30/07/2012

De que adianta?

De que adianta o sol radiante, se logo após vem a nuvem entediante?
De que adianta palavras bonitas, se logo após vem as intrigas?
De que adianta essa pele sedosa, se logo após vem a fumaça formosa?
De que adianta se irritar, se logo após eu irei te amar?

De que adianta? Ora, adianta pois é assim a beleza de errar.
Um mundo que vive em constante equilíbrio, para mim, só pensar.

Estrela num céu iluminado. Brilha brilha sem parar.
De que adianta brilhar, se ela continua a cair sem parar?
Pó de prata que vem no rastro desse cavalgar lunar.
De que adianta guardar se ele vai se perder no ar?

Jovem menina, o que te intrigas?
De que adianta duvidar, basta só imaginar.
Meus braços estão aqui, quentes a te proteger.
De que adianta temer, tudo que importa é você.
Prometemo-nos abrigo, quando a maré aumentar.
De que adianta esse azedume, tudo ainda é o de costume.

E cá entre nós, criar padrão para a beleza do amor não é o certo.
Sem sombra de dúvidas, não existe o errado e o correto.
Quando eu disser vá embora, por favor, fique aqui comigo.
Pois é no terremoto que mais quero seu abrigo.

De que adianta?
Ora, se nada é certo,
então errado é o certo!

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