Amanhã serão 20 horas. Sei que não sabe de nada. Sei que a água será difícil de beber, e que uma pequena cidade te amedronta mais que a bela selva de pedra que te rodeia. Aqui não se pode viver como um rei, não se existem rainhas.
Temos que olhar para os cantos, lá estão as escadas. Subir, descer, apenas escolhas. Não se lida com o amanhã pulando os degraus. Talvez a experiência de um degrau pulado seja infinitamente mais intenso que o próximo.
Menina, espere até amanhã. Rapaz, espere para aquecer suas mãos amanhã. Rapazes envelhecem, viram homens, e ajudam meninas a entender. Mas ainda há juventude, ainda há o sopro do sorriso, aquele aconchegante da vida corrida.
Pode chamar meu nome lá do fundo do quarto. Monte seus sonhos, reinvente-se. A vontade de descer do mundo para, assim que alguém chamar seu nome.
Largue suas presas, comece novamente com um beijo. Abrace sua causa, durma depois de dar um trago. Se seu estômago doer, um cafuné pode amenizar.
Poderia ser hoje a noite. Balançar seu esqueleto, te dar alguma bebida, sentir o corpo chacoalhar pra baixo da festa particular, debaixo dos edredons. Essa maneira de tremer seu quadril, acredite menina, não vai morrer com o passar do tempo.
Sem doces mentiras, sem sorrisos amargos. Não pare o mundo, não ligue pro insucesso. Desabotoe seu blazer, deixe ser beijada entre seu seio.
O quão longe você iria nessa cidade pequena?
24 horas e é tudo que separa você de um novo capítulo.
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