18/07/2012
Politicagem.
De manhãzinha, eu aqui sempre entediado com minha rotina diária de trabalho exaustivo, trabalho que eu não consigo mais me reinventar, não consigo mais reaprender. Tudo aqui é um saco e o ar fede a tinner e benzina, o que não é nada agradável e não me traz boas recordações. Sentadinho na minha cadeira que nada tem de confortável, avisto pela porta de vidro aquele senhor, ou melhor, aquele homem de meia idade, com rosto familiar e vestes elegantes. Político de mão cheia, tem voz firme e brada palavras fortes para convencer e se justificar das coisas. Bastou olhar por alguns minutos e eu reparei que se tratava realmente de uma pessoa conhecida. Aquele homem me odiou sem nunca sequer ter me conhecido. Sem nunca sequer ter me dado uma chance para isso. Ironicamente, trocamos algumas palavras e, percebi que realmente fui insignificante para ele, já que sequer me reconheceria, o que tornou interessante até certo ponto as coisas. Será que eu realmente era aquele monstro destruidor de moral? Será que eu realmente era aquele cara errado, cheio de ideologias bob marleyanas? Ele me pareceu simpático e boa praça. Acho que se tivesse me dado uma chance de ser eu mesmo, poderíamos ter tido ao menos uma convivência aprazível. O passado não mais importa, mas é engraçado perceber realmente que as pessoas julgam livros pela capa, quando o motivo é diferenciado.
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