16/06/2012

Foda-se o passado. O futuro está em suas mãos.

Esse tic-tac do relógio da parede me enlouquece. Sedento por passar o tempo, ele fica numa interminável lavagem cerebral me fazendo perceber que o tempo está passando. A única coisa atemporal é o próprio tempo, belo como ele só, que dança uma valsa invisível tocada pelos melhores músicos. É belo, suave... delicado. A divisão também é bela. Passado, presente e futuro. O futuro a nossa frente. Impossível dizer o que nos espera. O passado, atrás. Eis o perigo. O tormento de uma vida passada as vezes é deveras pesado para nós lidarmos. Mas temos o presente, que por ironia da palavra, nos é dado. E é nele que devemos nos agarrar. Passado atormenta, mas morre lá, na memória. O presente sim, é dádiva.
Percebo por um instante que esse tic-tac é nosso presente. Nos faz perceber que o tempo passou. A vida seguiu. Encaixe perfeitamente passado/presente/futuro, se souber bem, terás uma vida perfeita. Dos erros do passado, você tira experiência suficiente para moldar o futuro perfeito, com seu presente enviado pelo tempo. Ah tempo, você é muito camarada. Generoso, nos dá a chance de redenção. Nos felicita com a história de nossas vidas. Tranca nossos erros, e libera novas perspectivas de felicidade. Você quer nos ensinar sempre que a vida segue não é? Somos errôneos em não perceber as vezes, mas em um contexto geral, batemos bola pra frente sempre. É natural. Assim caminha a humanidade. Fora as boas lembranças, nosso passado não tem serventia mesmo. Por isso, gritemos em tom uníssono, eu e você, belo senhor tempo: Foda-se o passado, o futuro está em suas mãos.

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