Eu costumava ser minha própria proteção, mas não mais.
E o tempo passa, e parece não existir tempo.
Soa divertido. Despretensioso.
Entremos num mundo entorpecido, porém saudável.
Amigável a nossos olhos.
Procure meus olhos. Seus olhos.
Essa sensação de caminhar ao encontro de mim mesmo, ao olhar para você e ver meus olhos.
Me ver refletido em sua retina.
E ainda que eu fosse cego eu conseguiria sentir tua beleza.
Magníficos traços doces, rabiscados com algum lápis único, que provavelmente fora destruído após o final da obra de arte.
Mergulho em profundo desconhecido.
Não sei ainda como fiz para chegar aqui.
Não tenho ideia do porquê o céu se mantém azul, mesmo em dias nublados.
E nem porquê mesmo no frio eu sinto calor.
Talvez, porque eu agora tenha seu manto para me cobrir.
Invisível, mas tão cheio de ternura que, chega a ser palpável.
E meu desejo é um só: Devolver todo o amor que você tem por mim. Não dobrado, nem menos. Exatamente igual. Em medidas exatas.
Seu seio, meu melhor travesseiro. Seus braços, minha maior proteção.
O ponto forte, firme, do elo da minha vida.
Aquela em que se pode confiar, o motivo de que eu tenha motivos.
Eu costumava ser minha própria proteção, mas não mais.
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