Você, na calada da noite, caminhando pela luz da lua.
Descalça, bela. Nua de corpo e alma.
E eu sentado, sereno a observar.
Das curvas doces surge uma fênix nervosa.
Imprudente, destruidora e impiedosa.
Varre tudo que vê, não se importa.
Mas eu ainda estou lá a te fitar.
Vira uma sereia, nada virtuosamente no mar brilhante, dança a valsa dos cavalos marinhos.
E eu ali, sempre a te olhar.
É uma mistura de emoções. Um efeito dominó, explosivo e sem forma alguma de manipulação.
Não seria justo sequer tentar mudar o que é belo por natureza.
A confusão, o caos, a beleza e a paixão.
A mistura do universo em um corpo tão delicado.
Em um rosto tão belo, uma boca tão desejável, possuidora de uma candura na fala.
Inevitável e imprevisível.
O que pode te agradar pode te desagradar. Não há proibição.
Mas eu? Eu só olho.
E quando minha supernova explodir, espero que seu brilho seja capaz de me conter.
Pois assim sigo te observando. Te olhando e te amando.
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