13/11/2012

Os planetas tem mais a ver conosco do que eu supunha.

Quando se é culpado pelo que mais te fere, você entende que é nobre apenas engolir o orgulho. E aprende uma coisa crucial: Nunca desista de seu ideal. Tente, corra, busque conhecimento. Mas nunca, nunca desvie de seu objetivo, pois pode vir outro alguém e tentar roubar ele de você. E mesmo que não consiga, as marcas vão estar lá. Em algum lugar, prontas para te atormentar. Prontas para te dilacerar.

Em um mês muita coisa pode acontecer.
Em um mês, um território pode se proclamar independente. E mesmo em guerra interior, avançar para o progresso.
O mundo nunca vai parar. É ingenuidade achar que ninguém vai se aproveitar de seu mundo.
Que não vai ter algum usurpador que irá tentar. E mesmo que não consiga, as marcas vão estar lá.

É um grande erro um homem são se diagnosticar louco.
O tempo vai passar, ele vai olhar, e o mundo não vai te acompanhar. Pode até prometer girar para ti, ficar ali esperando sua boa vontade. Mas ele vai girar para si próprio também, e é como dito: Se não aprender a engolir seu orgulho, seu ideal vai vazar por entre suas mãos. Vai ficar deturpado. E novamente assimilado, pode ser até cancerígeno, exceto se recuperado a tempo.

As marcas estarão lá. Caindo em sua cabeça, te achatando.
É óbvio também que você aprende a fazer com que a rotação e translação sejam só para ti novamente. Aprende com o inverno, verão, outono e primavera a esperar. E os dias vão passar rápido até que você volte para o eixo. Mas os vários planetas que tomaram momentaneamente seu eixo, ainda vão existir. E tudo por fruto de orgulho populacional.

Um homem pode não sucumbir a um soco, uma doença, ou até a palavras.
Mas acredite, ele pode sucumbir se aprender que o mundo pode girar sem ele. E entrar em completo frenesi  negativo se despertar e perceber que seu único objetivo de vida é destruir esse maldito planeta que merece ser erradicado.

Outubro, por favor, vá embora. Deixe de existir. E leve contigo as dores da incerteza.

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