11/07/2012
Viagem ao Centro do Planeta Chamado Cérebro.
Cavo, sem remorso.
Seguro a pá, empurro o sistema nervoso.
Viajo para dentro dessa mente.
Mas afinal, e essa duvida pertinente?
Vou sem direção. Tiro terra, tiro nervos.
Afundo nos meus sonhos, me afogo em meus desejos.
Cumpro os protocolos, fecho a entrada.
Me vejo no espelho em forma conjurada.
Dentro de mim, resido em forma infante.
Nunca percebi o quanto eu era falante.
Com pensamentos em voz alta,
inconscientemente meu eu se exalta.
Sobe e desce, assim prossigo.
Dentro e fora, entro e insisto.
Não há lógica. Não há motivo.
Só existe, é um método abortivo
Afinal, aonde vim parar?
Não quero mais continuar.
Sangue e água, sem lugar para escoar.
Nem por mim consigo mais me afeiçoar.
Essa fumaça que deixa a vista embaçada.
Mais e mais minha mente fica arruaçada.
Por que entrei, se nada descobri?
Sem motivos aparentes, apenas destruí.
E nessa minha jornada de auto-conhecimento,
Eis que sou humano, e não há nenhum alento.
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