24/04/2013

Sobre Estrelas e Multidões.

Os detalhes hoje em dia parecem se apagar no meio da multidão, multidão devassa que corre sem parar todos os dias, perseguindo ideais que eu particularmente não persigo muito menos entendo. Não que signifique que eu não precise dessas coisas, mas de verdade, é que eu as vezes me sinto como o único a enxergar o romantismo que uma curva esburacada na estrada pode proporcionar, ou a tranquilidade que olhar para o mar pode me trazer.
Queria eu que as pessoas percebessem mais e mais que os problemas do dia-a-dia poderiam ser muito mais atenuados se apenas contássemos estrelas, não no intuito de descobrir quantas possam existir, e sim de descobrir quantas almas nos habitam. Essas pessoas que se preocupam demais com concreto, com papel, com o sólido, mas quase nunca param para constatar que o inanimado dentro de nós precisa ser alimentado com algo muito mais forte do que fumaça ou glicose.
É raro ver no meio dessa multidão algo que seja mais reluzente que ouro ou diamante, algo que brilhe mais do que uma estrela. É, aquelas estrelas que eu acho que deveríamos contar.
Talvez eu seja um caso raro de romântico mal compreendido, ou apenas um imbecil perdido no meio da multidão. Sabe, aqueles imbecis que sonham alto com amores inexistentes, com amigos que dão a mão sem se importar com a pressão dos ombros, com pessoas que se importam com sonhos feito esses. Talvez um imbecil que sonha com o impossível, mas que ainda sim sonha.
Não importa, quero contar as estrelas desse céu infinito o tanto quanto eu puder, enquanto vejo vocês se limitando à desistência, apenas por não conseguirem ver por trás das nuvens.

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