Você ai, que se preocupa no que é. No que quer ser, no que será.
Se será mau, bom, cruel ou simpático. Pra que? Se no final era certa a incerteza.
Pare de procurar em portifolio explicação pra sua falta de auto-compreensão.
Você é, mas na verdade nada é. Não existe modelo padrão para sua alma nem coração.
Falta intenção na sua forma de ver. Falta foco.
Não importa o que aconteça, você muda. Você decepciona. Você alegra.
Faz feliz e faz triste as pessoas que, ora farão você feliz, ora triste.
A beleza da singularidade é justamente essa: a bipolaridade de nossa conduta com as pessoas.
Ninguém me obrigará a ser simpático quando eu for picado por uma abelha. Mas e se eu num quiser ser simpático apenas por falta de simpatia?
Qual o seu problema, criança? Perdeu a voz? Não deixe o mundo te calar!
Viver é tão simples que com alguns segundos dá pra se dar conta de que não tem nada que possamos fazer a não ser sentir ela se esvair.
Mantenha a dialética na sua vida. Procure sentido para seus motivos, não para suas limitações.
Se não for capaz de se encontrar, ninguém será capaz de te julgar. Mas o caminho é tão fácil que, eu diria que não é necessário nem mapa, tampouco paciência.
Se prenda a sua vida, se prenda à liberdade de escolher a quem se prender, é seu direito e dever como ser humano evoluído que nunca fomos. Sua força nunca esteve em músculos, mas está dentro de seu âmago, e nem é no coração. Não esse de carne, que bombeia seu sangue. Mas metaforicamente, está dentro de você, e a verdade é que é forte o bastante para não precisar provar ser forte a ninguém.
Todos estamos predestinados a carregar cicatrizes, só precisa saber quais quer e quais serão importante carregar.
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