Aquela velha mania de viver épocas que sequer vivi, de chorar dores que nunca senti.
Uma coisa louca, sonhar o que nunca sonhei e sorrir por motivos inexistentes.
Saber dosar a loucura diária que é apenas viver minhas ilusões ilusórias.
Não acreditar em nada real só porque assim é justo, é coeso.
E quando plano nas nuvens sem sequer tirar os pés do chão?
Vivo uma busca árida por luz e escuridão, mesmo que em nem precise disso.
É curioso e até um pouco agradável, essa mania doida de ser quem eu nunca pude ser.
De respirar uma era que eu não pude respirar.
Essa coisa gostosa, de ouvir músicas que não falam nada sobre mim... mas que eu insisto em me encaixar nelas.
De se apegar a objetos que nunca me pertenceram, de dizer frases que nunca me foram ditas.
Incrível, mas todos os dias tenho uma sensação louca de ter nascido na década certa, mas no ano errado.
Queria ter aproveitado mais as cores, o neon, a moda tosca e os games 8 bits.
Ou ter usado aqueles casaquinhos toscos que a vovó fazia, e que só fez para meus primos.
A única coisa que me sobra de alento é que tenho apenas 23 anos, quando já poderia ter 33...
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