Porra, li isso hoje numa embalagem pra viagem do McDonalds e fiquei intrigado.
Primeiro que nem tem McDonalds aqui em Araruama, e isso me deixa muito, muito triste. E feliz também, já que se tivesse, provavelmente eu seria hoje um homem endividado e gordo... E isso fomenta minha indagação: A escolha é minha?
Mas é claro que é! E eu escolheria ser um gordo com artérias entupidas e cheio de papa embaixo do queixo fino que eu possuo. Claro, essa não é a escolha que eu propriamente escolhi, pois eu apenas escolheria ser feliz comendo 2 hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles num pão com gergelim mas... Tudo tem seu preço, não é?
Mas será que esse preço está sempre assim, tão claro? Pois é óbvio que quem come muito esse lixo sólido dos fast-foods da vida está assumindo o risco de morrer de parada cardíaca em cima de uma maca velha e suja que tem cheiro de hospital público.
Sei lá.
Sério, sei lá.
Se paro para pensar, chego a conclusão que toda atitude que tomei tinha como contrapartida riscos que eu correria.
Por exemplo: Ontem cortei o cabelo pois não aguentava mais ficar com o cabelo bagunçado feito um retardado. E mesmo sabendo que estaria reduzindo pela metade a eficiência de eventuais cafunés, eu fui lá e cortei.
Conclusão: Agora eu me olho no espelho e me pareço com um dedão, de tão horrível que ficou.
Bom, a escolha foi minha, não é? Foi, claro que foi.
Não adianta ler isso ai, do outro lado, e franzir a testa dizendo: Mimimi, mas existem coisas que acontecem sem que a gente saiba que vai acontecer.
Claro! Até porque imprevisibilidade também é um risco que a gente corre.
Então por que diabos a gente reclama tanto? Tudo é uma escolha, e tudo é um risco.
Deveríamos parar de condenar as escolhas e chorar pelas consequências.
Até porquê, de tanto que se erra uma hora o presente se acerta. e o imprevisível se torna uma grata surpresa.
E parabéns ao Mc Donalds, por me deixar com tanta vontade de ser feliz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário