Tinha gosto de quero-mais, aquela despedida forçada. Num instante já parecia uma história de filme, daquelas que a gente persiste, persiste mas não entende o final. E tudo o que se via eram dois jovens sorridentes, embriagados por tudo que estava acontecendo, desde uma confissão inocente até um beijo ardente, daqueles que quando abrimos os olhos, chegamos a nos enxergar nos olhos da pessoa, tamanho é a quantidade de brilho que eles emitem.
Naquele dia percebi que o que parecia mentira havia se tornado uma história real. Naquele instante, naquele exato momento toda a indignação, o orgulho e a revolta se dissiparam, e tudo o que restou foram um punhado de sentimentos aleatórios, que faziam as bochechas dele ficarem rosadas, e as dela ficarem coradas.
O incrível havia se tornado verdade: O respeito dela, a aceitação dele, os motivos relevantes e o carinho que não acabaria apenas pela falta do tão sonhado título que o cavaleiro buscava, já que ele sequer se arrepende de ter tentado.
A verdade é que a história não muda. O que está escrito na pele jamais se apaga, e não importa o que aconteça, nada mudará que durante um breve instante eles tiveram a felicidade descompromissada, que agora é apenas felicidade no sentido amplo e pleno, pois apenas a existência do outro já parece ser o suficiente para manter todo um corpo aquecido.
Num dia considerado o dia do trabalho, o tal jovem não poderia esperar que fosse tão fácil conseguir chegar aonde quer, mas uma certeza lhe restou: Se ele conseguir o espaço que tanto almeja, então saberá que realmente merece essa história. Até lá, ele faz o que melhor sabe fazer: Observar.
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