Doente, definha lentamente. Decadente, sabe que não tem mais volta.
Todos já deram um passo à frente. Ele só cai.
Cai feito pedra, explode no atrito da atmosfera.
Ele não quer ser mais feliz. Em sua cabeça, tudo acabou.
E tende a pegar mais e mais velocidade.
Nada mais importa. Na verdade, nunca nem importou.
Enquanto cai, vem as memórias de Brigitte.
Doce, errada, sincera, convicta. Ela o deixava voar.
E agora tudo que ele vê são sobras das nuvens deixadas para trás.
Ele não significa mais nada na terra. Ele deixou tudo para trás.
No fundo ele sempre esteve errado. Sempre soube errar.
E é nesse seu fim particular que ele encontrou seu primeiro e único acerto: Deixar de existir.
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