguém entendia. Só Alice entendia.
E onde ela foi parar? Bom, minha Alice está hoje presa na minha cabeça, numa camisa de força, chorando por ter seu destino estrangulado, dissecado e prostituído.
Devastou sua floresta encantada por conta própria, e mesmo sem entender o real motivo de ser plenamente feliz, procurou o inverso. Ai achou, e então desmoronou.
E no mundo real? Ai Alice é só uma garota drogada, infeliz e atordoada. Mesmo que na forma de um homem angustiado, que sem motivos, também estrangulou seu destino.
Corria pelos campos verdes e rubros de um reino inexistente, procurando a velha lebre apressada.
Com seu vestidinho azul claro, curto e cheio de babados, encantava aquela multidão que esperava para que ela caísse na toca. O relógio caia do bolso, o tempo estava parado, e um quarto aparecia. Mesas gigantes, portas pequenas, um bolo e uma garrafa. Tudo conspirava contra Alice, que sem saber, só sonhava. Deixava seu imaginário se alimentar de suas bizarrices infinitas.
"Os animais estão falando, fale com eles Alice!"
Não adianta, ela tem medo. Até quer, mas não quer. Não entende, mas viaja. E viajando, fica doente.
O tal sono dos justos, a aberração infinita naquelas lágrimas que quase a afogaram. Tudo para que os animais que eram fruto de sua deturpada alucinação odiassem ela.
Na sua corrida pelo ópio achou o narguilé da lagarta e o cogumelo da sublimação. Depois de tudo, o que é real e o que é surreal nesse mundo infinito de absurdos?
Alice, aonde você vive?
Qual o real propósito de sua estúpida mente?
Seria o narguilé ou o cogumelo que fariam essa Alice demente diminuir suas alucinações?
Seria o sorriso falso de um gato infeliz a única coisa necessária para enganar todo um mundo hostil?
Cheshire é invejado. Some, ri, sorri, aparece. Faz sem crer, mas faz.
Agora, quem quer ser Alice, a louca?
Nem Alice quer ser Alice, muito menos um homem de cartola ou uma lebre deturpada querem ser Alice.
E em seu faz-de-conta infantil, só o título é para crianças. Todas as lições servem para o nosso doentio mundo. Mundo sem asas que, em Alice, voava para dentro de sua cabeça. Voava para longe, em busca de um reino, fosse ele de copas, de espadas, de paus ou afins.
Era essa agonia crescente, essa ilusão sem fim que a atordoava. Quando ela vai parar de olhar pro seu próprio espelho e ver mentiras? Quando vai parar de explodir e se iludir? Quando vai parar de se perguntar?
Ninguém sabia, ninguém entendia. Só Alice entendia.
E onde ela foi parar? Bom, minha Alice está hoje presa na minha cabeça, numa camisa de força, chorando por ter seu destino estrangulado, dissecado e prostituído.
Devastou sua floresta encantada por conta própria, e mesmo sem entender o real motivo de ser plenamente feliz, procurou o inverso. Ai achou, e então desmoronou.
E no mundo real? Ai Alice é só uma garota drogada, infeliz e atordoada. Mesmo que na forma de um homem angustiado, que sem motivos, também estrangulou seu destino.
19/10/2012
17:08
Cravei meus olhos no ponteiro do relógio branco, fixado bem a minha frente.
Eram 17:08.
Minha rara curiosidade me trouxe a vontade de ler poesias, talvez a única coisa que me prende afetivamente ao imaginário mundo feliz que já pertenci. Mas não encontrei poesias, só encontrei dor.
Dor parecida. Não menor que a minha, talvez um milhão de vezes maior até. Mas em certo ponto parecida. Dor objetiva aliás.
Ao som de Decompression Period do Papa Roach, vou lendo cada pedacinho dos inúmeros textos, e viajo para dentro de mim mesmo. Era eu ali. Seja explícita ou implicitamente, no carinho ou no absoluto desprezo. Ali estava eu, sendo motivo mínimo, motivo máximo. Uma linha, duas linhas, um milhão de linhas escritas sobre dor, sobre amor, sobre o desconexo mundo rosa de uma mente tão criativa e brilhante.
Não por motivos dúbios, nem pelo fato de algumas vezes me ver neles. Mas escreve com tanto afinco e dedicação, com tanto amor nas palavras, que mesmo que escreva sobre ódio, eu ainda vou apreciar como um belo poema.
Meu coração se preencheu de vontade, e li até o final a primeira página de seu livro, hoje um livro bem mais eclético. Se não tivesse uma profissão já definida, mesmo que na marra, seria um excelente escritor, poeta ou ao menos professor de português ou literatura. Escreve tão bem, que é impossível listar defeitos do autor.
E eu, com minha mania de não trocar de música, passei o tempo inteiro ouvindo a mesma. Papa Roach não é poético, mas é minha banda quase-preferida. Sei lá porquê, mas é. E antes que eu identificasse novos rostos entrando pela porta de minha sala e fechasse rápido seu livro, percebi que ainda eram 17:08.
Acabei por perceber que não sou fã de Lollita Pille, nem de Machado de Assis. Shakespeare talvez. Mas indiscutivelmente meu maior ídolo é você, pois é o único que me prende a um texto e me faz viajar sem perceber que o tempo não passa.
Eram 17:08.
Minha rara curiosidade me trouxe a vontade de ler poesias, talvez a única coisa que me prende afetivamente ao imaginário mundo feliz que já pertenci. Mas não encontrei poesias, só encontrei dor.
Dor parecida. Não menor que a minha, talvez um milhão de vezes maior até. Mas em certo ponto parecida. Dor objetiva aliás.
Ao som de Decompression Period do Papa Roach, vou lendo cada pedacinho dos inúmeros textos, e viajo para dentro de mim mesmo. Era eu ali. Seja explícita ou implicitamente, no carinho ou no absoluto desprezo. Ali estava eu, sendo motivo mínimo, motivo máximo. Uma linha, duas linhas, um milhão de linhas escritas sobre dor, sobre amor, sobre o desconexo mundo rosa de uma mente tão criativa e brilhante.
Não por motivos dúbios, nem pelo fato de algumas vezes me ver neles. Mas escreve com tanto afinco e dedicação, com tanto amor nas palavras, que mesmo que escreva sobre ódio, eu ainda vou apreciar como um belo poema.
Meu coração se preencheu de vontade, e li até o final a primeira página de seu livro, hoje um livro bem mais eclético. Se não tivesse uma profissão já definida, mesmo que na marra, seria um excelente escritor, poeta ou ao menos professor de português ou literatura. Escreve tão bem, que é impossível listar defeitos do autor.
E eu, com minha mania de não trocar de música, passei o tempo inteiro ouvindo a mesma. Papa Roach não é poético, mas é minha banda quase-preferida. Sei lá porquê, mas é. E antes que eu identificasse novos rostos entrando pela porta de minha sala e fechasse rápido seu livro, percebi que ainda eram 17:08.
Acabei por perceber que não sou fã de Lollita Pille, nem de Machado de Assis. Shakespeare talvez. Mas indiscutivelmente meu maior ídolo é você, pois é o único que me prende a um texto e me faz viajar sem perceber que o tempo não passa.
18/10/2012
Minhas Besteiras.
Eu não deveria postar aqui, eu não devia sequer estar me forçando a isso.
Se você não tem criatividade no momento, você acaba se assassinando poeticamente e lentamente ao se forçar escrever. Mas não, eu sou cabeça dura e estou aqui, me limitando a usar do único meio de comunicação que tenho para com o nada. Sim, pois o nada me entende. As poucas pessoas que leem o que eu posto não entendem as vezes o que eu digo, mas o nada entende. Me diz ai nada, você não me entende?
É claro que entende. Se não entendesse ele não me deixaria em paz com minhas dúvidas.
Dúvidas que inclusive são deveras necessárias para a sobrevida de todo ser humano. Qual seria a graça de eu estar aqui sentado sem nenhuma dúvida, sem nenhuma dor?
Será que eu nasci para o masoquismo?
Não importa.
Importante é que eu estou aqui, no meu mais absoluto tédio, sem explicação muito menos cafeína na mente.
Só há uma maneira de sair disso. Ou existem várias mas meu cérebro ficou limitado?
É, eu acho que eu me limitei a uma solução apenas e não me dei conta que existiam outras dez milhões, novecentas e cinquenta e sete mil e quarenta e duas soluções diferentes, que envolviam furadeiras, óleo de soja ou um coração enferrujado que precisava de ambas as coisas.
São somente suposições. Frágeis decepções.
Frágeis instigações minhas. Sem nexo.
E eu nem tenho coragem de me parar.
De me anular.
Assim é que é gostoso. Sem remorso.
Ah como é ridículo eu mentir para mim mesmo. Eu poderia comer alface agora mas prefiro berinjela assada com molho de tomate.
E qual é a graça do tomate?
Sei lá, atravessou a rua e se espatifou com um carro.
HAHAHAHA Minhas besteiras.
Se você nunca as entendeu, agora entende o motivo pelo qual eu nunca me entendi.
Se você não tem criatividade no momento, você acaba se assassinando poeticamente e lentamente ao se forçar escrever. Mas não, eu sou cabeça dura e estou aqui, me limitando a usar do único meio de comunicação que tenho para com o nada. Sim, pois o nada me entende. As poucas pessoas que leem o que eu posto não entendem as vezes o que eu digo, mas o nada entende. Me diz ai nada, você não me entende?
É claro que entende. Se não entendesse ele não me deixaria em paz com minhas dúvidas.
Dúvidas que inclusive são deveras necessárias para a sobrevida de todo ser humano. Qual seria a graça de eu estar aqui sentado sem nenhuma dúvida, sem nenhuma dor?
Será que eu nasci para o masoquismo?
Não importa.
Importante é que eu estou aqui, no meu mais absoluto tédio, sem explicação muito menos cafeína na mente.
Só há uma maneira de sair disso. Ou existem várias mas meu cérebro ficou limitado?
É, eu acho que eu me limitei a uma solução apenas e não me dei conta que existiam outras dez milhões, novecentas e cinquenta e sete mil e quarenta e duas soluções diferentes, que envolviam furadeiras, óleo de soja ou um coração enferrujado que precisava de ambas as coisas.
São somente suposições. Frágeis decepções.
Frágeis instigações minhas. Sem nexo.
E eu nem tenho coragem de me parar.
De me anular.
Assim é que é gostoso. Sem remorso.
Ah como é ridículo eu mentir para mim mesmo. Eu poderia comer alface agora mas prefiro berinjela assada com molho de tomate.
E qual é a graça do tomate?
Sei lá, atravessou a rua e se espatifou com um carro.
HAHAHAHA Minhas besteiras.
Se você nunca as entendeu, agora entende o motivo pelo qual eu nunca me entendi.
17/10/2012
Dono? Não... Amigo.
Tão pequena e tão frágil. No instante em que eu te vi, não dei nenhuma atenção.
Não cuidaria de você, não andaria com você. Na verdade, achava inútil a sua presença.
Não me afeiçoei a você. Mas com seus beijinhos doces começou a me quebrar.
Aos poucos, minha guarda baixou, meu coração descongelou, e lá você ficou.
Muitas broncas.
Broncas? Berros mesmo!
Cansei de gritar contigo.
Berrava, me indignava com seus erros infantis.
Mas nunca levantei a mão para te bater.
Como poderia bater em você, que era mais minha amiga do que qualquer um?
Como ser cruel com você, que vinha de mansinho, no sapatinho, só pra conquistar mais minha atenção?
Confesso que por muitas vezes me recusei cuidar de ti. Recusei pois minha perversa mente estúpida acreditava que isso faria com que os reais causadores de sua fome se tocassem.
Eu até hoje me culpo por isso sabia?
Mas mesmo sem cuidar tanto de você no início, você sempre estava ali, quando eu voltava pra casa.
Sempre tão feliz, sempre tão forte. Uma fortaleza em quatro patas.
Não tinha marca, mas me amava. Amava tão incondicionalmente que se eu chamasse a atenção, me respeitava. E só a mim respeitava.
Isso despertava a ira de muita gente, mas a culpa nunca foi minha por ser o único a te levar a sério.
E até o fim eu te levei a sério. Talvez por isso tenha vindo se despedir de mim. Talvez por isso eu tenha sido o único a ser reconhecido por você. Talvez por isso... Talvez.
Talvez se eu fosse mais dedicado, você ainda poderia estar correndo por ai, com seu corpo tão robusto e forte. Talvez.
Dói muito, e dói de forma que ninguém nunca entenderá. Mas você marcou, digo, mordeu meu coração tão profundamente, que é impossível esquecer que fui seu dono.
Aliás, dono?
Não, dono não.
Amigo.
Obrigado ♥
Não cuidaria de você, não andaria com você. Na verdade, achava inútil a sua presença.
Não me afeiçoei a você. Mas com seus beijinhos doces começou a me quebrar.
Aos poucos, minha guarda baixou, meu coração descongelou, e lá você ficou.
Muitas broncas.
Broncas? Berros mesmo!
Cansei de gritar contigo.
Berrava, me indignava com seus erros infantis.
Mas nunca levantei a mão para te bater.
Como poderia bater em você, que era mais minha amiga do que qualquer um?
Como ser cruel com você, que vinha de mansinho, no sapatinho, só pra conquistar mais minha atenção?
Confesso que por muitas vezes me recusei cuidar de ti. Recusei pois minha perversa mente estúpida acreditava que isso faria com que os reais causadores de sua fome se tocassem.
Eu até hoje me culpo por isso sabia?
Mas mesmo sem cuidar tanto de você no início, você sempre estava ali, quando eu voltava pra casa.
Sempre tão feliz, sempre tão forte. Uma fortaleza em quatro patas.
Não tinha marca, mas me amava. Amava tão incondicionalmente que se eu chamasse a atenção, me respeitava. E só a mim respeitava.
Isso despertava a ira de muita gente, mas a culpa nunca foi minha por ser o único a te levar a sério.
E até o fim eu te levei a sério. Talvez por isso tenha vindo se despedir de mim. Talvez por isso eu tenha sido o único a ser reconhecido por você. Talvez por isso... Talvez.
Talvez se eu fosse mais dedicado, você ainda poderia estar correndo por ai, com seu corpo tão robusto e forte. Talvez.
Dói muito, e dói de forma que ninguém nunca entenderá. Mas você marcou, digo, mordeu meu coração tão profundamente, que é impossível esquecer que fui seu dono.
Aliás, dono?
Não, dono não.
Amigo.
Obrigado ♥
16/10/2012
Sóbria Loucura.
O único lugar da minha casa que eu sou eu mesmo é na frente do computador. E só quando estou aqui, no meu blog. Aqui, único lugar que eu posso expor exatamente a verdade, exatamente a qualidade de minha dor rasgada e pútrida. Confesso que é mórbido toda essa história. Me sinto Hannibal misturado com as bolas de Deus. Ao menos não consigo pensar em nada mais poético. Tramei minha dor, injetei meus medos pelo nariz. Injetei meus dedos também. Na calçada, copos estampados com a logomarca da cerveja maldita. Quebrei todos. Sou mau. Estou mal. Sou idiota, um completo boçal. Estou embriagado, chapado, sem eira nem beira. Estou aqui sentado, suspirando minha sóbria loucura. Vomitando mentalmente esse amedrontador sentimento de que "nunca mais vou ser feliz". Expurguei minha vida, dilacerei minha carne. Não faço apostas. Não faço questão. Não tenho nada a declarar, só a produzir. Me basta ter deixado de lado a vitalidade de meus punhos em troca de falsos sorrisos. E eu não sei sorrir quando não estou feliz, muito menos ser feliz quando não estou feliz.
15/10/2012
Lágrimas de Marte.
Num toco de madeira, na esquina do bar.
Sentado com seu jornal aberto e histórias para contar.
Um jovem franzino, fraco e perdido.
Chora sem parar, confuso e iludido.
No volume máximo, sua música toca no celular.
Demorou dias para apostar sem acreditar.
Pensou primeiro, sentiu depois. Julgou primeiro, perdoou depois.
Mario Quintana que o perdoe, ele mal sabe contar os bois.
Queima o jornal suavemente com seu isqueiro.
Nada está correto, nada está inteiro.
Estoura os tímpanos, se queima por completo.
Nem mais fala, ninguém entende esse dialeto.
E o vento que carregou sua dignidade sopra cacos de vidro.
Materializa em sua cara, penetra profundamente feito um cilindro.
Pisca, desperta de seu pesadelo juvenil.
Velho demais, caiu em sono hostil.
Os anos passaram, o mesmo jornal, o mesmo bar.
Só trouxe uma mania nova, o de cachimbar.
Mas aquelas lágrimas, agora são lágrimas de marte.
Virou cinzas e parou no mar. Mar que agora faz parte.
Sentado com seu jornal aberto e histórias para contar.
Um jovem franzino, fraco e perdido.
Chora sem parar, confuso e iludido.
No volume máximo, sua música toca no celular.
Demorou dias para apostar sem acreditar.
Pensou primeiro, sentiu depois. Julgou primeiro, perdoou depois.
Mario Quintana que o perdoe, ele mal sabe contar os bois.
Queima o jornal suavemente com seu isqueiro.
Nada está correto, nada está inteiro.
Estoura os tímpanos, se queima por completo.
Nem mais fala, ninguém entende esse dialeto.
E o vento que carregou sua dignidade sopra cacos de vidro.
Materializa em sua cara, penetra profundamente feito um cilindro.
Pisca, desperta de seu pesadelo juvenil.
Velho demais, caiu em sono hostil.
Os anos passaram, o mesmo jornal, o mesmo bar.
Só trouxe uma mania nova, o de cachimbar.
Mas aquelas lágrimas, agora são lágrimas de marte.
Virou cinzas e parou no mar. Mar que agora faz parte.
Apenas Observo.
Como foi fácil chegar até aqui.
Mesmo com um caminho árduo, cheguei fácil aonde eu queria.
Diante de um problema absurdamente grande, eu simplifiquei de forma dolorosa, mas como deveria.
Não estou sendo honesto comigo mesmo, mas diante de um motivo maior, eu apenas sacrifiquei meu coração e dei lugar a minha perversa mente.
Planos minuciosamente tramados a meses, engavetados, voltam à mesa de desenho.
Aquela nota de 20 reais vai ser usada cedo ou tarde, podem guardar.
Um homem nunca esquece de uma piranha que rasga sua carne.
Enquanto isso, do outro lado da nefasta mente, vejo outros planos darem certo.
Odiar quem já amou é uma horrível libertação para as malditas barras que te prendem.
Melhor assim, de longe você parece mais humana, mais sensata, mais brilhante.
Cria feridas, mas pra minha felicidade, ninguém é inesquecível.
Menina, me ensinastes que com certas coisas não se deve brincar. Infelizmente tive que brincar com tudo isso pra saber que vai sorrir de novo.
A algum tempo atrás, uma pessoa me ensinou que grandes amores nascem para ficarem tempo suficientes para serem inesquecíveis, mas que isso é um grande problema quando existe algo que os impeça de ficarem juntos.
Essa mesma pessoa me ensinou a moldar o ódio.
Sofri calado e despertei. Tarde, mas despertei.
E depois disso tudo, como eu fiquei?
Eu? Haha, eu apenas observei.
E ainda estou a observar.
A única coisa certa nisso tudo é: Só eu sai perdendo.
Mesmo com um caminho árduo, cheguei fácil aonde eu queria.
Diante de um problema absurdamente grande, eu simplifiquei de forma dolorosa, mas como deveria.
Não estou sendo honesto comigo mesmo, mas diante de um motivo maior, eu apenas sacrifiquei meu coração e dei lugar a minha perversa mente.
Planos minuciosamente tramados a meses, engavetados, voltam à mesa de desenho.
Aquela nota de 20 reais vai ser usada cedo ou tarde, podem guardar.
Um homem nunca esquece de uma piranha que rasga sua carne.
Enquanto isso, do outro lado da nefasta mente, vejo outros planos darem certo.
Odiar quem já amou é uma horrível libertação para as malditas barras que te prendem.
Melhor assim, de longe você parece mais humana, mais sensata, mais brilhante.
Cria feridas, mas pra minha felicidade, ninguém é inesquecível.
Menina, me ensinastes que com certas coisas não se deve brincar. Infelizmente tive que brincar com tudo isso pra saber que vai sorrir de novo.
A algum tempo atrás, uma pessoa me ensinou que grandes amores nascem para ficarem tempo suficientes para serem inesquecíveis, mas que isso é um grande problema quando existe algo que os impeça de ficarem juntos.
Essa mesma pessoa me ensinou a moldar o ódio.
Sofri calado e despertei. Tarde, mas despertei.
E depois disso tudo, como eu fiquei?
Eu? Haha, eu apenas observei.
E ainda estou a observar.
A única coisa certa nisso tudo é: Só eu sai perdendo.
10/10/2012
Nada é Por Acaso.
Quem és tu, se afundando em borbulhas de lava incandescente?
Tristeza pura e somente isso.
Usa o tapete para segurar as lágrimas que procuras. Metade delas, ao menos.
Não culpo a boa intenção de sua parte. E quem poderia?
Mas a preparação de seu espírito é bem genérica.
Olhe só, repare bem. Sua técnica não é inútil. Entende tão bem o mundo ao seu redor, vê ele girar mas ignora a rotação. Na sua cabecinha, o mar é de fogo e cheio de espinhos venenosos. Não sei se porque quer mas, fato é: O mundo, colorido ou não, é pintado por nossa própria vontade.
Um sacrifício estranho, ver sua mente pular numa piscina escrota de ilusões, pois que eu me lembre só Jesus estava afim de se sacrificar pela humanidade.
Aliás ninguém nasce com vocação para ser Jesus. E poucos para serem mártires.
No nosso século, acho que ninguém tem essas vocações.
Ai, você pode vir com mil escrituras do passado, rasgadas. Banhadas em suor e lágrimas. Nada representam para você, que tem um coração vazio. Ou pelo menos um coração que não estava curado.
Culpa o mundo pelos seus erros. Culpa os erros pelo seu mundo.
Quer culpar o céu também por ser azul, ou será que vai dar os passos para a felicidade outra vez?
Vai procurar nos cachimbos a cura pro seu mal. Mas mal não encaixa na sua personalidade, e você acaba ficando mal. Entende como é astuto o dom de errar?
O céu costumava se iluminar com seu sorriso. Hoje ele apenas cai.
Daí você senta no seu pequenino banquinho e assiste ele cair. Com prepotência, sequer abre a sombrinha para impedir isso.
Quando deram passos em sua direção, você deu 2 para trás.
Quando te ofereceram palavras de conforto, as ignorou e julgou-se forte.
Nada é por acaso, e mesmo deixado ao acaso, um novo amanhã brota na porta do pecador.
Vai preferir regar com suas lamentações mesmo?
Tristeza pura e somente isso.
Usa o tapete para segurar as lágrimas que procuras. Metade delas, ao menos.
Não culpo a boa intenção de sua parte. E quem poderia?
Mas a preparação de seu espírito é bem genérica.
Olhe só, repare bem. Sua técnica não é inútil. Entende tão bem o mundo ao seu redor, vê ele girar mas ignora a rotação. Na sua cabecinha, o mar é de fogo e cheio de espinhos venenosos. Não sei se porque quer mas, fato é: O mundo, colorido ou não, é pintado por nossa própria vontade.
Um sacrifício estranho, ver sua mente pular numa piscina escrota de ilusões, pois que eu me lembre só Jesus estava afim de se sacrificar pela humanidade.
Aliás ninguém nasce com vocação para ser Jesus. E poucos para serem mártires.
No nosso século, acho que ninguém tem essas vocações.
Ai, você pode vir com mil escrituras do passado, rasgadas. Banhadas em suor e lágrimas. Nada representam para você, que tem um coração vazio. Ou pelo menos um coração que não estava curado.
Culpa o mundo pelos seus erros. Culpa os erros pelo seu mundo.
Quer culpar o céu também por ser azul, ou será que vai dar os passos para a felicidade outra vez?
Vai procurar nos cachimbos a cura pro seu mal. Mas mal não encaixa na sua personalidade, e você acaba ficando mal. Entende como é astuto o dom de errar?
O céu costumava se iluminar com seu sorriso. Hoje ele apenas cai.
Daí você senta no seu pequenino banquinho e assiste ele cair. Com prepotência, sequer abre a sombrinha para impedir isso.
Quando deram passos em sua direção, você deu 2 para trás.
Quando te ofereceram palavras de conforto, as ignorou e julgou-se forte.
Nada é por acaso, e mesmo deixado ao acaso, um novo amanhã brota na porta do pecador.
Vai preferir regar com suas lamentações mesmo?
05/10/2012
Heroísmo.
Não vou tornar-me herói hoje, depois de uma vida heroica. Nem tampouco criar asas e sair voando, só porque sou legal. Seria mais óbvio eu me espatifar no chão, perder a consciência e viver uma nova vida, o que me parece mais nobre, mas nem tão justo. Você ai, quer sentir mas não pode revelar ao mundo. Quer bancar o senhor do tempo, mas não consegue sequer sentir os minutos perfurando sua carne. Todos esses olhares insensíveis, diabólicos e julgadores, desde os de Lúcifer até os de Deus. Esse presente ausente, sem memórias confiáveis da sua longa jornada até aqui. Quem és tu? Herói? Vilão? Civil?
Eu cortei minhas cordas. Ao menos as que levavam as informações do meu coração para o mundo exterior. Ainda não consegui cortar as de minha alma, mas não é interessante agora, preciso um pouco de consciência. Isolamento é a chave para o meu momento. Diga-me, o que vê? Me descreve maravilhosamente ou me despreza ferrenhamente? Deixe seus pulmões falarem por você, seu coração anda ocupado morrendo neste momento. Feche os olhos, grite para o mundo exterior se vê heroísmo numa patética solução verde em cima da mesa.
De olhos fechados você se aproximou da arma. Em sua têmpora, descansa o cano quente que já disparou 5 vezes contra minha vergonha. Uma última bala que tem consciência, e entende que não é desse jeito que as coisas deveriam acabar, mas você apertou o gatilho e deixou esse sangue verde voar de seu nariz, boca e olhos. Diga-me, o que vê? O mundo ganhou novas cores agora que começou a se matar? Sua queda não representa heroísmo, só fraqueza.
Com paciência de um corpo já sem respiração, diz calmamente que o que vê são cicatrizes expostas no meu rosto. Com mais calma ainda, recolhe o líquido verde e põe num copo. Este descansa agora em cima da mesa. Feliz, fecha os olhos e morre explodindo de felicidade nem tão falsa, por mais que assim soe.
Queria que não fosse tão belo seu rosto, mesmo ao se apagar. Seu cabelo ainda continua tão vivo, embora já se mexa nos ombros de um novo Perseu. Mas mesmo depois de morta em minha corrente sanguínea você consegue deixar de esconder, quer sentir e não pode, quer viver e se mata. Contradição genuína de uma alma que nunca nasceu para ser heróica, e sim para ser apenas feliz. Ignorância era a chave de meu passado, mas eu me matei junto de ti e vi que o câncer não estava entre nós, e sim era apenas eu.
Eu cortei minhas cordas. Ao menos as que levavam as informações do meu coração para o mundo exterior. Ainda não consegui cortar as de minha alma, mas não é interessante agora, preciso um pouco de consciência. Isolamento é a chave para o meu momento. Diga-me, o que vê? Me descreve maravilhosamente ou me despreza ferrenhamente? Deixe seus pulmões falarem por você, seu coração anda ocupado morrendo neste momento. Feche os olhos, grite para o mundo exterior se vê heroísmo numa patética solução verde em cima da mesa.
De olhos fechados você se aproximou da arma. Em sua têmpora, descansa o cano quente que já disparou 5 vezes contra minha vergonha. Uma última bala que tem consciência, e entende que não é desse jeito que as coisas deveriam acabar, mas você apertou o gatilho e deixou esse sangue verde voar de seu nariz, boca e olhos. Diga-me, o que vê? O mundo ganhou novas cores agora que começou a se matar? Sua queda não representa heroísmo, só fraqueza.
Com paciência de um corpo já sem respiração, diz calmamente que o que vê são cicatrizes expostas no meu rosto. Com mais calma ainda, recolhe o líquido verde e põe num copo. Este descansa agora em cima da mesa. Feliz, fecha os olhos e morre explodindo de felicidade nem tão falsa, por mais que assim soe.
Queria que não fosse tão belo seu rosto, mesmo ao se apagar. Seu cabelo ainda continua tão vivo, embora já se mexa nos ombros de um novo Perseu. Mas mesmo depois de morta em minha corrente sanguínea você consegue deixar de esconder, quer sentir e não pode, quer viver e se mata. Contradição genuína de uma alma que nunca nasceu para ser heróica, e sim para ser apenas feliz. Ignorância era a chave de meu passado, mas eu me matei junto de ti e vi que o câncer não estava entre nós, e sim era apenas eu.
04/10/2012
When you weren't young.
Quando pedi suas verdades, você me deu.
Quando quis sua compreensão, você me deu.
Quando precisei de mais tempo, você me deu.
Quando implorei por carinho, você me deu.
Quando necessitei de seu seio, você me deu.
Quando quis expor minhas idéias, você me ouviu.
Quando pedi sua fidelidade, você me deu.
Quando quis entrar em seu pensamento, você deixou.
Quando quis que alguém cuidasse de mim, você cuidou.
Quando gritei contigo, você me olhou.
Quando pedi para acreditar em mim, você confiou.
Quando pedi novas chances, você as deu.
Quando pedi para cuidar de ti, você acreditou.
Mas eu nunca pedi para que me amasse. E você mesmo assim me amou.
E eu nada dei.
É assim que as coisas ficam claras na minha cabeça.
Quando quis sua compreensão, você me deu.
Quando precisei de mais tempo, você me deu.
Quando implorei por carinho, você me deu.
Quando necessitei de seu seio, você me deu.
Quando quis expor minhas idéias, você me ouviu.
Quando pedi sua fidelidade, você me deu.
Quando quis entrar em seu pensamento, você deixou.
Quando quis que alguém cuidasse de mim, você cuidou.
Quando gritei contigo, você me olhou.
Quando pedi para acreditar em mim, você confiou.
Quando pedi novas chances, você as deu.
Quando pedi para cuidar de ti, você acreditou.
Mas eu nunca pedi para que me amasse. E você mesmo assim me amou.
E eu nada dei.
É assim que as coisas ficam claras na minha cabeça.
03/10/2012
In my head.
Cai do céu em alta velocidade. Cai do céu amarrado, preso, sem asas.
Doente, definha lentamente. Decadente, sabe que não tem mais volta.
Todos já deram um passo à frente. Ele só cai.
Cai feito pedra, explode no atrito da atmosfera.
Ele não quer ser mais feliz. Em sua cabeça, tudo acabou.
E tende a pegar mais e mais velocidade.
Nada mais importa. Na verdade, nunca nem importou.
Enquanto cai, vem as memórias de Brigitte.
Doce, errada, sincera, convicta. Ela o deixava voar.
E agora tudo que ele vê são sobras das nuvens deixadas para trás.
Ele não significa mais nada na terra. Ele deixou tudo para trás.
No fundo ele sempre esteve errado. Sempre soube errar.
E é nesse seu fim particular que ele encontrou seu primeiro e único acerto: Deixar de existir.
E se eu morresse?
E se eu morresse, quem me levaria embora para casa?
Quem enterraria minhas lembranças?
O que me tornaria real num mundo cinza?
Se eu morresse, nada faria sentido.
Nem na minha cabeça, nem na cabeça do resto do mundo.
O mundo continuaria girando, nada faria sentido.
Tudo ainda teria o mesmo sentido, sentido falso, sentido errado.
Malvado mundo moderno. Malvado mundo que existe.
E se eu morresse? Se eu morresse nada seria salvo.
Mesmo que as taças se quebrassem. Mesmo que elas caíssem.
Nada mudaria, nada seria salvo.
Quero o caos, quero deixar de ser inerte.
Colidir o meu bem e o meu mau.
Morrer existindo. Viver sob uma nova perspectiva.
Seja ruim ou bom. Mas deixarei de existir.
E de que adianta sentirem falta agora? Antes nada fizeram.
Me sinto bem sendo o inverso do que me propus.
E o inverso do que me seduz.
Quem enterraria minhas lembranças?
O que me tornaria real num mundo cinza?
Se eu morresse, nada faria sentido.
Nem na minha cabeça, nem na cabeça do resto do mundo.
O mundo continuaria girando, nada faria sentido.
Tudo ainda teria o mesmo sentido, sentido falso, sentido errado.
Malvado mundo moderno. Malvado mundo que existe.
E se eu morresse? Se eu morresse nada seria salvo.
Mesmo que as taças se quebrassem. Mesmo que elas caíssem.
Nada mudaria, nada seria salvo.
Quero o caos, quero deixar de ser inerte.
Colidir o meu bem e o meu mau.
Morrer existindo. Viver sob uma nova perspectiva.
Seja ruim ou bom. Mas deixarei de existir.
E de que adianta sentirem falta agora? Antes nada fizeram.
Me sinto bem sendo o inverso do que me propus.
E o inverso do que me seduz.
28/09/2012
Até Mais. Ou Menos, Tanto Faz.
Acorda, abre os olhos, caminha em direção ao espelho. Escova os dentes, troca de roupa, toma café. Monta na bicicleta, é quase atropelado todo dia, o fone gruda na roda. Chega molhado, a chuva te pegou. Stress, nervosismo. Sem criatividade, bate cabeça e abre a testa. Escorre idéias, escorre ideais. Esfrega os olhos, tira os óculos, mira no monitor. Raio bate no chão, chão treme, vento uiva. Folhas voam, batem no rosto. Chora o céu, chora o coração. Montante de papéis, dissonante sonho em vão. Toma outro café, almoça, fuma um cigarro. Fumaça voa para o céu, coração que não voa mais. Faz meia hora, meaculpa, meios de comunicar sem a voz que não sai. Olha a macieira, cai a maçã, apodrece antes de bater no chão. A aranha come a mosca, a mosca voa para o açúcar, ingere junto de outro café. Xinga, briga, sorri. Mente. A tarde vem, belo pôr-do-sol. Não viram juntos. Atende o celular, lê as mensagens. Procura por um onze nos números. Vê as crianças brincando, se tranca no banheiro. Não produz, não satisfaz. Bate a cabeça, abre de novo. Saem dúvidas, saem questionamentos. Corre para a bicicleta, pedala, já é noite. Vento frio, casaco verde. Uma cerveja, duas cervejas, mil cervejas. Mente confusa, dúvida pertinente. Espera o sono, não dorme. Espera o sonho, ele se foi. Faíscas e arame. Procura os aprendizados, não aprendeu nada. Não tinha nada mais a aprender. Abre a porta, lava o rosto, come algo. Não alimenta seu coração. Chora por dentro, sorri por fora. Chora por fora, morre por dentro. Agonia profunda na água que escorre quente. Cria seu próprio som. Mudo. Assopra sua comida quente, mastiga, ingere o suco gelado. Desperta, não dorme. Se dorme, acorda. A fumaça deixa tudo simples. Bate a cabeça novamente, não sai mais nada. Vazio e oco, a pequena ave sai de dentro de sua cabeça. Não aprendeu nada, não discutiu sobre. Aceitou o destino, aceitou a vida. Apunhalou o coração, que linda diversão. Escorre amor, entende porquê diabos nada aprendestes. Não tinha mais a aprender, só a doar. Mas não se doou, e por isso a coruja voou. Felicidade eterna, mais uma vez bateu asas e com suas garras rasgou sua jugular. É hora de dormir, fecha os olhos e não sonha. O universo parou. Até mais e obrigado pelos peixes.
24/09/2012
Querido Amigo.
Querido amigo blog.
Hoje vim a ti para expor minha criatividade nefasta.
Vim para expurgar meus sentimentos mais dúbios.
Palavras simples, de um pobre ser humano pobre.
Aquele que foi traído pelo instante da felicidade.
Que num sopro de desejo, levou embora seu ponto forte.
É tão bom ver o quanto pode ir longe. Bom ver que sua vida é sua vida.
E a minha é a minha vida.
Estão todos ai para ti. Estão todos aqui para mim.
Até certo ponto me pergunto o quão benéfico foi unir esses dois mundos.
E o quão maléfico também.
Hoje vim a ti para expor minha criatividade nefasta.
Vim para expurgar meus sentimentos mais dúbios.
Palavras simples, de um pobre ser humano pobre.
Aquele que foi traído pelo instante da felicidade.
Que num sopro de desejo, levou embora seu ponto forte.
É tão bom ver o quanto pode ir longe. Bom ver que sua vida é sua vida.
E a minha é a minha vida.
Estão todos ai para ti. Estão todos aqui para mim.
Até certo ponto me pergunto o quão benéfico foi unir esses dois mundos.
E o quão maléfico também.
17/09/2012
Jardim de Maio.
Espere! Venha cá!
Tenho 10 mangos e algumas migalhas de sabedoria.
Tome, é tudo que tenho. É pouco mas é de coração.
Aceite menina, como forma de minha gratidão.
Espere! Venha cá!
Espere o sol se por, quero rabiscar para você.
Tantos desenhos, tantas linhas estúpidas.
É meu renascimento humanista sem sombra de dúvidas.
Espere! Venha cá!
Que tal leiloar meu coração agora?
Vão sobrar pele e ossos, músculos e algo mais.
Talvez até os olhos mas ah, tanto faz!
Espere! Venha cá!
Pegue, rosas do jardim de maio.
Pétalas vermelhas e espinhos quebrados, quanta imperfeição!
Nada além de sangue falso sem mais a força de combustão.
Espere! Venha cá!
Mesmo que nada mais esteja como quer.
Sobre a sua testa franzida, sua boca irreconhecível e face entediada?
Te respondo: São as palavras do poeta velho que não te servem mais para nada.
Tenho 10 mangos e algumas migalhas de sabedoria.
Tome, é tudo que tenho. É pouco mas é de coração.
Aceite menina, como forma de minha gratidão.
Espere! Venha cá!
Espere o sol se por, quero rabiscar para você.
Tantos desenhos, tantas linhas estúpidas.
É meu renascimento humanista sem sombra de dúvidas.
Espere! Venha cá!
Que tal leiloar meu coração agora?
Vão sobrar pele e ossos, músculos e algo mais.
Talvez até os olhos mas ah, tanto faz!
Espere! Venha cá!
Pegue, rosas do jardim de maio.
Pétalas vermelhas e espinhos quebrados, quanta imperfeição!
Nada além de sangue falso sem mais a força de combustão.
Espere! Venha cá!
Mesmo que nada mais esteja como quer.
Sobre a sua testa franzida, sua boca irreconhecível e face entediada?
Te respondo: São as palavras do poeta velho que não te servem mais para nada.
14/09/2012
Faces Ocultas.
Meu novo jogo é acreditar no que ninguém acredita. De longe aonde estou, escuto as palmas. Meu discurso aqui é nobre e aceitável, afinal, sou o típico homem que todos querem ouvir. Na plateia, senhoras e senhores sem faces. Todos idênticos e eufóricos a aplaudir. Aliás, o único som que eles produzem é o de suas palmas irritantes. No mais, esse palco vazio com moscas e eu. A personificação da perfeição num mundo em que ninguém vê, ouve e fala. O intangível inexistente. A escassez de ousadia cria uma população sem graça. A cada "clap" que ouço, sinto náuseas. É assim que vejo o mundo. Um eterno caldeirão de pessoas sem face. E logo eu, aqui no palco, declamando o discurso do bom samaritano. Logo eu, errôneo terráqueo, que mais tem defeitos que qualidades. O poeta sem criatividade. O pianista sem melodia. O desenhista sem papel. Logo eu... aqui no palco! Não entendo mais essas faces ocultas. O mundo parecia aceitável quando lia os livros de outrora, mas tudo que eu vejo hoje, são corpos humanóides sem faces, e ter o mínimo de qualidade no meio deles, te torna o melhor orador de todos os tempos. Não precisamos de novos poetas, pianistas e desenhistas. Precisamos é de novas faces.
Violinos.
É triste perceber que as cordas se rompem. O telefone não toca e eu percebo que existem deuses demais nesse mundo impróspero. A chuva cai do céu azul, numa manhã incrível sem vento. A natureza constrói um cenário lindo, com a trilha sonora dos pássaros que voam molhados. Monta seu esquema perfeito para alegrar suas decepções. Ande a favor do vento, saiba seus limites e suporte o que seu corpo aguenta. Lábios só se encostam quando é da vontade do sucesso, e o fracasso é o poderio de fogo de nações frágeis e sem ânimo, enqaunto que num geral, continentes são conquistados pela força de pensamentos abertos feito o céu. Corpos caidos na camada fina de lama que recobre o cimento da selva, canos que transmitem o som dos violinos, enrugam meus olhos que sedentos, se iluminam nas estrelas. Quero ter como exemplo esse seu sorriso bonito, que me serve para salvar dos dias difíceis. Dias como este, de céu estrelado, com luzes reluzentes que transcendem o tempo. Esse é o mundo em que eu vivo, e de mãos dadas eu assumo a consumação do meu tempo, mas sem fracassar. Eu ainda hei de te mostrar o melhor de mim, jovem.
13/09/2012
Eu.
Sabe, nunca cheguei a conclusão de quem eu seja. Seja eu garoto, homem, filho, namorado ou amigo. Tenho mil faces, e não porquê me convém, mas por assim ser. A única coisa boa em ser tão volúvel, é que ninguém tem a reclamar de mim e das minhas facetas. E apesar das mazelas da vida sigo feliz, convicto e esperançoso de que dias melhores virão. Por isso, me permito dizer que sim, posso ser agradável com você, contanto que sejas comigo.
22/08/2012
Vazio.
Manhãs insípidas, noites incolores.
Nada na média, nada na graça.
A dor se torna constante, a alegria inconstante.
O sucesso é uma brisa, o fracasso um vendaval.
Essa mesmisse sem graça, sem motivos.
Fico doente com a falta de criatividade.
O câncer tomou conta de meus braços. Criou raízes e se fincou.
Atado, mal me movo.
Sem sucesso, tento de novo.
Tudo muda, como num passe de mágica.
Mas o que passou, nunca muda.
O inferno que nunca virou céu. O céu que é proibido.
A lógica que não tenho.
A tenebrosidade no encanto das palavras.
Sou cego, surdo e mudo.
Aonde vai? Não voltou.
Saudade de quando era eu mesmo.
Afinal o que restou?
Um vazio. Vazio a se preencher.
Assim fica meu texto.
Sem graça e sem palavras conexas.
Assim como tudo é, um faz-de-contas.
De que tudo está certo, e de que tudo passará.
Nada na média, nada na graça.
A dor se torna constante, a alegria inconstante.
O sucesso é uma brisa, o fracasso um vendaval.
Essa mesmisse sem graça, sem motivos.
Fico doente com a falta de criatividade.
O câncer tomou conta de meus braços. Criou raízes e se fincou.
Atado, mal me movo.
Sem sucesso, tento de novo.
Tudo muda, como num passe de mágica.
Mas o que passou, nunca muda.
O inferno que nunca virou céu. O céu que é proibido.
A lógica que não tenho.
A tenebrosidade no encanto das palavras.
Sou cego, surdo e mudo.
Aonde vai? Não voltou.
Saudade de quando era eu mesmo.
Afinal o que restou?
Um vazio. Vazio a se preencher.
Assim fica meu texto.
Sem graça e sem palavras conexas.
Assim como tudo é, um faz-de-contas.
De que tudo está certo, e de que tudo passará.
05/08/2012
Abstrair.
Eu procurei um bom motivo, um nobre método para ser uma fortaleza.
Artilharia, pedras e bolas de ferro.
Estava tudo montado, tudo arranjado. Planejado conforme a planta inicial.
Em volta flores. Dentro, músculos frágeis, mas prontos para guardar o bem mais precioso do seu reino.
Um super homem, num longo caminho.
Errôneo e falho, ele não é tipo príncipe da Inglaterra.
Então ele acaba por abstrair continuamente da sua vida os pequenos pedaços amedrontadores que possam sufocar sua fortaleza íntima.
É assim que sempre foi, é assim que continuará sendo.
Mas ele não entende o que lhe dizem. Ele não absorve os pedidos.
Sua fortaleza range, seus dentes rangem.
As luzes precisam ficar acesas agora.
E então? Ele não enxerga a linha do horizonte.
Mesmo focado, é tudo limpo. O vento bate e tudo que o rosto dele sente, é frio.
Uma noite tirada para deixar de ser uma fortaleza.
Seus aliados limpam sua mente. Os soldados batem em retirada.
Ele precisava bater forte em sua própria cabeça para entender essas coisas.
Um super homem, num caminho neblinado.
Tanta kryptonita, que Lex Luthor ficaria com inveja.
Não consegue entender o sentido das coisas. Os porquês.
Qual é a das trincheiras que foram cavadas?
Dos arames farpados que impedem a fortaleza de andar.
Uma fortaleza que estaria melhor morta.
Talvez o que impede esse nobre homem de ser um nobre homem é ele mesmo.
Mas as trepidações, o choro engolido e seu pulmão frágil, como ficam?
Precisam de uma coluna para sustentar.
Uma mão para acalentar.
Afinal, porquê tem algo de errado em ser errado?
Essa é a maneira que sempre deveria ter sido. Mas ao invés disso, vamos apenas atirar na fortaleza.
Artilharia, pedras e bolas de ferro.
Estava tudo montado, tudo arranjado. Planejado conforme a planta inicial.
Em volta flores. Dentro, músculos frágeis, mas prontos para guardar o bem mais precioso do seu reino.
Um super homem, num longo caminho.
Errôneo e falho, ele não é tipo príncipe da Inglaterra.
Então ele acaba por abstrair continuamente da sua vida os pequenos pedaços amedrontadores que possam sufocar sua fortaleza íntima.
É assim que sempre foi, é assim que continuará sendo.
Mas ele não entende o que lhe dizem. Ele não absorve os pedidos.
Sua fortaleza range, seus dentes rangem.
As luzes precisam ficar acesas agora.
E então? Ele não enxerga a linha do horizonte.
Mesmo focado, é tudo limpo. O vento bate e tudo que o rosto dele sente, é frio.
Uma noite tirada para deixar de ser uma fortaleza.
Seus aliados limpam sua mente. Os soldados batem em retirada.
Ele precisava bater forte em sua própria cabeça para entender essas coisas.
Um super homem, num caminho neblinado.
Tanta kryptonita, que Lex Luthor ficaria com inveja.
Não consegue entender o sentido das coisas. Os porquês.
Qual é a das trincheiras que foram cavadas?
Dos arames farpados que impedem a fortaleza de andar.
Uma fortaleza que estaria melhor morta.
Talvez o que impede esse nobre homem de ser um nobre homem é ele mesmo.
Mas as trepidações, o choro engolido e seu pulmão frágil, como ficam?
Precisam de uma coluna para sustentar.
Uma mão para acalentar.
Afinal, porquê tem algo de errado em ser errado?
Essa é a maneira que sempre deveria ter sido. Mas ao invés disso, vamos apenas atirar na fortaleza.
03/08/2012
A Valsa dos Cavalos Marinhos.
Você, na calada da noite, caminhando pela luz da lua.
Descalça, bela. Nua de corpo e alma.
E eu sentado, sereno a observar.
Das curvas doces surge uma fênix nervosa.
Imprudente, destruidora e impiedosa.
Varre tudo que vê, não se importa.
Mas eu ainda estou lá a te fitar.
Vira uma sereia, nada virtuosamente no mar brilhante, dança a valsa dos cavalos marinhos.
E eu ali, sempre a te olhar.
É uma mistura de emoções. Um efeito dominó, explosivo e sem forma alguma de manipulação.
Não seria justo sequer tentar mudar o que é belo por natureza.
A confusão, o caos, a beleza e a paixão.
A mistura do universo em um corpo tão delicado.
Em um rosto tão belo, uma boca tão desejável, possuidora de uma candura na fala.
Inevitável e imprevisível.
O que pode te agradar pode te desagradar. Não há proibição.
Mas eu? Eu só olho.
E quando minha supernova explodir, espero que seu brilho seja capaz de me conter.
Pois assim sigo te observando. Te olhando e te amando.
Descalça, bela. Nua de corpo e alma.
E eu sentado, sereno a observar.
Das curvas doces surge uma fênix nervosa.
Imprudente, destruidora e impiedosa.
Varre tudo que vê, não se importa.
Mas eu ainda estou lá a te fitar.
Vira uma sereia, nada virtuosamente no mar brilhante, dança a valsa dos cavalos marinhos.
E eu ali, sempre a te olhar.
É uma mistura de emoções. Um efeito dominó, explosivo e sem forma alguma de manipulação.
Não seria justo sequer tentar mudar o que é belo por natureza.
A confusão, o caos, a beleza e a paixão.
A mistura do universo em um corpo tão delicado.
Em um rosto tão belo, uma boca tão desejável, possuidora de uma candura na fala.
Inevitável e imprevisível.
O que pode te agradar pode te desagradar. Não há proibição.
Mas eu? Eu só olho.
E quando minha supernova explodir, espero que seu brilho seja capaz de me conter.
Pois assim sigo te observando. Te olhando e te amando.
30/07/2012
De que adianta?
De que adianta o sol radiante, se logo após vem a nuvem entediante?
De que adianta palavras bonitas, se logo após vem as intrigas?
De que adianta essa pele sedosa, se logo após vem a fumaça formosa?
De que adianta se irritar, se logo após eu irei te amar?
De que adianta? Ora, adianta pois é assim a beleza de errar.
Um mundo que vive em constante equilíbrio, para mim, só pensar.
Estrela num céu iluminado. Brilha brilha sem parar.
De que adianta brilhar, se ela continua a cair sem parar?
Pó de prata que vem no rastro desse cavalgar lunar.
De que adianta guardar se ele vai se perder no ar?
Jovem menina, o que te intrigas?
De que adianta duvidar, basta só imaginar.
Meus braços estão aqui, quentes a te proteger.
De que adianta temer, tudo que importa é você.
Prometemo-nos abrigo, quando a maré aumentar.
De que adianta esse azedume, tudo ainda é o de costume.
E cá entre nós, criar padrão para a beleza do amor não é o certo.
Sem sombra de dúvidas, não existe o errado e o correto.
Quando eu disser vá embora, por favor, fique aqui comigo.
Pois é no terremoto que mais quero seu abrigo.
De que adianta?
Ora, se nada é certo,
então errado é o certo!
De que adianta palavras bonitas, se logo após vem as intrigas?
De que adianta essa pele sedosa, se logo após vem a fumaça formosa?
De que adianta se irritar, se logo após eu irei te amar?
De que adianta? Ora, adianta pois é assim a beleza de errar.
Um mundo que vive em constante equilíbrio, para mim, só pensar.
Estrela num céu iluminado. Brilha brilha sem parar.
De que adianta brilhar, se ela continua a cair sem parar?
Pó de prata que vem no rastro desse cavalgar lunar.
De que adianta guardar se ele vai se perder no ar?
Jovem menina, o que te intrigas?
De que adianta duvidar, basta só imaginar.
Meus braços estão aqui, quentes a te proteger.
De que adianta temer, tudo que importa é você.
Prometemo-nos abrigo, quando a maré aumentar.
De que adianta esse azedume, tudo ainda é o de costume.
E cá entre nós, criar padrão para a beleza do amor não é o certo.
Sem sombra de dúvidas, não existe o errado e o correto.
Quando eu disser vá embora, por favor, fique aqui comigo.
Pois é no terremoto que mais quero seu abrigo.
De que adianta?
Ora, se nada é certo,
então errado é o certo!
Inspirativo Cognitivo.
No interior de mim, rotina ensandecida.
No clamor por uma emoção, uma utopia desejável.
Sentar na cadeira, balançar olhando para o amanhã.
Fumar um cigarro, soprar as cinzas, vê-la voar pelo céu.
Olhar o céu, noturno ou diurno.
Quero simplicidade, quero alegria, quero viver.
Procuro notar a vida passar.
Não dessa forma como vivemos.
Carros, ternos, computadores, cafés.
Quero sentir da forma mais sublime a vida ser levada de mim.
Ver as coisas inúteis como são.
Ver a beleza do sorriso sem motivo.
Descobrir o amanhã apenas como amanhã.
Porquês sem motivos.
Motivos sem respostas.
Respostas sem perguntas.
Perguntas sem porquês.
Transformar em música, a vida sofrida dessa gente querida.
Sim, simpatizo com o ser humano. Afinal, sou um.
Querer embelezar a feiura dos dias de quem nada pode fazer.
Afinal, eu sofro desse mal. Mal do Século XXI.
Defronte a alegria das pessoas, quero ser alegre.
Defronte ao inconsciente das pessoas, quero ser despreocupado.
Defronte ao marco zero dessa vida, quero apenas ter existido.
Existir, sem nada pedir.
Mas peço muito, e logo percebo que peço pois sou humano.
E se peco, peco por me robotizar.
Quero vida, quero sopro de elegância, no andar de minhas pernas.
Saber morrer quando a hora chegar.
Saber viver quando as muitas outras horas existirem.
No fundo, sei que sou poeta das letras tortas.
Nunca li as obras de outrora.
Nunca parei para chorar lendo sobre mim mesmo em versos melancólicos.
Me sinto despreparado para viver, para morrer, para renascer.
Mas como li uma vez: "Escrever é uma das experiencias mais lindas que já tive."
Se for para ter inspiração, que seja sincera!
E não existe inspiração maior do que viver.
Não deixar morrer na boca o que nasce no cérebro.
Usar as mãos como ferramenta para expressar o mais doce ou o mais amargo de meu ser.
E não acredito em mim como uma pessoa com o dom de mudar o mundo.
Mas acredito que possa mudar meu próprio mundo!
Sinto que posso mudar o de mais meia dúzia de pessoas também.
Mas essas pessoas tem mais ainda o dom de se mudarem.
Complementar então? Talvez.
Enquanto escrevo aqui, chutava pedras em meus pensamentos.
Minha amargura não pode me dominar.
Minha rotina diária não pode esfacelar meus sonhos.
E meus sonhos são muito meus.
É nesses dias que percebo...
O quanto quero ser alguém.
O quanto quero ser ninguém.
O quanto quero ser de alguém.
É levar da vida o que deve se levar da vida.
É amar a vida pelo que ela é.
Gritar mais alto quando o amor pede ajuda.
E deitar no colo de Morfeu quando tudo estiver em paz novamente.
Assim foi enquanto a cinza voava pelo céu.
Toda uma história em um sopro do momento.
Um instante. Um motivo.
Um sonho doce, no cair de uma lágrima.
No clamor por uma emoção, uma utopia desejável.
Sentar na cadeira, balançar olhando para o amanhã.
Fumar um cigarro, soprar as cinzas, vê-la voar pelo céu.
Olhar o céu, noturno ou diurno.
Quero simplicidade, quero alegria, quero viver.
Procuro notar a vida passar.
Não dessa forma como vivemos.
Carros, ternos, computadores, cafés.
Quero sentir da forma mais sublime a vida ser levada de mim.
Ver as coisas inúteis como são.
Ver a beleza do sorriso sem motivo.
Descobrir o amanhã apenas como amanhã.
Porquês sem motivos.
Motivos sem respostas.
Respostas sem perguntas.
Perguntas sem porquês.
Transformar em música, a vida sofrida dessa gente querida.
Sim, simpatizo com o ser humano. Afinal, sou um.
Querer embelezar a feiura dos dias de quem nada pode fazer.
Afinal, eu sofro desse mal. Mal do Século XXI.
Defronte a alegria das pessoas, quero ser alegre.
Defronte ao inconsciente das pessoas, quero ser despreocupado.
Defronte ao marco zero dessa vida, quero apenas ter existido.
Existir, sem nada pedir.
Mas peço muito, e logo percebo que peço pois sou humano.
E se peco, peco por me robotizar.
Quero vida, quero sopro de elegância, no andar de minhas pernas.
Saber morrer quando a hora chegar.
Saber viver quando as muitas outras horas existirem.
No fundo, sei que sou poeta das letras tortas.
Nunca li as obras de outrora.
Nunca parei para chorar lendo sobre mim mesmo em versos melancólicos.
Me sinto despreparado para viver, para morrer, para renascer.
Mas como li uma vez: "Escrever é uma das experiencias mais lindas que já tive."
Se for para ter inspiração, que seja sincera!
E não existe inspiração maior do que viver.
Não deixar morrer na boca o que nasce no cérebro.
Usar as mãos como ferramenta para expressar o mais doce ou o mais amargo de meu ser.
E não acredito em mim como uma pessoa com o dom de mudar o mundo.
Mas acredito que possa mudar meu próprio mundo!
Sinto que posso mudar o de mais meia dúzia de pessoas também.
Mas essas pessoas tem mais ainda o dom de se mudarem.
Complementar então? Talvez.
Enquanto escrevo aqui, chutava pedras em meus pensamentos.
Minha amargura não pode me dominar.
Minha rotina diária não pode esfacelar meus sonhos.
E meus sonhos são muito meus.
É nesses dias que percebo...
O quanto quero ser alguém.
O quanto quero ser ninguém.
O quanto quero ser de alguém.
É levar da vida o que deve se levar da vida.
É amar a vida pelo que ela é.
Gritar mais alto quando o amor pede ajuda.
E deitar no colo de Morfeu quando tudo estiver em paz novamente.
Assim foi enquanto a cinza voava pelo céu.
Toda uma história em um sopro do momento.
Um instante. Um motivo.
Um sonho doce, no cair de uma lágrima.
29/07/2012
Cantarolando.
É com minha voz grave que desperto. Nada me cala, nada me manda parar. Cantarolando pela casa, divertindo-me no meu aquário. Hoje vejo claramente que tudo voltou ao normal. Sonhos destruídos, deixei tudo para trás. É tão real agora, tudo voltou a ter vida, novas chances para seguir sonhos perdidos. Então caminho aqui, agora, sozinho. Meu quarto, minha casa. Solitária e fria, mas é minha. Mãos atadas? Por favor, nem lembro mais o que é isso. Mente vazia? Pff. Está tudo tão vívido nessa minha cabecinha. Nada pode me parar, nada pode me deter. Eu estava morto antes de deitar no caixão, e você não conseguiria ver o que era certo e errado para mim. Mas o que importa? Tudo passou, tudo mudou. Aqui estou. Sozinho, bem verdade. Mas com um milhão de planos para cantar novamente, com essa minha voz grave, para você.
25/07/2012
Aos poucos vou me despedindo dessa velha vida.
As luzes da pequena cidade não ofuscam mais meus olhos. Diante de mim, pedaços desmembrados de lembranças semi-esquecidas. Por um instante fico sóbrio. Sinto o cheiro da forte chuva batendo na terra, uma mescla perfeita junto ao som oco das gotas batendo no solo sofrido. Enrolado no cobertor, tremendo pelo frio, levanto e parto para mais um dia insano de trabalho, nessa política intensa que se chama vida. Da minha bicicleta, acompanho o trânsito. Vejam só, minha audácia em falar trânsito, num local onde nem com acidentes as vias ficam engarrafadas. Rostos conhecidos, falsidade escancarada. Cabelos vermelhos, roxos, azuis. Pretos também. Lugar bonito, cheio de gente podre. Sempre o mesmo bom dia, sempre o mesmo café, sempre as mesmas problemáticas sem solucionáticas. De noite, uns goles, uns tragos, uns abraços e a mesma coisa que se repete incessantemente, sem medo de cansar seus usuários da vida. Cada parte desse lugar em mim, vai se esfacelando, perdendo o brilho que a muito, já é quase opaco. Pelo anseio de uma nova vida, conheci o caminho certo para o lado certo. E por acaso. Sem atalho, sem manobras evasivas. Apenas um caminho. Reto e árduo. Complexo porém recompensador. Nunca achei aqui o significado que achei lá, a vida parece tão mais desafiadora agora e, ó Deus, como eu gosto de um desafio. Preciso de um desafio. Preciso de um motivo.
Cansei desse lenga-lenga entre Andrés, Miguéis e Joões. Eu sou Marcio, nascido para o ostracismo, talvez o brilho individual, mas não aguento falso moralismo. Não consigo encarar essa gente sofrida e ao mesmo tempo falsa. Seus sorrisos amarelados, denunciantes de suas intenções. Não existe mais preocupação em soar feito uma fraude. Não existe mais preocupação com os sentimentos alheios, nem tampouco com as vontades. Aos poucos vou me despedindo dessa velha vida. Em algum momento, era adorável. Grande parte deles, detestáveis. Mas não se preocupem, deixarei meu cinzeiro na saída.
Cansei desse lenga-lenga entre Andrés, Miguéis e Joões. Eu sou Marcio, nascido para o ostracismo, talvez o brilho individual, mas não aguento falso moralismo. Não consigo encarar essa gente sofrida e ao mesmo tempo falsa. Seus sorrisos amarelados, denunciantes de suas intenções. Não existe mais preocupação em soar feito uma fraude. Não existe mais preocupação com os sentimentos alheios, nem tampouco com as vontades. Aos poucos vou me despedindo dessa velha vida. Em algum momento, era adorável. Grande parte deles, detestáveis. Mas não se preocupem, deixarei meu cinzeiro na saída.
19/07/2012
Ainda são 20 horas.
Amanhã serão 20 horas. Sei que não sabe de nada. Sei que a água será difícil de beber, e que uma pequena cidade te amedronta mais que a bela selva de pedra que te rodeia. Aqui não se pode viver como um rei, não se existem rainhas.
Temos que olhar para os cantos, lá estão as escadas. Subir, descer, apenas escolhas. Não se lida com o amanhã pulando os degraus. Talvez a experiência de um degrau pulado seja infinitamente mais intenso que o próximo.
Menina, espere até amanhã. Rapaz, espere para aquecer suas mãos amanhã. Rapazes envelhecem, viram homens, e ajudam meninas a entender. Mas ainda há juventude, ainda há o sopro do sorriso, aquele aconchegante da vida corrida.
Pode chamar meu nome lá do fundo do quarto. Monte seus sonhos, reinvente-se. A vontade de descer do mundo para, assim que alguém chamar seu nome.
Largue suas presas, comece novamente com um beijo. Abrace sua causa, durma depois de dar um trago. Se seu estômago doer, um cafuné pode amenizar.
Poderia ser hoje a noite. Balançar seu esqueleto, te dar alguma bebida, sentir o corpo chacoalhar pra baixo da festa particular, debaixo dos edredons. Essa maneira de tremer seu quadril, acredite menina, não vai morrer com o passar do tempo.
Sem doces mentiras, sem sorrisos amargos. Não pare o mundo, não ligue pro insucesso. Desabotoe seu blazer, deixe ser beijada entre seu seio.
O quão longe você iria nessa cidade pequena?
24 horas e é tudo que separa você de um novo capítulo.
Temos que olhar para os cantos, lá estão as escadas. Subir, descer, apenas escolhas. Não se lida com o amanhã pulando os degraus. Talvez a experiência de um degrau pulado seja infinitamente mais intenso que o próximo.
Menina, espere até amanhã. Rapaz, espere para aquecer suas mãos amanhã. Rapazes envelhecem, viram homens, e ajudam meninas a entender. Mas ainda há juventude, ainda há o sopro do sorriso, aquele aconchegante da vida corrida.
Pode chamar meu nome lá do fundo do quarto. Monte seus sonhos, reinvente-se. A vontade de descer do mundo para, assim que alguém chamar seu nome.
Largue suas presas, comece novamente com um beijo. Abrace sua causa, durma depois de dar um trago. Se seu estômago doer, um cafuné pode amenizar.
Poderia ser hoje a noite. Balançar seu esqueleto, te dar alguma bebida, sentir o corpo chacoalhar pra baixo da festa particular, debaixo dos edredons. Essa maneira de tremer seu quadril, acredite menina, não vai morrer com o passar do tempo.
Sem doces mentiras, sem sorrisos amargos. Não pare o mundo, não ligue pro insucesso. Desabotoe seu blazer, deixe ser beijada entre seu seio.
O quão longe você iria nessa cidade pequena?
24 horas e é tudo que separa você de um novo capítulo.
18/07/2012
Politicagem.
De manhãzinha, eu aqui sempre entediado com minha rotina diária de trabalho exaustivo, trabalho que eu não consigo mais me reinventar, não consigo mais reaprender. Tudo aqui é um saco e o ar fede a tinner e benzina, o que não é nada agradável e não me traz boas recordações. Sentadinho na minha cadeira que nada tem de confortável, avisto pela porta de vidro aquele senhor, ou melhor, aquele homem de meia idade, com rosto familiar e vestes elegantes. Político de mão cheia, tem voz firme e brada palavras fortes para convencer e se justificar das coisas. Bastou olhar por alguns minutos e eu reparei que se tratava realmente de uma pessoa conhecida. Aquele homem me odiou sem nunca sequer ter me conhecido. Sem nunca sequer ter me dado uma chance para isso. Ironicamente, trocamos algumas palavras e, percebi que realmente fui insignificante para ele, já que sequer me reconheceria, o que tornou interessante até certo ponto as coisas. Será que eu realmente era aquele monstro destruidor de moral? Será que eu realmente era aquele cara errado, cheio de ideologias bob marleyanas? Ele me pareceu simpático e boa praça. Acho que se tivesse me dado uma chance de ser eu mesmo, poderíamos ter tido ao menos uma convivência aprazível. O passado não mais importa, mas é engraçado perceber realmente que as pessoas julgam livros pela capa, quando o motivo é diferenciado.
17/07/2012
Cicatrizes.
Você ai, que se preocupa no que é. No que quer ser, no que será.
Se será mau, bom, cruel ou simpático. Pra que? Se no final era certa a incerteza.
Pare de procurar em portifolio explicação pra sua falta de auto-compreensão.
Você é, mas na verdade nada é. Não existe modelo padrão para sua alma nem coração.
Falta intenção na sua forma de ver. Falta foco.
Não importa o que aconteça, você muda. Você decepciona. Você alegra.
Faz feliz e faz triste as pessoas que, ora farão você feliz, ora triste.
A beleza da singularidade é justamente essa: a bipolaridade de nossa conduta com as pessoas.
Ninguém me obrigará a ser simpático quando eu for picado por uma abelha. Mas e se eu num quiser ser simpático apenas por falta de simpatia?
Qual o seu problema, criança? Perdeu a voz? Não deixe o mundo te calar!
Viver é tão simples que com alguns segundos dá pra se dar conta de que não tem nada que possamos fazer a não ser sentir ela se esvair.
Mantenha a dialética na sua vida. Procure sentido para seus motivos, não para suas limitações.
Se não for capaz de se encontrar, ninguém será capaz de te julgar. Mas o caminho é tão fácil que, eu diria que não é necessário nem mapa, tampouco paciência.
Se prenda a sua vida, se prenda à liberdade de escolher a quem se prender, é seu direito e dever como ser humano evoluído que nunca fomos. Sua força nunca esteve em músculos, mas está dentro de seu âmago, e nem é no coração. Não esse de carne, que bombeia seu sangue. Mas metaforicamente, está dentro de você, e a verdade é que é forte o bastante para não precisar provar ser forte a ninguém.
Todos estamos predestinados a carregar cicatrizes, só precisa saber quais quer e quais serão importante carregar.
Se será mau, bom, cruel ou simpático. Pra que? Se no final era certa a incerteza.
Pare de procurar em portifolio explicação pra sua falta de auto-compreensão.
Você é, mas na verdade nada é. Não existe modelo padrão para sua alma nem coração.
Falta intenção na sua forma de ver. Falta foco.
Não importa o que aconteça, você muda. Você decepciona. Você alegra.
Faz feliz e faz triste as pessoas que, ora farão você feliz, ora triste.
A beleza da singularidade é justamente essa: a bipolaridade de nossa conduta com as pessoas.
Ninguém me obrigará a ser simpático quando eu for picado por uma abelha. Mas e se eu num quiser ser simpático apenas por falta de simpatia?
Qual o seu problema, criança? Perdeu a voz? Não deixe o mundo te calar!
Viver é tão simples que com alguns segundos dá pra se dar conta de que não tem nada que possamos fazer a não ser sentir ela se esvair.
Mantenha a dialética na sua vida. Procure sentido para seus motivos, não para suas limitações.
Se não for capaz de se encontrar, ninguém será capaz de te julgar. Mas o caminho é tão fácil que, eu diria que não é necessário nem mapa, tampouco paciência.
Se prenda a sua vida, se prenda à liberdade de escolher a quem se prender, é seu direito e dever como ser humano evoluído que nunca fomos. Sua força nunca esteve em músculos, mas está dentro de seu âmago, e nem é no coração. Não esse de carne, que bombeia seu sangue. Mas metaforicamente, está dentro de você, e a verdade é que é forte o bastante para não precisar provar ser forte a ninguém.
Todos estamos predestinados a carregar cicatrizes, só precisa saber quais quer e quais serão importante carregar.
16/07/2012
O Sábado que eu Sempre Precisei.
Debaixo dos cobertores a mão quente dela alisava meu corpo. Era o fim do melhor dia da minha vida.
Não era como das primeiras vezes. As ruas já são familiares, os lugares já tem cheiros perceptíveis e eu já consigo lidar com a acanho. Coração bravo, só se acalma na presença da minha amada.
Foi cantando os versos do refrão de nossa música que chorei, pela primeira vez na sua frente, de felicidade.
Se não sóbrio, sincero era.
Sua preocupação um tanto quanto ingênua por mim, me fazia brilhar os olhos.
Mergulhado em uma sensação completamente atípica, onde enfim era preenchido por você. Antes havia sido corpo, alma e coração, mas agora era mais, muito mais.
Era domínio completo de meus sentimentos. Uma conquista perfeita, que já parecia escrita.
Amar é tão singelo, que eu poderia dizer que as melhores sensações são as de sentir sua respiração delicada na minha nuca, ou de seu sorriso sacana. É mais valioso te ver bêbada e se divertindo do que sóbria e entediada. Meu cigarro, pela primeira vez era feliz e sinceramente, eu amo chocolate e cigarro.
Mas me diga, como se preocupa tanto comigo? Qual é a sua motivação pra querer me aquecer, pra querer me alegrar, pra querer me amar?
Não preciso de respostas, pois eu já as tenho. Eu só quero te dizer que não tem clicherismo nessa relação. E nem teria espaço.
É diferente, é estranho, mas é tão gostoso, tão sincero, tão doce e nada vil. É tão surpreendente que até ver um filme romântico sobre nós mesmos me fez perceber que não estamos num filme, e não por ser perfeito no filme, e sim aqui. Ou acha que não reparava que seus olhos brilhavam quando você via uma cena que lembrava a nós? Ou que não sentia seu coração disparar levemente?
Pois bem, aqui estou, a seu dispor. Não como namorado apenas, mas como namorado, parceiro, melhor amigo. Pois a cumplicidade que senti nesse último final de semana, realmente foi a responsável pelo ardor de um novo coração. ♥
11/07/2012
Viagem ao Centro do Planeta Chamado Cérebro.
Cavo, sem remorso.
Seguro a pá, empurro o sistema nervoso.
Viajo para dentro dessa mente.
Mas afinal, e essa duvida pertinente?
Vou sem direção. Tiro terra, tiro nervos.
Afundo nos meus sonhos, me afogo em meus desejos.
Cumpro os protocolos, fecho a entrada.
Me vejo no espelho em forma conjurada.
Dentro de mim, resido em forma infante.
Nunca percebi o quanto eu era falante.
Com pensamentos em voz alta,
inconscientemente meu eu se exalta.
Sobe e desce, assim prossigo.
Dentro e fora, entro e insisto.
Não há lógica. Não há motivo.
Só existe, é um método abortivo
Afinal, aonde vim parar?
Não quero mais continuar.
Sangue e água, sem lugar para escoar.
Nem por mim consigo mais me afeiçoar.
Essa fumaça que deixa a vista embaçada.
Mais e mais minha mente fica arruaçada.
Por que entrei, se nada descobri?
Sem motivos aparentes, apenas destruí.
E nessa minha jornada de auto-conhecimento,
Eis que sou humano, e não há nenhum alento.
05/07/2012
Meu Anjo.
De corpo nu, sentado em frente a sua foto. Choro.
Fumo aquele cigarro que compartilhamos. Penso.
Olho pela cortina, balanço-a. Lembro que a alguns dias atrás você estava aqui comigo.
Sinto um pequeno aperto no peito. Enxugo as lágrimas, guardo-as para momentos mais alegres.
Reflito sobre nossa vida alguns milhares de vezes por dia. E quem disse que a lágrima não voltaria?
Meu coração dispara, meu corpo esquenta.
Suspiro. Lembro que somos feitos um para o outro.
Talvez um corpo só.
Talvez uma vida apenas.
Já consigo me lembrar de momentos que nem existiram ainda.
A lareira, o frio, o faraó.
Como consegue me cativar assim, sempre mais e mais?
Sempre firme, sempre delicada.
Existe em ti uma complexidade enorme, principalmente na sua simplicidade.
Nada faz sentido, mas é tudo gostoso.
Essa saudade, ah, ela me incomoda.
Mas esses beliscões que ela me dá, me lembram somente quão doce é ficar com você.
Sua presença me satisfaz, mais do que imaginas.
As vezes sou delicado, as vezes sou firme. Alguns momentos não sou romântico, outros sou seu gatinho.
Pra mim você é um anjo.
Daqueles que aparecem na terra uma vez por século.
E pra minha sorte, eu te encontrei.
Fumo aquele cigarro que compartilhamos. Penso.
Olho pela cortina, balanço-a. Lembro que a alguns dias atrás você estava aqui comigo.
Sinto um pequeno aperto no peito. Enxugo as lágrimas, guardo-as para momentos mais alegres.
Reflito sobre nossa vida alguns milhares de vezes por dia. E quem disse que a lágrima não voltaria?
Meu coração dispara, meu corpo esquenta.
Suspiro. Lembro que somos feitos um para o outro.
Talvez um corpo só.
Talvez uma vida apenas.
Já consigo me lembrar de momentos que nem existiram ainda.
A lareira, o frio, o faraó.
Como consegue me cativar assim, sempre mais e mais?
Sempre firme, sempre delicada.
Existe em ti uma complexidade enorme, principalmente na sua simplicidade.
Nada faz sentido, mas é tudo gostoso.
Essa saudade, ah, ela me incomoda.
Mas esses beliscões que ela me dá, me lembram somente quão doce é ficar com você.
Sua presença me satisfaz, mais do que imaginas.
As vezes sou delicado, as vezes sou firme. Alguns momentos não sou romântico, outros sou seu gatinho.
Pra mim você é um anjo.
Daqueles que aparecem na terra uma vez por século.
E pra minha sorte, eu te encontrei.
02/07/2012
Regras?
"E até quem me vê lendo jornal na fila do pão, sabe que eu te encontrei."
Preciosamente, em momentos mínimos, lembro de ti e guardo na memória, os melhores pensamentos.
Saudade, porquê insiste em deixar as coisas mais belas, mas também tão sufocantes?
Na fila do cinema, dentro da lanchonete, enquanto tomo banho...
Todo instante é um pedaço de mim que lembra de ti. Ou todos.
E se meu corpo esquenta, ele precisa te esquentar. Se minha mão sua, eu preciso fazer a tua suar também. E se eu fechar os olhos, eu vou querer você dentro da minha cabeça.
Parece que achei o lugar nas coisas que eu vivo. E não sou mais o cara estranho.
Desconfiado pela vida que vive. Desanimado pelo tempo que o persegue.
Agora persigo o tempo, vivo sem ligar, torço pra você me ligar, amo te encontrar.
Liberdade tem outro significado. Sexo tem outro gosto.
Imaginação agora não tem limites.
Felicidade enfim é feliz.
Se eu quis seguir as regras, mais difíceis elas se tornaram.
Por isso só tenho uma regra agora: Amar você.
Preciosamente, em momentos mínimos, lembro de ti e guardo na memória, os melhores pensamentos.
Saudade, porquê insiste em deixar as coisas mais belas, mas também tão sufocantes?
Na fila do cinema, dentro da lanchonete, enquanto tomo banho...
Todo instante é um pedaço de mim que lembra de ti. Ou todos.
E se meu corpo esquenta, ele precisa te esquentar. Se minha mão sua, eu preciso fazer a tua suar também. E se eu fechar os olhos, eu vou querer você dentro da minha cabeça.
Parece que achei o lugar nas coisas que eu vivo. E não sou mais o cara estranho.
Desconfiado pela vida que vive. Desanimado pelo tempo que o persegue.
Agora persigo o tempo, vivo sem ligar, torço pra você me ligar, amo te encontrar.
Liberdade tem outro significado. Sexo tem outro gosto.
Imaginação agora não tem limites.
Felicidade enfim é feliz.
Se eu quis seguir as regras, mais difíceis elas se tornaram.
Por isso só tenho uma regra agora: Amar você.
25/06/2012
Parábola.
São 10:30AM. Se aproxima na esquina Catherine. Moça esbelta, 1,72m de pura exuberância. Cabelos negros feito a noite que ela odeia. Transbordando sua jovialidade e simpatia rara, ela adentra na lanchonete. Comida simples, mas suficientemente saborosa para nossa amiga. Trajando um vestidinho retrô de listras vermelhas e brancas, mais parece uma bonequinha dos anos 60 do que uma atual rapariga cool. Senta-se em uma mesa com belos arranjos de flores, delicadas feito sua pele branca. Olha ao redor, e verifica que seus amigos de faculdade estão numa social, sorridentes e despreocupados, virando seus martinis e vodkas. Ela decide por bem não os atrapalhar, ela não estava nos seus melhores dias. Estava tendo pensamentos perturbadores, os quais ela já estava hesitando em controlar. Seu celular toca. Anthony, seu namorado, liga para desmarcar pela terceira vez no mês o compromisso na citada lanchonete. Ela, não se deixando abater, decide continuar ali e deixar seguir aquela manhã ensolarada que lhe cobre o rosto pela vidraça revestida de adesivo fumê. O garçon se aproxima. Um senhor de meia idade, com aparência vistosa e deveras simpático, de uma cordialidade rara hoje em dia.
- Seu pedido está pronto senhora. Seu suco de laranja com uma colher de açúcar, misturado com o próprio canudo, e seu sanduíche de atum com azeitonas pretas e alface crespa. No capricho!
- Mas... eu não havia pedido nada ainda!
- Era exatamente o que a senhora queria, não é?
Perplexa com a exatidão do garçon, ela se indaga: Como alguém poderia saber exatamente o que quero? Por um instante a tarde fica paralizada. Os sorrisos ficam estáticos, a localidade gira. Ela tem um pequeno choque, mas mantém a pose. Eis que o garçon lhe pergunta, com sua cordialidade já citada:
- Posso me sentar, senhora?
- Mas e seu trabalho? Não tem que atender tantas outras mesas?
- Não estou em meu expediente. Lhe atendi pois assim julguei ser necessário.
- Mas sou apenas mais uma nesse restaurante, e você nem me conhece! Além de que não tenho idade para ser sua paquera. Se é isso que pensas...
- Não é o caso senhora, além de que, se fosse, eu lhe diria assim que cheguei. Não tenho qualquer motivo para ser falso comigo mesmo, tampouco com as pessoas que me rodeiam. Aliás, eu lhe atendi pois era o que eu queria, e minha vontade sempre será saciada.
Nesse momento o senhor franze a testa e coça sua sobrancelha. Catherine se indaga, o senhor é tão firme em suas palavras, isso abala sua estrutura interior. Ela não entende direito aonde ele quer chegar, mas decide pagar para ver. Dá uma mordida discreta em seu sanduíche, ato minuciosamente reparado pelos olhos do garçon que nada deixa escapar.
- Morde tão delicadamente que eu seria capaz de dizer que tens medo de parecer esfomeada perto de todos.
- É errado ser educada enquanto se alimenta?
- Não. Errado é se limitar do prazer que matar a fome proporciona.
Ela pensa antes de falar alguma coisa com ele. Dá uma segunda mordida, essa bem mais generosa. Reparando na situação, o garçon sorri e fecha os olhos. Ela repara e também sorri, talvez por agradecimento, talvez por educação. Fato é que o fato de seu namorado ter furado com ela a incomoda, e isso a deixa bastante inquieta.
- Seu namorado não veio não é?
Pasma e com uma dose cavalar de medo, ela esbugalha seus delicados olhos e solta ferozmente:
- Você anda me espionando? O que quer de mim? Eu já lhe disse que não quero nada com homens velhos!
- Já disse uma vez, não irei repetir. (Nesse momento seu semblante fica sério). Para mim é fácil demais saber o que você quer de verdade, o que pensa e o que faz de verdade.
Catherine fica novamente estática. Não entende absolutamente nada do que aquele senhor grisalho lhe diz. O medo penetra seu ser. Sua boca fica um pouco trêmula, feito suas mãos finas.
Quem é você? - Indaga ela.
Sou sua consciência. - Diz com firmeza o garçon.
Agora nada mais fazia sentido. O que aquele senhor estava falando? Ele é louco? O que ele quer? Aonde quer chegar?
Ela ri histéricamente. Aperta o sanduíche que se espreme nas suas mãos já não tão delicadas como a alguns minutos atrás. Seus amigos olham, e acham estranho, mas não se metem, pois a diversão não poderia parar.
Num ato momentâneo e crédulo, ela solta:
- Adivinhe o que eu estou pensando então.
Ele não pensa duas vezes:
- Você já se imaginou na cama com aquele jovem esbelto da mesa 32 umas duas vezes, desde que me sentei. Notou que seu sanduíche está com sabor levemente agridoce e, nesse exato momento, está pensando no quanto é cafona o uniforme que estou trajando.
Ela engasga. Teme estar ficando louca. Começa a tocar o braço do garçon. Toca sua pele morena, e sente os longos pelos negros que ele possui. Se belisca, tenta entender o que é real ali. Nada fazia sentido!
- Escute, eu só vim conversar com você. Quero lhe dizer algumas coisas. Não tenha medo, é raro esse tipo de situação existir. Encare como uma conversa com seu subconsciente.
- Se o que você diz é verdade, então é uma conversa com meu subconsciente de fato.
Os dois riem, sincronizadamente, no mesmo tom e intensidade. O garçon respira, e lhe pergunta:
- Já pensou no quanto você sufoca seus desejos?
- Não. Eu faço isso com frequência?
- Sim. A todo o instante. Muitas pessoas percebem isso.
Ela sabia que era verdade.
- Olhe, não te julgo. A inteligência é o meio que encontramos para dominar nossos instintos mais ferozes.
- Realmente, se eu fizesse tudo que eu já quis...
- Exato. Não é errado sentir vontades que não pode cumprir. Errado é se achar errada por querer eles.
Ele complementa:
- Você ama seu namorado, mas tem desejos com seu amigo ali da outra mesa. Ele, por sua vez, ali é o mais alegre, contente por ter uma vida bem-sucedida não é? Não. Todas as noites chora pela morte de sua ex-noiva, fato que ele nunca quis contar para ninguém. Fazem 10 meses que ele não se relaciona com alguém.
- Que horror! E eu nutrindo desejos por ele e...
- É errado nutrir desejo por alguém que está frustrado pela morte da amada, mas é aceitável querer estando você feliz em seu relacionamento? O choque da notícia lhe fez pensar, mas a verdade é que é quase impossível conciliar o seu desejo sexual com as normas de conduta da civilização. É essa moral que a sufoca. Pensa sempre numa forma de botar em ação aquilo que nunca irá botar.
Já era certo que ele realmente era quem dizia ser, afinal, ninguém poderia falar com tanta exatidão e precisão aquilo que estava dentro de seu âmago. Ele continua:
- Você prega bons costumes, defende milhares de pensamentos que, na verdade, não os cumpriria ou não compartilha realmente. É hipócrita. Mas não se preocupe, todos são.
- Como você pode me chamar de hipócrita assim?
- Tenho autoridade para isso, afinal, eu estou dentro de você.
Ela engoliu a seco.
- Olha, estou confusa. Eu poderia ficar horas pensando sobre isso! Não é legal quando jogam na nossa cara assim, de uma vez, a nossa real personalidade.
- Ninguém está preparado para admitir muitas coisas. O certo é certo para você se assim for. Se for errado, será só para você. O dissernimento entre certo e errado deve ser feito apenas por ti, e mais ninguém. Compreende?
- Sim, isso parece óbvio.
- Mas quase ninguém vive dessa forma. É sempre mais importante manter aparências, preceitos...
- Então você quer dizer que sou suja, nojenta?
- Não. Você é humana e racional, e tal qual não consegue expor totalmente tudo que pensa. Isso até certo ponto é bom.
- Então não é bom expor demais o que penso, mas é errado manter todos os meus desejos dentro de mim?
- O errado é o que você enxerga errado.
Ela olha para trás e vê seus amigos novamente.
- Você queria estar ali, não é?
- Sinceramente, sim.
- Está progredindo, já consegue confessar o que quer de fato.
- Eles parecem felizes.
- Posso te dar a certeza que nenhum ali está totalmente satisfeito com a vida.
- Como sabe?
- Olhe o rapaz ao lado de seu amigo desejado. Ele é gay. Mas não pode dizer isso ao mundo pois seus pais o repreenderiam.
- Jorge é gay? Bem que eu reparei...
- Não se pode esconder uma mentira a todo instante. Uma hora nosso corpo diz o que a boca gostaria de dizer.
- Faz sentido.
- Aquela menina ao lado, de corsete preto.
- Nicolle! Ela é bem fofa, nunca entendi como gosta de ficar em ambientes de bebedeira.
- Ela já quis transar com Jorge. E você. Juntos.
(Espanto) - Eu jurava que ela era livre de pensamentos assim!
- Todos tem desejos e até impulsos sexuais, as vezes complexos demais para a sociedade.
- Estranho seria se ela não gostasse de sexo.
- Pois é, a curiosidade sexual é equiparável à sede de conhecimento. Mas continuando, vê o rapaz de óculos fundo?
- Matheus.
- Ele é o mais normal dali. É religioso, frequenta a igreja toda a semana e tem uma namorada simpática. Ele já pensou em matá-la exatamente 392 vezes.
- Não parece tão assustador.
- Claro, você já quis fazer o mesmo com seu namorado.
Parecia cada vez mais fácil lidar com aquilo tudo. Passaram-se 10 minutos apenas, mas o garçon parecia ser um conhecido de anos para ela. Catherine já sorria enquanto ele lhe falava os desejos mais sórdidos de todos naquela lanchonete. O mundo estava ganhando um novo significado, era engraçado perceber os desejos sórdidos de uma geração inteira.
- Seria muito mais fácil se os humanos decidissem viver uma reta contínua. Se voltássem as condições primitivas, seríam mais felizes. Mas teimam em viver numa parábola, e esquecem que ela tem um fim. Realmente, todos são falsos moralistas. Crer mais na moral do que no amor. Ter mais normas e menos piedade. Viver esteriotipado num mar infindo de baboseiras inventadas. Hipocrisia. Mas em certa dosagem, necessária para viverem inertes, sedados em prol de uma harmônica vida.
- É repugnante viver afundado em mentiras.
- Sim, principalmente quando as pessoas a sua volta percebem isso.
- Não estou entendendo.
- Seu namorado, ele te deu um bolo pois queria que pensasse na sua vida. Ele não sabe como te ajudar, mas, não quer desistir de você, então está lhe dando espaço para se ajeitar.
- Como posso culpar ele a todo instante de meus problemas, e ele querer tanto meu bem?
- Ninguém está 100% ciente de tudo o que os outros pensam. Não se culpe.
- Fico um pouco transtornada com isso, sempre quis o bem dele, eu o amo!
- Quando se ama, você se torna forte, principalmente quando para de pensar no quanto você ama, e percebe o quanto é amada. Segurança gera confiança, que gera força, que gera incentivo.
Os olhos dela ficam marejados, mas ela não chora. Parece que ela constatava que a vida tinha mais significados do que parecia.
- Nem toda vontade foi feita para ser suprida. Mas nem todas foram feitas para serem reprimidas. Apenas viva, e não se preocupe com motivos, apenas com escolhas. E faça as que lhe convir, ok?
- Ok.
- Só existem duas maneiras de ser feliz na vida: Ser idiota ou se fazer do mesmo.
- Parece simples.
- É mais difícil do que imagina.
- Será mesmo?
- Você nunca conseguiu nenhum dos dois.
- A mente humana é estranha.
- Repudiar as outras mentes por conflitarem com seus ideais é mais estranho ainda.
- Trágico.
- Talvez vocês melhorem um dia.
- Confia tanto em nós?
- Um dia vocês foram assim.
- Afinal, você é minha consciência mesmo?
- Na verdade sou a consciência coletiva, por isso compreendo todos. E estou aqui desde sempre, por isso falo com tanta precisão as coisas.
Ele se levanta, bate poeira de seu avental surrado. Ela fita-o. O restaurante ecoava sonoras risadas falsas. Catherine parecia identificar agora a verdade por detrás de rostos sorridentes. Ela seria capaz de chorar, ao ver aqueles sorrisos. Ela volta seu olhar a ele.
- Você já vai embora?
- Já. Já cumpri meu papel hoje.
- E qual era?
- De te mostrar que o falso é em grande parte, a verdade de cabeça para baixo.
- E achas que eu vou mudar assim, do nada?
- Não. Tens em mãos a reta e a parábola a seguir. Tenho certeza que irá escolher o melhor método.
Ele sai pelas portas dos fundos. Ela, sai de cabeça erguida pela porta da frente. O mundo recomeçava a partir dali.
- Seu pedido está pronto senhora. Seu suco de laranja com uma colher de açúcar, misturado com o próprio canudo, e seu sanduíche de atum com azeitonas pretas e alface crespa. No capricho!
- Mas... eu não havia pedido nada ainda!
- Era exatamente o que a senhora queria, não é?
Perplexa com a exatidão do garçon, ela se indaga: Como alguém poderia saber exatamente o que quero? Por um instante a tarde fica paralizada. Os sorrisos ficam estáticos, a localidade gira. Ela tem um pequeno choque, mas mantém a pose. Eis que o garçon lhe pergunta, com sua cordialidade já citada:
- Posso me sentar, senhora?
- Mas e seu trabalho? Não tem que atender tantas outras mesas?
- Não estou em meu expediente. Lhe atendi pois assim julguei ser necessário.
- Mas sou apenas mais uma nesse restaurante, e você nem me conhece! Além de que não tenho idade para ser sua paquera. Se é isso que pensas...
- Não é o caso senhora, além de que, se fosse, eu lhe diria assim que cheguei. Não tenho qualquer motivo para ser falso comigo mesmo, tampouco com as pessoas que me rodeiam. Aliás, eu lhe atendi pois era o que eu queria, e minha vontade sempre será saciada.
Nesse momento o senhor franze a testa e coça sua sobrancelha. Catherine se indaga, o senhor é tão firme em suas palavras, isso abala sua estrutura interior. Ela não entende direito aonde ele quer chegar, mas decide pagar para ver. Dá uma mordida discreta em seu sanduíche, ato minuciosamente reparado pelos olhos do garçon que nada deixa escapar.
- Morde tão delicadamente que eu seria capaz de dizer que tens medo de parecer esfomeada perto de todos.
- É errado ser educada enquanto se alimenta?
- Não. Errado é se limitar do prazer que matar a fome proporciona.
Ela pensa antes de falar alguma coisa com ele. Dá uma segunda mordida, essa bem mais generosa. Reparando na situação, o garçon sorri e fecha os olhos. Ela repara e também sorri, talvez por agradecimento, talvez por educação. Fato é que o fato de seu namorado ter furado com ela a incomoda, e isso a deixa bastante inquieta.
- Seu namorado não veio não é?
Pasma e com uma dose cavalar de medo, ela esbugalha seus delicados olhos e solta ferozmente:
- Você anda me espionando? O que quer de mim? Eu já lhe disse que não quero nada com homens velhos!
- Já disse uma vez, não irei repetir. (Nesse momento seu semblante fica sério). Para mim é fácil demais saber o que você quer de verdade, o que pensa e o que faz de verdade.
Catherine fica novamente estática. Não entende absolutamente nada do que aquele senhor grisalho lhe diz. O medo penetra seu ser. Sua boca fica um pouco trêmula, feito suas mãos finas.
Quem é você? - Indaga ela.
Sou sua consciência. - Diz com firmeza o garçon.
Agora nada mais fazia sentido. O que aquele senhor estava falando? Ele é louco? O que ele quer? Aonde quer chegar?
Ela ri histéricamente. Aperta o sanduíche que se espreme nas suas mãos já não tão delicadas como a alguns minutos atrás. Seus amigos olham, e acham estranho, mas não se metem, pois a diversão não poderia parar.
Num ato momentâneo e crédulo, ela solta:
- Adivinhe o que eu estou pensando então.
Ele não pensa duas vezes:
- Você já se imaginou na cama com aquele jovem esbelto da mesa 32 umas duas vezes, desde que me sentei. Notou que seu sanduíche está com sabor levemente agridoce e, nesse exato momento, está pensando no quanto é cafona o uniforme que estou trajando.
Ela engasga. Teme estar ficando louca. Começa a tocar o braço do garçon. Toca sua pele morena, e sente os longos pelos negros que ele possui. Se belisca, tenta entender o que é real ali. Nada fazia sentido!
- Escute, eu só vim conversar com você. Quero lhe dizer algumas coisas. Não tenha medo, é raro esse tipo de situação existir. Encare como uma conversa com seu subconsciente.
- Se o que você diz é verdade, então é uma conversa com meu subconsciente de fato.
Os dois riem, sincronizadamente, no mesmo tom e intensidade. O garçon respira, e lhe pergunta:
- Já pensou no quanto você sufoca seus desejos?
- Não. Eu faço isso com frequência?
- Sim. A todo o instante. Muitas pessoas percebem isso.
Ela sabia que era verdade.
- Olhe, não te julgo. A inteligência é o meio que encontramos para dominar nossos instintos mais ferozes.
- Realmente, se eu fizesse tudo que eu já quis...
- Exato. Não é errado sentir vontades que não pode cumprir. Errado é se achar errada por querer eles.
Ele complementa:
- Você ama seu namorado, mas tem desejos com seu amigo ali da outra mesa. Ele, por sua vez, ali é o mais alegre, contente por ter uma vida bem-sucedida não é? Não. Todas as noites chora pela morte de sua ex-noiva, fato que ele nunca quis contar para ninguém. Fazem 10 meses que ele não se relaciona com alguém.
- Que horror! E eu nutrindo desejos por ele e...
- É errado nutrir desejo por alguém que está frustrado pela morte da amada, mas é aceitável querer estando você feliz em seu relacionamento? O choque da notícia lhe fez pensar, mas a verdade é que é quase impossível conciliar o seu desejo sexual com as normas de conduta da civilização. É essa moral que a sufoca. Pensa sempre numa forma de botar em ação aquilo que nunca irá botar.
Já era certo que ele realmente era quem dizia ser, afinal, ninguém poderia falar com tanta exatidão e precisão aquilo que estava dentro de seu âmago. Ele continua:
- Você prega bons costumes, defende milhares de pensamentos que, na verdade, não os cumpriria ou não compartilha realmente. É hipócrita. Mas não se preocupe, todos são.
- Como você pode me chamar de hipócrita assim?
- Tenho autoridade para isso, afinal, eu estou dentro de você.
Ela engoliu a seco.
- Olha, estou confusa. Eu poderia ficar horas pensando sobre isso! Não é legal quando jogam na nossa cara assim, de uma vez, a nossa real personalidade.
- Ninguém está preparado para admitir muitas coisas. O certo é certo para você se assim for. Se for errado, será só para você. O dissernimento entre certo e errado deve ser feito apenas por ti, e mais ninguém. Compreende?
- Sim, isso parece óbvio.
- Mas quase ninguém vive dessa forma. É sempre mais importante manter aparências, preceitos...
- Então você quer dizer que sou suja, nojenta?
- Não. Você é humana e racional, e tal qual não consegue expor totalmente tudo que pensa. Isso até certo ponto é bom.
- Então não é bom expor demais o que penso, mas é errado manter todos os meus desejos dentro de mim?
- O errado é o que você enxerga errado.
Ela olha para trás e vê seus amigos novamente.
- Você queria estar ali, não é?
- Sinceramente, sim.
- Está progredindo, já consegue confessar o que quer de fato.
- Eles parecem felizes.
- Posso te dar a certeza que nenhum ali está totalmente satisfeito com a vida.
- Como sabe?
- Olhe o rapaz ao lado de seu amigo desejado. Ele é gay. Mas não pode dizer isso ao mundo pois seus pais o repreenderiam.
- Jorge é gay? Bem que eu reparei...
- Não se pode esconder uma mentira a todo instante. Uma hora nosso corpo diz o que a boca gostaria de dizer.
- Faz sentido.
- Aquela menina ao lado, de corsete preto.
- Nicolle! Ela é bem fofa, nunca entendi como gosta de ficar em ambientes de bebedeira.
- Ela já quis transar com Jorge. E você. Juntos.
(Espanto) - Eu jurava que ela era livre de pensamentos assim!
- Todos tem desejos e até impulsos sexuais, as vezes complexos demais para a sociedade.
- Estranho seria se ela não gostasse de sexo.
- Pois é, a curiosidade sexual é equiparável à sede de conhecimento. Mas continuando, vê o rapaz de óculos fundo?
- Matheus.
- Ele é o mais normal dali. É religioso, frequenta a igreja toda a semana e tem uma namorada simpática. Ele já pensou em matá-la exatamente 392 vezes.
- Não parece tão assustador.
- Claro, você já quis fazer o mesmo com seu namorado.
Parecia cada vez mais fácil lidar com aquilo tudo. Passaram-se 10 minutos apenas, mas o garçon parecia ser um conhecido de anos para ela. Catherine já sorria enquanto ele lhe falava os desejos mais sórdidos de todos naquela lanchonete. O mundo estava ganhando um novo significado, era engraçado perceber os desejos sórdidos de uma geração inteira.
- Seria muito mais fácil se os humanos decidissem viver uma reta contínua. Se voltássem as condições primitivas, seríam mais felizes. Mas teimam em viver numa parábola, e esquecem que ela tem um fim. Realmente, todos são falsos moralistas. Crer mais na moral do que no amor. Ter mais normas e menos piedade. Viver esteriotipado num mar infindo de baboseiras inventadas. Hipocrisia. Mas em certa dosagem, necessária para viverem inertes, sedados em prol de uma harmônica vida.
- É repugnante viver afundado em mentiras.
- Sim, principalmente quando as pessoas a sua volta percebem isso.
- Não estou entendendo.
- Seu namorado, ele te deu um bolo pois queria que pensasse na sua vida. Ele não sabe como te ajudar, mas, não quer desistir de você, então está lhe dando espaço para se ajeitar.
- Como posso culpar ele a todo instante de meus problemas, e ele querer tanto meu bem?
- Ninguém está 100% ciente de tudo o que os outros pensam. Não se culpe.
- Fico um pouco transtornada com isso, sempre quis o bem dele, eu o amo!
- Quando se ama, você se torna forte, principalmente quando para de pensar no quanto você ama, e percebe o quanto é amada. Segurança gera confiança, que gera força, que gera incentivo.
Os olhos dela ficam marejados, mas ela não chora. Parece que ela constatava que a vida tinha mais significados do que parecia.
- Nem toda vontade foi feita para ser suprida. Mas nem todas foram feitas para serem reprimidas. Apenas viva, e não se preocupe com motivos, apenas com escolhas. E faça as que lhe convir, ok?
- Ok.
- Só existem duas maneiras de ser feliz na vida: Ser idiota ou se fazer do mesmo.
- Parece simples.
- É mais difícil do que imagina.
- Será mesmo?
- Você nunca conseguiu nenhum dos dois.
- A mente humana é estranha.
- Repudiar as outras mentes por conflitarem com seus ideais é mais estranho ainda.
- Trágico.
- Talvez vocês melhorem um dia.
- Confia tanto em nós?
- Um dia vocês foram assim.
- Afinal, você é minha consciência mesmo?
- Na verdade sou a consciência coletiva, por isso compreendo todos. E estou aqui desde sempre, por isso falo com tanta precisão as coisas.
Ele se levanta, bate poeira de seu avental surrado. Ela fita-o. O restaurante ecoava sonoras risadas falsas. Catherine parecia identificar agora a verdade por detrás de rostos sorridentes. Ela seria capaz de chorar, ao ver aqueles sorrisos. Ela volta seu olhar a ele.
- Você já vai embora?
- Já. Já cumpri meu papel hoje.
- E qual era?
- De te mostrar que o falso é em grande parte, a verdade de cabeça para baixo.
- E achas que eu vou mudar assim, do nada?
- Não. Tens em mãos a reta e a parábola a seguir. Tenho certeza que irá escolher o melhor método.
Ele sai pelas portas dos fundos. Ela, sai de cabeça erguida pela porta da frente. O mundo recomeçava a partir dali.
23/06/2012
Fuso Horário!
Enquanto ela dorme, eu estou acordado. Quando eu durmo, ela desperta.
Não é que não exista interesse. O amor é o mesmo. Mas não conseguimos manter nossos olhos abertos para trocarmos mais informações cotidianas. O mundo está girando e nós nos cansamos dele.
Mas não de nós.
Mesmo que as vezes por pouco tempo, sempre me sinto satisfeito por falar com ela, e de desejá-la a todo instante no meu dia. Assim como é visível que assim ela se sente nas suas noites infindas.
Isso poderia incomodar a muitos, mas é incrível que a mim não incomoda.
Acho que isso deve ser um exemplo que nos encaixamos bem, feito sol e lua, dia e noite. E antes que eu desperte, sonho com ela acordada, no momento que ela pensa em mim.
Vamos nos manter sóbrios. E que despertemos.
Mas é lindo ver ela dormir. Ah... como é.
Não é que não exista interesse. O amor é o mesmo. Mas não conseguimos manter nossos olhos abertos para trocarmos mais informações cotidianas. O mundo está girando e nós nos cansamos dele.
Mas não de nós.
Mesmo que as vezes por pouco tempo, sempre me sinto satisfeito por falar com ela, e de desejá-la a todo instante no meu dia. Assim como é visível que assim ela se sente nas suas noites infindas.
Isso poderia incomodar a muitos, mas é incrível que a mim não incomoda.
Acho que isso deve ser um exemplo que nos encaixamos bem, feito sol e lua, dia e noite. E antes que eu desperte, sonho com ela acordada, no momento que ela pensa em mim.
Vamos nos manter sóbrios. E que despertemos.
Mas é lindo ver ela dormir. Ah... como é.
17/06/2012
Corpo.
Esse brilho de seus olhos me fascina. Incrível e ao mesmo tempo estranho, já que nunca senti isso. Sinto palpitações enquanto fico sentado, estático em frente a câmera. Seu sorriso me seduz. Me traz sensações boas, das românticas às eróticas. Eu tenho fascínio por você. Seu andar é calmo, e quando vem de encontro a mim, eu sinto como se estivesse prestes a agarrar o mundo com as mãos. Feliz constatar que meus braços são capazes de te abraçar. Loucura é a palavra certa para expressar tudo entre nós. Mas é uma loucura sadia. O desenho de seu rosto em contato com meus dedos, eu te leio sem precisar te ver. Mas o brilho de seus olhos, ah... eles realmente dizem muito sobre nós. É neles que encontro seu eu verdadeiro, aquele escondido até de você. Essa força reluzente, que me deixa sorridente, só eu sei explicar. Aliás, eu só poderia tentar, nunca totalmente. Quando emudece, sinto calafrios, mas assim que fala um oi carinhoso, me sinto aquecido. Sua voz me desperta do gelo, sua respiração me aquece do frio. Suas mãos de encontro ao meu corpo, parece ter a experiência de décadas sobre meu corpo, a teu controle. Seu toque singelo me estremesse. Essa é a sensação de amar e ser amado? Pois se é, eu tenho certeza que esperei o tempo certo para encontrar meu mundo.
16/06/2012
Foda-se o passado. O futuro está em suas mãos.
Esse tic-tac do relógio da parede me enlouquece. Sedento por passar o tempo, ele fica numa interminável lavagem cerebral me fazendo perceber que o tempo está passando. A única coisa atemporal é o próprio tempo, belo como ele só, que dança uma valsa invisível tocada pelos melhores músicos. É belo, suave... delicado. A divisão também é bela. Passado, presente e futuro. O futuro a nossa frente. Impossível dizer o que nos espera. O passado, atrás. Eis o perigo. O tormento de uma vida passada as vezes é deveras pesado para nós lidarmos. Mas temos o presente, que por ironia da palavra, nos é dado. E é nele que devemos nos agarrar. Passado atormenta, mas morre lá, na memória. O presente sim, é dádiva.
Percebo por um instante que esse tic-tac é nosso presente. Nos faz perceber que o tempo passou. A vida seguiu. Encaixe perfeitamente passado/presente/futuro, se souber bem, terás uma vida perfeita. Dos erros do passado, você tira experiência suficiente para moldar o futuro perfeito, com seu presente enviado pelo tempo. Ah tempo, você é muito camarada. Generoso, nos dá a chance de redenção. Nos felicita com a história de nossas vidas. Tranca nossos erros, e libera novas perspectivas de felicidade. Você quer nos ensinar sempre que a vida segue não é? Somos errôneos em não perceber as vezes, mas em um contexto geral, batemos bola pra frente sempre. É natural. Assim caminha a humanidade. Fora as boas lembranças, nosso passado não tem serventia mesmo. Por isso, gritemos em tom uníssono, eu e você, belo senhor tempo: Foda-se o passado, o futuro está em suas mãos.
Percebo por um instante que esse tic-tac é nosso presente. Nos faz perceber que o tempo passou. A vida seguiu. Encaixe perfeitamente passado/presente/futuro, se souber bem, terás uma vida perfeita. Dos erros do passado, você tira experiência suficiente para moldar o futuro perfeito, com seu presente enviado pelo tempo. Ah tempo, você é muito camarada. Generoso, nos dá a chance de redenção. Nos felicita com a história de nossas vidas. Tranca nossos erros, e libera novas perspectivas de felicidade. Você quer nos ensinar sempre que a vida segue não é? Somos errôneos em não perceber as vezes, mas em um contexto geral, batemos bola pra frente sempre. É natural. Assim caminha a humanidade. Fora as boas lembranças, nosso passado não tem serventia mesmo. Por isso, gritemos em tom uníssono, eu e você, belo senhor tempo: Foda-se o passado, o futuro está em suas mãos.
14/06/2012
When You Were Young.
Eu te vi lá, sentada com toda sua angústia. Esperava alguém, pra te salvar de sua história antiga. Não sabia mais se perdoar, e eu quis me aproximar.
Eu não me pareço com Jesus, mas posso ser doce e cavalheiro, da forma como eu acredito que você sempre imaginou quando jovem.
Eu posso te levar aos lugares mais altos, contanto que escalemos devagar. Vamos devagar meu amor, vamos devagar.
Te pegarei pelas mãos, vamos cruzar além do horizonte, do céu, vamos pegar carona no furacão. Somos jovens ainda.
Você pode fechar os olhos e ver aonde estava, mas minha cara, você ainda é jovem.
Dizem que a água do demônio não é tão doce. Não vamos beber dela, apenas molhar os pés, um pouco toda hora.
Eu te vi lá, sentada com toda sua angústia. Esperava alguém, pra te salvar de sua história antiga. Não sabia mais se perdoar, e eu quis me aproximar.
Eu não me pareço com Jesus, mas posso ser doce e cavalheiro, da forma como eu acredito que você sempre imaginou quando jovem.
Não pareço nem um pouco com Jesus, mas você sabe não é?
Eu não me pareço com Jesus, mas posso ser doce e cavalheiro, da forma como eu acredito que você sempre imaginou quando jovem.
Eu posso te levar aos lugares mais altos, contanto que escalemos devagar. Vamos devagar meu amor, vamos devagar.
Te pegarei pelas mãos, vamos cruzar além do horizonte, do céu, vamos pegar carona no furacão. Somos jovens ainda.
Você pode fechar os olhos e ver aonde estava, mas minha cara, você ainda é jovem.
Dizem que a água do demônio não é tão doce. Não vamos beber dela, apenas molhar os pés, um pouco toda hora.
Eu te vi lá, sentada com toda sua angústia. Esperava alguém, pra te salvar de sua história antiga. Não sabia mais se perdoar, e eu quis me aproximar.
Eu não me pareço com Jesus, mas posso ser doce e cavalheiro, da forma como eu acredito que você sempre imaginou quando jovem.
Não pareço nem um pouco com Jesus, mas você sabe não é?
Cinzeiro.
Paro em frente ao meu velho cinzeiro, hoje vazio.
Analiso minuciosamente cada detalhe. Ele é de bronze, com alto relevo e bastante pesado.
Ele deixava meu cigarro com um gosto diferente, melhor.
Ficava levemente úmido, por causa do calor da brasa, e com isso, o próprio cigarro se molhava.
Nada que impedisse um trago perfeito.
Fiquei analisando por alguns minutos, e acabei lembrando de quando fumava.
Eu me sentindo dono do mundo enquanto morria.
Tão doce o momento de fumar. É poético.
A fumaça pesada saindo de seus pulmões para flagelar minha boca.
Um pouco sempre saía pelo nariz. Era uma sensação incrível de poder vazando de mim. Confiança em pequenas doses.
O problema é que o poder entrava e saia. E no final o cigarro sempre vinha a acabar.
O que me sobrava era um estômago dolorido, refluxos infernais, e um cheiro forte de tabaco impregnado em meus dedos que, confesso, eu amo.
Lembro que eu parecia mais sério ao fumar. Parecia mais homem. Parecia mais forte. Mas, só parecia enquanto eu o fazia.
Era tão momentâneo que me cegava. Repugnante.
Eu estava em profundo desgosto.
Quando decidi largar o vício, achei que seria difícil, que eu imploraria por cigarros, quebraria promessas e pior, gastaria o que nem tenho para me sustentar de novo.
Mas é engraçado, nada disso aconteceu.
Eu sinto repulsa do meu eu antigo. Quando me lembro dos momentos em que eu fumava, vejo um grande ator, camuflando as mazelas da vida e envelhecendo rapidamente, enquanto fumava um Lucky Strike e se embebedava sozinho, chorando por amores inexistentes, criados para satisfazer minhas necessidades de me sentir humano.
Quantas queimaduras, algumas ainda visíveis. Quantos problemas de saúde, alguns ainda vigorosos.
E me fode depreciativamente perceber que, de certa forma, ainda sinto vontade disso.
De ser repulsivo? Eu não sei. Na verdade eu não entendo a mente humana.
Faz falta por quê? Eu adoraria saber.
Mas assim eu sigo, com uma sensação única, e que sinceramente, é um dos meus maiores motivacionais para isso: O de me sentir limpo. Não só da fumaça que me deixava fétido, mas de todo o passado que ele representava para mim.
Adeus meu belo cinzeiro, eu não preciso mais de ti.
Analiso minuciosamente cada detalhe. Ele é de bronze, com alto relevo e bastante pesado.
Ele deixava meu cigarro com um gosto diferente, melhor.
Ficava levemente úmido, por causa do calor da brasa, e com isso, o próprio cigarro se molhava.
Nada que impedisse um trago perfeito.
Fiquei analisando por alguns minutos, e acabei lembrando de quando fumava.
Eu me sentindo dono do mundo enquanto morria.
Tão doce o momento de fumar. É poético.
A fumaça pesada saindo de seus pulmões para flagelar minha boca.
Um pouco sempre saía pelo nariz. Era uma sensação incrível de poder vazando de mim. Confiança em pequenas doses.
O problema é que o poder entrava e saia. E no final o cigarro sempre vinha a acabar.
O que me sobrava era um estômago dolorido, refluxos infernais, e um cheiro forte de tabaco impregnado em meus dedos que, confesso, eu amo.
Lembro que eu parecia mais sério ao fumar. Parecia mais homem. Parecia mais forte. Mas, só parecia enquanto eu o fazia.
Era tão momentâneo que me cegava. Repugnante.
Eu estava em profundo desgosto.
Quando decidi largar o vício, achei que seria difícil, que eu imploraria por cigarros, quebraria promessas e pior, gastaria o que nem tenho para me sustentar de novo.
Mas é engraçado, nada disso aconteceu.
Eu sinto repulsa do meu eu antigo. Quando me lembro dos momentos em que eu fumava, vejo um grande ator, camuflando as mazelas da vida e envelhecendo rapidamente, enquanto fumava um Lucky Strike e se embebedava sozinho, chorando por amores inexistentes, criados para satisfazer minhas necessidades de me sentir humano.
Quantas queimaduras, algumas ainda visíveis. Quantos problemas de saúde, alguns ainda vigorosos.
E me fode depreciativamente perceber que, de certa forma, ainda sinto vontade disso.
De ser repulsivo? Eu não sei. Na verdade eu não entendo a mente humana.
Faz falta por quê? Eu adoraria saber.
Mas assim eu sigo, com uma sensação única, e que sinceramente, é um dos meus maiores motivacionais para isso: O de me sentir limpo. Não só da fumaça que me deixava fétido, mas de todo o passado que ele representava para mim.
Adeus meu belo cinzeiro, eu não preciso mais de ti.
13/06/2012
Jovem Demais Para Morrer.
Quando criança, eu costumava ver o mundo com outros olhos.
A visão era simples, mas era complicado para minhas mãozinhas construir as opiniões que eu já tinha.
Tinha meus bonecos que, eu adorava botar para brigarem entre si. No fundo, eles sempre iam para o mesmo balde de brinquedos. Eles eram uma família, e provavelmente tinham muito mais do que eu poderia ter.
Vivia para advogar a favor de meus direitos, mas ninguém queria me ouvir, eu acabava me tornando réu de meu próprio processo, e me mantinha em cárcere mental, querendo ou não, sufocando nas correntes de minha infância inexistente.
Me alimentava de sonhos. Mas comi eles demasiadamente, tanto que mal lembro deles.
Desde cedo aprendi que o papai noel não existia. Nunca ganhei o que quis, e não me tornei mimado por isso, pois era igualmente bom receber meias ou roupas, já que ganhar presentes era algo raro. Pelo menos eu vestia com gosto. Comia com gosto.
Na minha infância eu fui magrinho e gordinho. Dependia da época do ano. Aquela sensação nonsense de fim de ano, e eu nem sabia o que significava nonsense.
Eu era solitário, e como costumavam frisar para mim, eu nunca precisaria de amigos. Eles não servem para nada. Eu aceitava e acatava já que, minhas mãozinhas eram pequenas demais para formar opiniões.
Eu era um em um. Mas nada em poeira. Se soprasse eu sumiria, e nada haveria acontecido ali.
E assim aprendi a ser invisível. Mais que meus pobres bonecos de 1,99.
Num primeiro instante eu adorava minha vida. Eram muitas horas dentro de casa, mas a hora de ir pra escola era divertido, era o único momento em que eu podia ser humilhado fora de casa, era bom, eu me sentia num filme americano sofrendo bullying e isso me tornava importante. Me tornava gente.
Escória, mas alguém.
Eu até queria reagir, mas admito, minhas mãozinhas eram pequenas demais para revidar e impor meus sonhos.
E minha infância se esvaia, sem atenção dos adultos que eu tanto amava, e sem os amigos que eu não tinha. Adorava a pobreza da forma como ela vinha para mim, principalmente por ser tão bem moldada, para que eu me conformasse com ela. Eu perdia bastante tempo ingerindo esse ideal, e por muito tempo foi meu maior banquete inclusive.
Era divertido brincar com bola murcha. Era divertido ter bicicleta e não poder sair com ela.
Era muito bom ver o mundo pela janela.
Com bastante esforço, lembro de algumas traquinagens que fui capaz... Ah, eu nunca fui travesso.
Brincava com meus bonecos e me tornava um boneco.
Desde cedo, fortes vocações geográficas, incessável desejo pela leitura, e medo astronômico de desbravar o mundo.
O mundo começava a partir da porta metálica da minha casinha.
Demorei anos para atravessar ela.
E quando o fiz, constatei: Eu era jovem demais para morrer.
Mas talvez fosse tarde demais pra voltar atrás com minha infância. Afinal, eu acabava de fazer 18 anos.
Minha infância foi levada de mim. Percebi: Eu fingia ser feliz enquanto era estuprado mentalmente pelo conformismo.
Foi divertido enquanto durou. Mas me perdoem adultos que eu tanto amava, pois minhas mãos já são grandes o suficiente para agarrar o mundo.
12/06/2012
On a Valentine's Day...
Eu costumava ser minha própria proteção, mas não mais.
E o tempo passa, e parece não existir tempo.
Soa divertido. Despretensioso.
Entremos num mundo entorpecido, porém saudável.
Amigável a nossos olhos.
Procure meus olhos. Seus olhos.
Essa sensação de caminhar ao encontro de mim mesmo, ao olhar para você e ver meus olhos.
Me ver refletido em sua retina.
E ainda que eu fosse cego eu conseguiria sentir tua beleza.
Magníficos traços doces, rabiscados com algum lápis único, que provavelmente fora destruído após o final da obra de arte.
Mergulho em profundo desconhecido.
Não sei ainda como fiz para chegar aqui.
Não tenho ideia do porquê o céu se mantém azul, mesmo em dias nublados.
E nem porquê mesmo no frio eu sinto calor.
Talvez, porque eu agora tenha seu manto para me cobrir.
Invisível, mas tão cheio de ternura que, chega a ser palpável.
E meu desejo é um só: Devolver todo o amor que você tem por mim. Não dobrado, nem menos. Exatamente igual. Em medidas exatas.
Seu seio, meu melhor travesseiro. Seus braços, minha maior proteção.
O ponto forte, firme, do elo da minha vida.
Aquela em que se pode confiar, o motivo de que eu tenha motivos.
Eu costumava ser minha própria proteção, mas não mais.
E o tempo passa, e parece não existir tempo.
Soa divertido. Despretensioso.
Entremos num mundo entorpecido, porém saudável.
Amigável a nossos olhos.
Procure meus olhos. Seus olhos.
Essa sensação de caminhar ao encontro de mim mesmo, ao olhar para você e ver meus olhos.
Me ver refletido em sua retina.
E ainda que eu fosse cego eu conseguiria sentir tua beleza.
Magníficos traços doces, rabiscados com algum lápis único, que provavelmente fora destruído após o final da obra de arte.
Mergulho em profundo desconhecido.
Não sei ainda como fiz para chegar aqui.
Não tenho ideia do porquê o céu se mantém azul, mesmo em dias nublados.
E nem porquê mesmo no frio eu sinto calor.
Talvez, porque eu agora tenha seu manto para me cobrir.
Invisível, mas tão cheio de ternura que, chega a ser palpável.
E meu desejo é um só: Devolver todo o amor que você tem por mim. Não dobrado, nem menos. Exatamente igual. Em medidas exatas.
Seu seio, meu melhor travesseiro. Seus braços, minha maior proteção.
O ponto forte, firme, do elo da minha vida.
Aquela em que se pode confiar, o motivo de que eu tenha motivos.
Eu costumava ser minha própria proteção, mas não mais.
06/06/2012
Lie.
Mentiras crescem, tomam proporções godzilescas, e dão passos de tartaruga.
Mas chegam aonde tem que chegar.
Por onde passa, deixa seu rastro.
Mentir não te faz uma má pessoa. Te faz uma pessoa desesperada.
Existem momentos, que a mágica do momento te faz mentir.
Mas acreditem, por mais mágico que seja, a verdade é um bom caminho. A mentira, um atalho.
E atalhos tem seus contras.
Você chega rápido, tem menos tempo de pensar, e não se prepara para o resto.
Sim, o resto.
Ou será que entrar de cabeça sem pensar no futuro é uma boa jogada?
Pense 3 passos a frente sempre. Decepciona-se quem quer.
Fode-se quem quer.
Na mentira, as promessas ficam no ar.
Na verdade, ficam no corpo.
Penetram poros, solidificam sentimentos.
Alimentam corações.
O poder de superação está na decepção. Mas não significa que só de decepção vive o homem.
Ele vive de tantas outras mil coisas.
Se não hoje, aguarde, amanhã será.
Se você achou que amou hoje mas foi decepcionado, aguarde, amanhã será.
Mas não se prejudique por quem não está preparado para viver a intensidade da vida.
Ela é muito curta, por isso, curta.
O desfecho ninguém sabe, mas... Você lê um livro por saber o final
Ou por achar promissor o início?
Quem começa pelo final, não pode reclamar de terminar no início.
Sem nada.
Mas chegam aonde tem que chegar.
Por onde passa, deixa seu rastro.
Mentir não te faz uma má pessoa. Te faz uma pessoa desesperada.
Existem momentos, que a mágica do momento te faz mentir.
Mas acreditem, por mais mágico que seja, a verdade é um bom caminho. A mentira, um atalho.
E atalhos tem seus contras.
Você chega rápido, tem menos tempo de pensar, e não se prepara para o resto.
Sim, o resto.
Ou será que entrar de cabeça sem pensar no futuro é uma boa jogada?
Pense 3 passos a frente sempre. Decepciona-se quem quer.
Fode-se quem quer.
Na mentira, as promessas ficam no ar.
Na verdade, ficam no corpo.
Penetram poros, solidificam sentimentos.
Alimentam corações.
O poder de superação está na decepção. Mas não significa que só de decepção vive o homem.
Ele vive de tantas outras mil coisas.
Se não hoje, aguarde, amanhã será.
Se você achou que amou hoje mas foi decepcionado, aguarde, amanhã será.
Mas não se prejudique por quem não está preparado para viver a intensidade da vida.
Ela é muito curta, por isso, curta.
O desfecho ninguém sabe, mas... Você lê um livro por saber o final
Ou por achar promissor o início?
Quem começa pelo final, não pode reclamar de terminar no início.
Sem nada.
04/06/2012
Mesquinho Modo de Ver a Vida.
Hábito meu, acordar e me espreguiçar.
Acordar com um sorriso no rosto por conversas do dia anterior, já é uma bonificação.
O dia sempre fica promissor, quando temos bom humor.
E penso que, a felicidade alheia, deveria comover e contagiar as pessoas, e isso desencadearia uma infinidade de sorrisos alegres e desconcertantes mas... não.
A doentia visão deturpada do ser humano, torna coisas banais em problemas inexistentes.
A busca incessante pela futilidade, o belo se torna mesquinho.
E você ali sentado, sem nada entender, enquanto calça seu all-star.
Procura soluções, mas elas estão agarradas na sua cama, dentro dos sonhos de que você despertou aquela noite.
Por quê? Será que é mais divertido pisar nas pessoas?
A humildade deveria existir pra quem está acima, e abaixo também.
Hoje eu to aqui, hoje mesmo já posso estar por baixo.
A vida dá voltas, e muitos de nós, só reparamos no café que está para acabar.
Despertemos desse ínfimo sono, que só nos consome, nada nos traz e de quebra, nos exaure.
O vil comodismo. Desonrando homens sem coragem para enfrentar a vida.
Acordar com um sorriso no rosto por conversas do dia anterior, já é uma bonificação.
O dia sempre fica promissor, quando temos bom humor.
E penso que, a felicidade alheia, deveria comover e contagiar as pessoas, e isso desencadearia uma infinidade de sorrisos alegres e desconcertantes mas... não.
A doentia visão deturpada do ser humano, torna coisas banais em problemas inexistentes.
A busca incessante pela futilidade, o belo se torna mesquinho.
E você ali sentado, sem nada entender, enquanto calça seu all-star.
Procura soluções, mas elas estão agarradas na sua cama, dentro dos sonhos de que você despertou aquela noite.
Por quê? Será que é mais divertido pisar nas pessoas?
A humildade deveria existir pra quem está acima, e abaixo também.
Hoje eu to aqui, hoje mesmo já posso estar por baixo.
A vida dá voltas, e muitos de nós, só reparamos no café que está para acabar.
Despertemos desse ínfimo sono, que só nos consome, nada nos traz e de quebra, nos exaure.
O vil comodismo. Desonrando homens sem coragem para enfrentar a vida.
03/06/2012
Dança das Sombras.
Vozes ecoam pelos cômodos da casa.
Emanam meu nome...
No corredor eu sinto aquela presença.
Nem água nem fogo irão me pegar.
Traga sua alma, deixe-a sobre a mesa.
O controlador de almas está por ai.
Eu perdi você nessa dança.
Em qualquer lugar, algum lugar.
Eu perdi e nem me lembro.
Sombras que perturbam.
Olho no espelho, vejo você.
Pedir ajuda, nada adiantará.
Te levaram.
E é no inferno que eu terei que ir,
para buscar você.
Eu perdi tudo naquela dança.
Não consegui vencer, e nem lembro.
Emanam meu nome...
No corredor eu sinto aquela presença.
Nem água nem fogo irão me pegar.
Traga sua alma, deixe-a sobre a mesa.
O controlador de almas está por ai.
Eu perdi você nessa dança.
Em qualquer lugar, algum lugar.
Eu perdi e nem me lembro.
Sombras que perturbam.
Olho no espelho, vejo você.
Pedir ajuda, nada adiantará.
Te levaram.
E é no inferno que eu terei que ir,
para buscar você.
Eu perdi tudo naquela dança.
Não consegui vencer, e nem lembro.
Caminhos Opostos.
Todo ser tem a opção de escolher um lado a seguir.
Eu escolhi o errado, já pensando no amanhã.
Já pensando em dias sombrios.
Ninguém vai controlar meu caminho, pois minha alma só morre, quando eu desistir de lutar.
Pare logo, ou será vítima de suas verdades.
Você não sabe? Porque é um tipo estranho.
Tudo isso é feito por suas verdades.
Mentiras, verdades... O que mais tem por trás de suas verdades?
Caminhar no fogo pode ser difícil, mas é melhor do que viver nas ilusões.
Vou me guardar, me manter livre de tanta cobiça.
Nem sei se é o certo, mas isso me mantém em paz.
Será uma armadilha? Quem não tenta não vive.
Eu escolhi o errado, já pensando no amanhã.
Já pensando em dias sombrios.
Ninguém vai controlar meu caminho, pois minha alma só morre, quando eu desistir de lutar.
Pare logo, ou será vítima de suas verdades.
Você não sabe? Porque é um tipo estranho.
Tudo isso é feito por suas verdades.
Mentiras, verdades... O que mais tem por trás de suas verdades?
Caminhar no fogo pode ser difícil, mas é melhor do que viver nas ilusões.
Vou me guardar, me manter livre de tanta cobiça.
Nem sei se é o certo, mas isso me mantém em paz.
Será uma armadilha? Quem não tenta não vive.
Dados.
Arrancaram o chão, e o teto por cima de minha cabeça.
Trocaram a posição das paredes, ficou tudo muito estranho.
Por aqui, tudo acabou, esse jogo não tem graça.
Lobo em pele de cordeiro, esperando para atacar.
Tudo é igual, perca ao lançar os dados.
Todo dia, esses dados irão rolar.
Todo mês, e você sempre irá perder.
Perder tudo pelo que batalhou.
Armadilhas no chão, armadas pelos meus irmãos.
Faces felizes, corretas e de bons samaritanos.
Que pena que nem tudo é o que é.
Lobo em pele de cordeiro, esperando para atacar.
Perca ao lançar os dados.
Trocaram a posição das paredes, ficou tudo muito estranho.
Por aqui, tudo acabou, esse jogo não tem graça.
Lobo em pele de cordeiro, esperando para atacar.
Tudo é igual, perca ao lançar os dados.
Todo dia, esses dados irão rolar.
Todo mês, e você sempre irá perder.
Perder tudo pelo que batalhou.
Armadilhas no chão, armadas pelos meus irmãos.
Faces felizes, corretas e de bons samaritanos.
Que pena que nem tudo é o que é.
Lobo em pele de cordeiro, esperando para atacar.
Perca ao lançar os dados.
Lado Errado.
Estou perdido, perdi você.
Assim eu perco o controle de tudo.
Um novo projeto de que todos irão rir.
Era uma exibição química, mas ninguém quis saber disso.
Nenhum ser putrefato pensou em me deixar feliz.
Só se preocupavam com seus biscoitos.
Foi aí que meu cérebro parou de funcionar.
Meu coração chora, quando você não chora.
Paro a respiração, caio em profunda overdose.
O podre de uma criança, é o retrato de um adulto.
E não existe nada que eu faça, que melhore tudo isso.
Lado errado, isso é o fato.
Agora sim, nada mais é interessante.
Porque só vejo aquela merda, pequena merda.
Existência de um erro vil.
Caixas de remédios pretos errados.
Fique no lugar certo, não vai dar para passar por aqui hoje.
Estou perdido, perdi você.
Isso é penitência sem volta.
É muita loucura, dentro de mim.
Por tempos esperei, pelo lado errado.
Última chance, grite meu nome.
E não me diga o que fazer!
Assim eu perco o controle de tudo.
Um novo projeto de que todos irão rir.
Era uma exibição química, mas ninguém quis saber disso.
Nenhum ser putrefato pensou em me deixar feliz.
Só se preocupavam com seus biscoitos.
Foi aí que meu cérebro parou de funcionar.
Meu coração chora, quando você não chora.
Paro a respiração, caio em profunda overdose.
O podre de uma criança, é o retrato de um adulto.
E não existe nada que eu faça, que melhore tudo isso.
Lado errado, isso é o fato.
Agora sim, nada mais é interessante.
Porque só vejo aquela merda, pequena merda.
Existência de um erro vil.
Caixas de remédios pretos errados.
Fique no lugar certo, não vai dar para passar por aqui hoje.
Estou perdido, perdi você.
Isso é penitência sem volta.
É muita loucura, dentro de mim.
Por tempos esperei, pelo lado errado.
Última chance, grite meu nome.
E não me diga o que fazer!
Boneco de Papel.
Pego um pedaço de papel.
Com um lápis vermelho, desenho algo.
Algo que olha fixamente para mim.
Tentei amassar mas algo dizia não.
Já até parecia algo bonito.
Mas eu me sentia cansado.
Minha alma se aprisionou.
Está quase morrendo.
Não sinto meu corpo.
Boneco de papel.
Este sangue que escorre pelos pequenos olhos.
Vejo em seus olhos um mundo bastante cruel.
Ao chão eu fui, e não consegui mais levantar.
Com um lápis vermelho, desenho algo.
Algo que olha fixamente para mim.
Tentei amassar mas algo dizia não.
Já até parecia algo bonito.
Mas eu me sentia cansado.
Minha alma se aprisionou.
Está quase morrendo.
Não sinto meu corpo.
Boneco de papel.
Este sangue que escorre pelos pequenos olhos.
Vejo em seus olhos um mundo bastante cruel.
Ao chão eu fui, e não consegui mais levantar.
01/06/2012
Grunhidos.
Vamos, traga de novo esse pedaço de coração.
Vamos, complete essa terrivel maldição.
Esse pedaço de carne, silenciosa e esfumaçada.
Partes inteiras de uma vida inacabada.
Limpei as memórias com seu sangue em minhas mãos.
Viajo para a capital, mas é lá que eles estão?
Sinta a vívida derrota.
É, será melhor se foder morto.
Certo.
Pegue pimenta e enfie nos olhos.
Eu não vejo mais nada, é o fim?
Essa é uma boa maneira de ver meu corpo morrer.
Vamos, complete essa terrivel maldição.
Esse pedaço de carne, silenciosa e esfumaçada.
Partes inteiras de uma vida inacabada.
Limpei as memórias com seu sangue em minhas mãos.
Viajo para a capital, mas é lá que eles estão?
Sinta a vívida derrota.
É, será melhor se foder morto.
Certo.
Pegue pimenta e enfie nos olhos.
Eu não vejo mais nada, é o fim?
Essa é uma boa maneira de ver meu corpo morrer.
D.
Ele acorda todos os dias, e todos os dias, tem a sensação que aquela mulher vai mudar.
Mas ele não entende nada, pois desde sempre, espera pela mesma coisa.
Está diante de um fato: Não mudará nada.
Nem se ele partir.
Nestes momentos, percebe que está se tornando mais e mais um objeto, mesmo tão independente.
Puxa pela memória, e não lembra de momentos marcantes. Bons momentos.
Lembra que em sua infância, em nada ela participou.
Lembra que em sua adolescência, ela só o julgou.
Lembra que em sua vida adulta, ela só o obrigou.
Nada sobra, nada resta.
Velhos vícios, velha forma de agir.
Nada muda.
É trágico, fazer de tudo e se tornar nada.
Um sorriso maléfico, uma história de eterno amor.
E todos os dias, ele dorme com uma pergunta que martela sua cabeça.
O que diabos eu faço aqui?
Uma lastimável merda.
Sem crescimento, sem julgamento.
Só arrependimento.
Até pra esse tipo de amor, as coisas tem limites.
E ele já está ultrapassado.
Mas ele não entende nada, pois desde sempre, espera pela mesma coisa.
Está diante de um fato: Não mudará nada.
Nem se ele partir.
Nestes momentos, percebe que está se tornando mais e mais um objeto, mesmo tão independente.
Puxa pela memória, e não lembra de momentos marcantes. Bons momentos.
Lembra que em sua infância, em nada ela participou.
Lembra que em sua adolescência, ela só o julgou.
Lembra que em sua vida adulta, ela só o obrigou.
Nada sobra, nada resta.
Velhos vícios, velha forma de agir.
Nada muda.
É trágico, fazer de tudo e se tornar nada.
Um sorriso maléfico, uma história de eterno amor.
E todos os dias, ele dorme com uma pergunta que martela sua cabeça.
O que diabos eu faço aqui?
Uma lastimável merda.
Sem crescimento, sem julgamento.
Só arrependimento.
Até pra esse tipo de amor, as coisas tem limites.
E ele já está ultrapassado.
31/05/2012
Mundo.
Sou dono do meu mundo, vivo mundo, novo mundo.
Mundo belo, mundo eterno.
Mundo aquele que todos invejam.
Meu mundo, nosso mundo.
Mundo aquele que viveremos felizes.
Nesse mundo, nenhum mundo.
Esses mundos sujos não contaminam meu mundo.
Mundo alegre, mundo feliz.
Sorriam todos para o meu mundo.
Esse mundo, é o meu mundo.
Mundo esse que é meu.
Viva meu mundo, seja meu mundo.
Ame meu mundo, meu mundo é seu.
Mundo musical, mundo animal.
Mundo de desejos, mundo de sonhos.
Mundo perfeito, mundo apaixonante.
Você é o meu mundo.
E meu mundo é muito meu.
Mundo belo, mundo eterno.
Mundo aquele que todos invejam.
Meu mundo, nosso mundo.
Mundo aquele que viveremos felizes.
Nesse mundo, nenhum mundo.
Esses mundos sujos não contaminam meu mundo.
Mundo alegre, mundo feliz.
Sorriam todos para o meu mundo.
Esse mundo, é o meu mundo.
Mundo esse que é meu.
Viva meu mundo, seja meu mundo.
Ame meu mundo, meu mundo é seu.
Mundo musical, mundo animal.
Mundo de desejos, mundo de sonhos.
Mundo perfeito, mundo apaixonante.
Você é o meu mundo.
E meu mundo é muito meu.
29/05/2012
Este Mundo Frio.
No meu passado eu procuro algo bom, bom para me fazer esquecer do passado.
Mas só guardamos lembranças ruins, lembranças tristes, deste mundo frio.
Mentiras que destruíram, verdades que doeram.
Só nos resta caminhar sozinho, sem querer se importar, com este mundo frio.
Todos seguindo este caminho, esperando medos.
Todos fugindo em tom uníssono, deste mundo frio.
Ninguém quer nos salvar, despiram nossa coragem.
Pobres almas que nunca brilham, querem sair deste mundo frio.
As flautas tocaram, sinal que a hora chegou.
O trem irá partir, adeus aos pecadores.
Chorem pelo caminho, todos estão solitários.
Só nos restou a aceitação, por este mundo frio.
Mas só guardamos lembranças ruins, lembranças tristes, deste mundo frio.
Mentiras que destruíram, verdades que doeram.
Só nos resta caminhar sozinho, sem querer se importar, com este mundo frio.
Todos seguindo este caminho, esperando medos.
Todos fugindo em tom uníssono, deste mundo frio.
Ninguém quer nos salvar, despiram nossa coragem.
Pobres almas que nunca brilham, querem sair deste mundo frio.
As flautas tocaram, sinal que a hora chegou.
O trem irá partir, adeus aos pecadores.
Chorem pelo caminho, todos estão solitários.
Só nos restou a aceitação, por este mundo frio.
Última Primeira Noite.
Meu doce sonho, não tenho você aqui comigo.
Minha doce criança, você está tão longe.
Eu não guardo pretensões, mas você sabe, não vivemos sozinhos.
Uma noite, o chevette ligado, quente, a fumaça batia com fervor em nossos rostos.
Lembranças de uma noite perfeita, você e eu.
Essa noite, tudo o que tivemos para viver, não precisamos de mais nada.
Nossos olhares se trocaram, esperando a luz da manhã.
Os sinos dobravam, avisavam, o segundo sol iria vir.
E fazer jus aos poemas dos mortos.
Penso um pouco em nós dois.
Toda uma espera por perfeição.
A promessa de vida eterna.
Sua promessa de vida eterna.
O tempo passou, nunca pegue minha mão.
Não olhe para cá, o que passou não voltará.
Destranque seu coração, fique sem proteção.
Não que eu queira entrar, você nunca deveria esperar.
Minha doce criança, você está tão longe.
Eu não guardo pretensões, mas você sabe, não vivemos sozinhos.
Uma noite, o chevette ligado, quente, a fumaça batia com fervor em nossos rostos.
Lembranças de uma noite perfeita, você e eu.
Essa noite, tudo o que tivemos para viver, não precisamos de mais nada.
Nossos olhares se trocaram, esperando a luz da manhã.
Os sinos dobravam, avisavam, o segundo sol iria vir.
E fazer jus aos poemas dos mortos.
Penso um pouco em nós dois.
Toda uma espera por perfeição.
A promessa de vida eterna.
Sua promessa de vida eterna.
O tempo passou, nunca pegue minha mão.
Não olhe para cá, o que passou não voltará.
Destranque seu coração, fique sem proteção.
Não que eu queira entrar, você nunca deveria esperar.
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