09/05/2013

Eu sei.

Sei que quase perece de vontade de gritar inúmeras coisas para mim. Sinto de ti aquela vontade de me chamar para qualquer coisa sem nexo, pelo puro prazer de ter minha companhia. Ou talvez para caminhar, andar, correr e parar. Tudo isso junto ou misturado, talvez nenhum ou talvez apenas. E aquelas cabeças que vão e voltam, entorpecidas pelo barulho sedutor do vento e que volta e meia teimam em querer se encontrar? Só não vale culpar o vento, por mais que vente muito por aqui.

Sei também que morre de vontade de me contar 1001 histórias malucas sobre batons, baratas, batatas e balas. E inclusive bataralatas, por mais que isso nem exista. E se você fechar meus olhos de propósito, eu nunca saberei se é para roubar ou se é para conquistar. Não que eu vá fugir.

No seu peito, eu sei que reside toda uma vontade interminável de que tudo isso passe, e é 100% certo que irei ver você pular pelas ruas esburacadas só para chegar mais rápido. Isso não faz sentido para ninguém, mas ainda sim, vai ser mais rápido, pode apostar.

Sei que vive olhando para a lua, quase que de forma vegetativa, apenas por fazer. Talvez por isso seja tão iluminada, vive roubando a luz dela. Como pode roubar tanto? Aliás, eu não tenho certeza, isso é apenas uma suposição.

Ah! Sei também que vive com vontade de me pedir para dar uma volta, só que você pode talvez se esquecer que quem dá voltas, encontra o mesmo ponto, cedo ou tarde. E falando de tarde, que nunca me deu o prazer remoto de te ter nos braços até que o sol fosse embora, me lembrei dos três amiguinhos: Passado, presente e futuro, mas... não é como se eu confiasse no futuro. Não, não. O futuro tá lá, longe, mesmo que seja o futuro minuto. Apenas acredito em mim mesmo. De mais, apenas competência e coragem.

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