28/09/2012
Até Mais. Ou Menos, Tanto Faz.
Acorda, abre os olhos, caminha em direção ao espelho. Escova os dentes, troca de roupa, toma café. Monta na bicicleta, é quase atropelado todo dia, o fone gruda na roda. Chega molhado, a chuva te pegou. Stress, nervosismo. Sem criatividade, bate cabeça e abre a testa. Escorre idéias, escorre ideais. Esfrega os olhos, tira os óculos, mira no monitor. Raio bate no chão, chão treme, vento uiva. Folhas voam, batem no rosto. Chora o céu, chora o coração. Montante de papéis, dissonante sonho em vão. Toma outro café, almoça, fuma um cigarro. Fumaça voa para o céu, coração que não voa mais. Faz meia hora, meaculpa, meios de comunicar sem a voz que não sai. Olha a macieira, cai a maçã, apodrece antes de bater no chão. A aranha come a mosca, a mosca voa para o açúcar, ingere junto de outro café. Xinga, briga, sorri. Mente. A tarde vem, belo pôr-do-sol. Não viram juntos. Atende o celular, lê as mensagens. Procura por um onze nos números. Vê as crianças brincando, se tranca no banheiro. Não produz, não satisfaz. Bate a cabeça, abre de novo. Saem dúvidas, saem questionamentos. Corre para a bicicleta, pedala, já é noite. Vento frio, casaco verde. Uma cerveja, duas cervejas, mil cervejas. Mente confusa, dúvida pertinente. Espera o sono, não dorme. Espera o sonho, ele se foi. Faíscas e arame. Procura os aprendizados, não aprendeu nada. Não tinha nada mais a aprender. Abre a porta, lava o rosto, come algo. Não alimenta seu coração. Chora por dentro, sorri por fora. Chora por fora, morre por dentro. Agonia profunda na água que escorre quente. Cria seu próprio som. Mudo. Assopra sua comida quente, mastiga, ingere o suco gelado. Desperta, não dorme. Se dorme, acorda. A fumaça deixa tudo simples. Bate a cabeça novamente, não sai mais nada. Vazio e oco, a pequena ave sai de dentro de sua cabeça. Não aprendeu nada, não discutiu sobre. Aceitou o destino, aceitou a vida. Apunhalou o coração, que linda diversão. Escorre amor, entende porquê diabos nada aprendestes. Não tinha mais a aprender, só a doar. Mas não se doou, e por isso a coruja voou. Felicidade eterna, mais uma vez bateu asas e com suas garras rasgou sua jugular. É hora de dormir, fecha os olhos e não sonha. O universo parou. Até mais e obrigado pelos peixes.
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Porra!
ResponderExcluirE ainda terminou como mochileiro! HUAHAUAHUAH
dei mil likes, tio!
adedê ai.
AUIHIUSHIUSAHISUAHSA tá adedada senhora Suzs
ExcluirEngraçado que essa frase do mochileiro tava na minha cabeça a semana toda!
ResponderExcluirAgora ela num sai mais da minha cabeça. AUHUAHUAHUHA
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