15/10/2012

Apenas Observo.

Como foi fácil chegar até aqui.
Mesmo com um caminho árduo, cheguei fácil aonde eu queria.
Diante de um problema absurdamente grande, eu simplifiquei de forma dolorosa, mas como deveria.
Não estou sendo honesto comigo mesmo, mas diante de um motivo maior, eu apenas sacrifiquei meu coração e dei lugar a minha perversa mente.
Planos minuciosamente tramados a meses, engavetados, voltam à mesa de desenho.
Aquela nota de 20 reais vai ser usada cedo ou tarde, podem guardar.
Um homem nunca esquece de uma piranha que rasga sua carne.
Enquanto isso, do outro lado da nefasta mente, vejo outros planos darem certo.
Odiar quem já amou é uma horrível libertação para as malditas barras que te prendem.
Melhor assim, de longe você parece mais humana, mais sensata, mais brilhante.
Cria feridas, mas pra minha felicidade, ninguém é inesquecível.
Menina, me ensinastes que com certas coisas não se deve brincar. Infelizmente tive que brincar com tudo isso pra saber que vai sorrir de novo.
A algum tempo atrás, uma pessoa me ensinou que grandes amores nascem para ficarem tempo suficientes para serem inesquecíveis, mas que isso é um grande problema quando existe algo que os impeça de ficarem juntos.
Essa mesma pessoa me ensinou a moldar o ódio.
Sofri calado e despertei. Tarde, mas despertei.
E depois disso tudo, como eu fiquei?
Eu? Haha, eu apenas observei.
E ainda estou a observar.
A única coisa certa nisso tudo é: Só eu sai perdendo.

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