21/04/2013

Titereiro.

O reforço necessário, a verdade nua e crua. O mal temerário de uma mente conflitante.
Rio de desespero, de aflição e medo. Melancólica despedida para fins abstratos e inconstantes.
Se de todo o mal fosse apenas uma sombra inóspita no meio da multidão, eu sequer observaria e ponderaria condecorações. Mas um braço direito levantado sob meus próprios ombros a afundar-me em areia movediça, é pedir demais para não reparar.
Um único método apurativo para olhar-te na penumbra e confundir-te com o véu amado de minha eterna gratidão.
Salpico-lhe o mais doce ódio que sequer existe em veias de ferro.
Está encerrado a construção nefasta de seus eternos rasgos em minha pele morna. Finalmente levou tudo que poderia levar de costas e trouxas largas. O instante se foi, o inverno partiu. Quantas horas mais desejaria comer este podre e desavisado combate? Ora pois, apenas de forma covarde necessitastes de minha singela introspecção. Titereiro de almas vazias, enganado por uma melodia falsa. Liberdade. Enfim.

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