17/07/2012

Cicatrizes.

Você ai, que se preocupa no que é. No que quer ser, no que será.
Se será mau, bom, cruel ou simpático. Pra que? Se no final era certa a incerteza.
Pare de procurar em portifolio explicação pra sua falta de auto-compreensão.
Você é, mas na verdade nada é. Não existe modelo padrão para sua alma nem coração.
Falta intenção na sua forma de ver. Falta foco.
Não importa o que aconteça, você muda. Você decepciona. Você alegra.
Faz feliz e faz triste as pessoas que, ora farão você feliz, ora triste.
A beleza da singularidade é justamente essa: a bipolaridade de nossa conduta com as pessoas.
Ninguém me obrigará a ser simpático quando eu for picado por uma abelha. Mas e se eu num quiser ser simpático apenas por falta de simpatia?
Qual o seu problema, criança? Perdeu a voz? Não deixe o mundo te calar!
Viver é tão simples que com alguns segundos dá pra se dar conta de que não tem nada que possamos fazer a não ser sentir ela se esvair.
Mantenha a dialética na sua vida. Procure sentido para seus motivos, não para suas limitações.
Se não for capaz de se encontrar, ninguém será capaz de te julgar. Mas o caminho é tão fácil que, eu diria que não é necessário nem mapa, tampouco paciência.
Se prenda a sua vida, se prenda à liberdade de escolher a quem se prender, é seu direito e dever como ser humano evoluído que nunca fomos. Sua força nunca esteve em músculos, mas está dentro de seu âmago, e nem é no coração. Não esse de carne, que bombeia seu sangue. Mas metaforicamente, está dentro de você, e a verdade é que é forte o bastante para não precisar provar ser forte a ninguém.
Todos estamos predestinados a carregar cicatrizes, só precisa saber quais quer e quais serão importante carregar.

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