Num toco de madeira, na esquina do bar.
Sentado com seu jornal aberto e histórias para contar.
Um jovem franzino, fraco e perdido.
Chora sem parar, confuso e iludido.
No volume máximo, sua música toca no celular.
Demorou dias para apostar sem acreditar.
Pensou primeiro, sentiu depois. Julgou primeiro, perdoou depois.
Mario Quintana que o perdoe, ele mal sabe contar os bois.
Queima o jornal suavemente com seu isqueiro.
Nada está correto, nada está inteiro.
Estoura os tímpanos, se queima por completo.
Nem mais fala, ninguém entende esse dialeto.
E o vento que carregou sua dignidade sopra cacos de vidro.
Materializa em sua cara, penetra profundamente feito um cilindro.
Pisca, desperta de seu pesadelo juvenil.
Velho demais, caiu em sono hostil.
Os anos passaram, o mesmo jornal, o mesmo bar.
Só trouxe uma mania nova, o de cachimbar.
Mas aquelas lágrimas, agora são lágrimas de marte.
Virou cinzas e parou no mar. Mar que agora faz parte.
Nenhum comentário:
Postar um comentário