17/09/2012

Jardim de Maio.

Espere! Venha cá!
Tenho 10 mangos e algumas migalhas de sabedoria.
Tome, é tudo que tenho. É pouco mas é de coração.
Aceite menina, como forma de minha gratidão.

Espere! Venha cá!
Espere o sol se por, quero rabiscar para você.
Tantos desenhos, tantas linhas estúpidas.
É meu renascimento humanista sem sombra de dúvidas.

Espere! Venha cá!
Que tal leiloar meu coração agora?
Vão sobrar pele e ossos, músculos e algo mais.
Talvez até os olhos mas ah, tanto faz!

Espere! Venha cá!
Pegue, rosas do jardim de maio.
Pétalas vermelhas e espinhos quebrados, quanta imperfeição!
Nada além de sangue falso sem mais a força de combustão.

Espere! Venha cá!
Mesmo que nada mais esteja como quer.
Sobre a sua testa franzida, sua boca irreconhecível e face entediada?
Te respondo: São as palavras do poeta velho que não te servem mais para nada.

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