29/07/2012

Cantarolando.

É com minha voz grave que desperto. Nada me cala, nada me manda parar. Cantarolando pela casa, divertindo-me no meu aquário. Hoje vejo claramente que tudo voltou ao normal. Sonhos destruídos, deixei tudo para trás. É tão real agora, tudo voltou a ter vida, novas chances para seguir sonhos perdidos. Então caminho aqui, agora, sozinho. Meu quarto, minha casa. Solitária e fria, mas é minha. Mãos atadas? Por favor, nem lembro mais o que é isso. Mente vazia? Pff. Está tudo tão vívido nessa minha cabecinha. Nada pode me parar, nada pode me deter. Eu estava morto antes de deitar no caixão, e você não conseguiria ver o que era certo e errado para mim. Mas o que importa? Tudo passou, tudo mudou. Aqui estou. Sozinho, bem verdade. Mas com um milhão de planos para cantar novamente, com essa minha voz grave, para você.

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