Ele acorda todos os dias, e todos os dias, tem a sensação que aquela mulher vai mudar.
Mas ele não entende nada, pois desde sempre, espera pela mesma coisa.
Está diante de um fato: Não mudará nada.
Nem se ele partir.
Nestes momentos, percebe que está se tornando mais e mais um objeto, mesmo tão independente.
Puxa pela memória, e não lembra de momentos marcantes. Bons momentos.
Lembra que em sua infância, em nada ela participou.
Lembra que em sua adolescência, ela só o julgou.
Lembra que em sua vida adulta, ela só o obrigou.
Nada sobra, nada resta.
Velhos vícios, velha forma de agir.
Nada muda.
É trágico, fazer de tudo e se tornar nada.
Um sorriso maléfico, uma história de eterno amor.
E todos os dias, ele dorme com uma pergunta que martela sua cabeça.
O que diabos eu faço aqui?
Uma lastimável merda.
Sem crescimento, sem julgamento.
Só arrependimento.
Até pra esse tipo de amor, as coisas tem limites.
E ele já está ultrapassado.
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