De corpo nu, sentado em frente a sua foto. Choro.
Fumo aquele cigarro que compartilhamos. Penso.
Olho pela cortina, balanço-a. Lembro que a alguns dias atrás você estava aqui comigo.
Sinto um pequeno aperto no peito. Enxugo as lágrimas, guardo-as para momentos mais alegres.
Reflito sobre nossa vida alguns milhares de vezes por dia. E quem disse que a lágrima não voltaria?
Meu coração dispara, meu corpo esquenta.
Suspiro. Lembro que somos feitos um para o outro.
Talvez um corpo só.
Talvez uma vida apenas.
Já consigo me lembrar de momentos que nem existiram ainda.
A lareira, o frio, o faraó.
Como consegue me cativar assim, sempre mais e mais?
Sempre firme, sempre delicada.
Existe em ti uma complexidade enorme, principalmente na sua simplicidade.
Nada faz sentido, mas é tudo gostoso.
Essa saudade, ah, ela me incomoda.
Mas esses beliscões que ela me dá, me lembram somente quão doce é ficar com você.
Sua presença me satisfaz, mais do que imaginas.
As vezes sou delicado, as vezes sou firme. Alguns momentos não sou romântico, outros sou seu gatinho.
Pra mim você é um anjo.
Daqueles que aparecem na terra uma vez por século.
E pra minha sorte, eu te encontrei.
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