De que adianta o sol radiante, se logo após vem a nuvem entediante?
De que adianta palavras bonitas, se logo após vem as intrigas?
De que adianta essa pele sedosa, se logo após vem a fumaça formosa?
De que adianta se irritar, se logo após eu irei te amar?
De que adianta? Ora, adianta pois é assim a beleza de errar.
Um mundo que vive em constante equilíbrio, para mim, só pensar.
Estrela num céu iluminado. Brilha brilha sem parar.
De que adianta brilhar, se ela continua a cair sem parar?
Pó de prata que vem no rastro desse cavalgar lunar.
De que adianta guardar se ele vai se perder no ar?
Jovem menina, o que te intrigas?
De que adianta duvidar, basta só imaginar.
Meus braços estão aqui, quentes a te proteger.
De que adianta temer, tudo que importa é você.
Prometemo-nos abrigo, quando a maré aumentar.
De que adianta esse azedume, tudo ainda é o de costume.
E cá entre nós, criar padrão para a beleza do amor não é o certo.
Sem sombra de dúvidas, não existe o errado e o correto.
Quando eu disser vá embora, por favor, fique aqui comigo.
Pois é no terremoto que mais quero seu abrigo.
De que adianta?
Ora, se nada é certo,
então errado é o certo!
30/07/2012
Inspirativo Cognitivo.
No interior de mim, rotina ensandecida.
No clamor por uma emoção, uma utopia desejável.
Sentar na cadeira, balançar olhando para o amanhã.
Fumar um cigarro, soprar as cinzas, vê-la voar pelo céu.
Olhar o céu, noturno ou diurno.
Quero simplicidade, quero alegria, quero viver.
Procuro notar a vida passar.
Não dessa forma como vivemos.
Carros, ternos, computadores, cafés.
Quero sentir da forma mais sublime a vida ser levada de mim.
Ver as coisas inúteis como são.
Ver a beleza do sorriso sem motivo.
Descobrir o amanhã apenas como amanhã.
Porquês sem motivos.
Motivos sem respostas.
Respostas sem perguntas.
Perguntas sem porquês.
Transformar em música, a vida sofrida dessa gente querida.
Sim, simpatizo com o ser humano. Afinal, sou um.
Querer embelezar a feiura dos dias de quem nada pode fazer.
Afinal, eu sofro desse mal. Mal do Século XXI.
Defronte a alegria das pessoas, quero ser alegre.
Defronte ao inconsciente das pessoas, quero ser despreocupado.
Defronte ao marco zero dessa vida, quero apenas ter existido.
Existir, sem nada pedir.
Mas peço muito, e logo percebo que peço pois sou humano.
E se peco, peco por me robotizar.
Quero vida, quero sopro de elegância, no andar de minhas pernas.
Saber morrer quando a hora chegar.
Saber viver quando as muitas outras horas existirem.
No fundo, sei que sou poeta das letras tortas.
Nunca li as obras de outrora.
Nunca parei para chorar lendo sobre mim mesmo em versos melancólicos.
Me sinto despreparado para viver, para morrer, para renascer.
Mas como li uma vez: "Escrever é uma das experiencias mais lindas que já tive."
Se for para ter inspiração, que seja sincera!
E não existe inspiração maior do que viver.
Não deixar morrer na boca o que nasce no cérebro.
Usar as mãos como ferramenta para expressar o mais doce ou o mais amargo de meu ser.
E não acredito em mim como uma pessoa com o dom de mudar o mundo.
Mas acredito que possa mudar meu próprio mundo!
Sinto que posso mudar o de mais meia dúzia de pessoas também.
Mas essas pessoas tem mais ainda o dom de se mudarem.
Complementar então? Talvez.
Enquanto escrevo aqui, chutava pedras em meus pensamentos.
Minha amargura não pode me dominar.
Minha rotina diária não pode esfacelar meus sonhos.
E meus sonhos são muito meus.
É nesses dias que percebo...
O quanto quero ser alguém.
O quanto quero ser ninguém.
O quanto quero ser de alguém.
É levar da vida o que deve se levar da vida.
É amar a vida pelo que ela é.
Gritar mais alto quando o amor pede ajuda.
E deitar no colo de Morfeu quando tudo estiver em paz novamente.
Assim foi enquanto a cinza voava pelo céu.
Toda uma história em um sopro do momento.
Um instante. Um motivo.
Um sonho doce, no cair de uma lágrima.
No clamor por uma emoção, uma utopia desejável.
Sentar na cadeira, balançar olhando para o amanhã.
Fumar um cigarro, soprar as cinzas, vê-la voar pelo céu.
Olhar o céu, noturno ou diurno.
Quero simplicidade, quero alegria, quero viver.
Procuro notar a vida passar.
Não dessa forma como vivemos.
Carros, ternos, computadores, cafés.
Quero sentir da forma mais sublime a vida ser levada de mim.
Ver as coisas inúteis como são.
Ver a beleza do sorriso sem motivo.
Descobrir o amanhã apenas como amanhã.
Porquês sem motivos.
Motivos sem respostas.
Respostas sem perguntas.
Perguntas sem porquês.
Transformar em música, a vida sofrida dessa gente querida.
Sim, simpatizo com o ser humano. Afinal, sou um.
Querer embelezar a feiura dos dias de quem nada pode fazer.
Afinal, eu sofro desse mal. Mal do Século XXI.
Defronte a alegria das pessoas, quero ser alegre.
Defronte ao inconsciente das pessoas, quero ser despreocupado.
Defronte ao marco zero dessa vida, quero apenas ter existido.
Existir, sem nada pedir.
Mas peço muito, e logo percebo que peço pois sou humano.
E se peco, peco por me robotizar.
Quero vida, quero sopro de elegância, no andar de minhas pernas.
Saber morrer quando a hora chegar.
Saber viver quando as muitas outras horas existirem.
No fundo, sei que sou poeta das letras tortas.
Nunca li as obras de outrora.
Nunca parei para chorar lendo sobre mim mesmo em versos melancólicos.
Me sinto despreparado para viver, para morrer, para renascer.
Mas como li uma vez: "Escrever é uma das experiencias mais lindas que já tive."
Se for para ter inspiração, que seja sincera!
E não existe inspiração maior do que viver.
Não deixar morrer na boca o que nasce no cérebro.
Usar as mãos como ferramenta para expressar o mais doce ou o mais amargo de meu ser.
E não acredito em mim como uma pessoa com o dom de mudar o mundo.
Mas acredito que possa mudar meu próprio mundo!
Sinto que posso mudar o de mais meia dúzia de pessoas também.
Mas essas pessoas tem mais ainda o dom de se mudarem.
Complementar então? Talvez.
Enquanto escrevo aqui, chutava pedras em meus pensamentos.
Minha amargura não pode me dominar.
Minha rotina diária não pode esfacelar meus sonhos.
E meus sonhos são muito meus.
É nesses dias que percebo...
O quanto quero ser alguém.
O quanto quero ser ninguém.
O quanto quero ser de alguém.
É levar da vida o que deve se levar da vida.
É amar a vida pelo que ela é.
Gritar mais alto quando o amor pede ajuda.
E deitar no colo de Morfeu quando tudo estiver em paz novamente.
Assim foi enquanto a cinza voava pelo céu.
Toda uma história em um sopro do momento.
Um instante. Um motivo.
Um sonho doce, no cair de uma lágrima.
29/07/2012
Cantarolando.
É com minha voz grave que desperto. Nada me cala, nada me manda parar. Cantarolando pela casa, divertindo-me no meu aquário. Hoje vejo claramente que tudo voltou ao normal. Sonhos destruídos, deixei tudo para trás. É tão real agora, tudo voltou a ter vida, novas chances para seguir sonhos perdidos. Então caminho aqui, agora, sozinho. Meu quarto, minha casa. Solitária e fria, mas é minha. Mãos atadas? Por favor, nem lembro mais o que é isso. Mente vazia? Pff. Está tudo tão vívido nessa minha cabecinha. Nada pode me parar, nada pode me deter. Eu estava morto antes de deitar no caixão, e você não conseguiria ver o que era certo e errado para mim. Mas o que importa? Tudo passou, tudo mudou. Aqui estou. Sozinho, bem verdade. Mas com um milhão de planos para cantar novamente, com essa minha voz grave, para você.
25/07/2012
Aos poucos vou me despedindo dessa velha vida.
As luzes da pequena cidade não ofuscam mais meus olhos. Diante de mim, pedaços desmembrados de lembranças semi-esquecidas. Por um instante fico sóbrio. Sinto o cheiro da forte chuva batendo na terra, uma mescla perfeita junto ao som oco das gotas batendo no solo sofrido. Enrolado no cobertor, tremendo pelo frio, levanto e parto para mais um dia insano de trabalho, nessa política intensa que se chama vida. Da minha bicicleta, acompanho o trânsito. Vejam só, minha audácia em falar trânsito, num local onde nem com acidentes as vias ficam engarrafadas. Rostos conhecidos, falsidade escancarada. Cabelos vermelhos, roxos, azuis. Pretos também. Lugar bonito, cheio de gente podre. Sempre o mesmo bom dia, sempre o mesmo café, sempre as mesmas problemáticas sem solucionáticas. De noite, uns goles, uns tragos, uns abraços e a mesma coisa que se repete incessantemente, sem medo de cansar seus usuários da vida. Cada parte desse lugar em mim, vai se esfacelando, perdendo o brilho que a muito, já é quase opaco. Pelo anseio de uma nova vida, conheci o caminho certo para o lado certo. E por acaso. Sem atalho, sem manobras evasivas. Apenas um caminho. Reto e árduo. Complexo porém recompensador. Nunca achei aqui o significado que achei lá, a vida parece tão mais desafiadora agora e, ó Deus, como eu gosto de um desafio. Preciso de um desafio. Preciso de um motivo.
Cansei desse lenga-lenga entre Andrés, Miguéis e Joões. Eu sou Marcio, nascido para o ostracismo, talvez o brilho individual, mas não aguento falso moralismo. Não consigo encarar essa gente sofrida e ao mesmo tempo falsa. Seus sorrisos amarelados, denunciantes de suas intenções. Não existe mais preocupação em soar feito uma fraude. Não existe mais preocupação com os sentimentos alheios, nem tampouco com as vontades. Aos poucos vou me despedindo dessa velha vida. Em algum momento, era adorável. Grande parte deles, detestáveis. Mas não se preocupem, deixarei meu cinzeiro na saída.
Cansei desse lenga-lenga entre Andrés, Miguéis e Joões. Eu sou Marcio, nascido para o ostracismo, talvez o brilho individual, mas não aguento falso moralismo. Não consigo encarar essa gente sofrida e ao mesmo tempo falsa. Seus sorrisos amarelados, denunciantes de suas intenções. Não existe mais preocupação em soar feito uma fraude. Não existe mais preocupação com os sentimentos alheios, nem tampouco com as vontades. Aos poucos vou me despedindo dessa velha vida. Em algum momento, era adorável. Grande parte deles, detestáveis. Mas não se preocupem, deixarei meu cinzeiro na saída.
19/07/2012
Ainda são 20 horas.
Amanhã serão 20 horas. Sei que não sabe de nada. Sei que a água será difícil de beber, e que uma pequena cidade te amedronta mais que a bela selva de pedra que te rodeia. Aqui não se pode viver como um rei, não se existem rainhas.
Temos que olhar para os cantos, lá estão as escadas. Subir, descer, apenas escolhas. Não se lida com o amanhã pulando os degraus. Talvez a experiência de um degrau pulado seja infinitamente mais intenso que o próximo.
Menina, espere até amanhã. Rapaz, espere para aquecer suas mãos amanhã. Rapazes envelhecem, viram homens, e ajudam meninas a entender. Mas ainda há juventude, ainda há o sopro do sorriso, aquele aconchegante da vida corrida.
Pode chamar meu nome lá do fundo do quarto. Monte seus sonhos, reinvente-se. A vontade de descer do mundo para, assim que alguém chamar seu nome.
Largue suas presas, comece novamente com um beijo. Abrace sua causa, durma depois de dar um trago. Se seu estômago doer, um cafuné pode amenizar.
Poderia ser hoje a noite. Balançar seu esqueleto, te dar alguma bebida, sentir o corpo chacoalhar pra baixo da festa particular, debaixo dos edredons. Essa maneira de tremer seu quadril, acredite menina, não vai morrer com o passar do tempo.
Sem doces mentiras, sem sorrisos amargos. Não pare o mundo, não ligue pro insucesso. Desabotoe seu blazer, deixe ser beijada entre seu seio.
O quão longe você iria nessa cidade pequena?
24 horas e é tudo que separa você de um novo capítulo.
Temos que olhar para os cantos, lá estão as escadas. Subir, descer, apenas escolhas. Não se lida com o amanhã pulando os degraus. Talvez a experiência de um degrau pulado seja infinitamente mais intenso que o próximo.
Menina, espere até amanhã. Rapaz, espere para aquecer suas mãos amanhã. Rapazes envelhecem, viram homens, e ajudam meninas a entender. Mas ainda há juventude, ainda há o sopro do sorriso, aquele aconchegante da vida corrida.
Pode chamar meu nome lá do fundo do quarto. Monte seus sonhos, reinvente-se. A vontade de descer do mundo para, assim que alguém chamar seu nome.
Largue suas presas, comece novamente com um beijo. Abrace sua causa, durma depois de dar um trago. Se seu estômago doer, um cafuné pode amenizar.
Poderia ser hoje a noite. Balançar seu esqueleto, te dar alguma bebida, sentir o corpo chacoalhar pra baixo da festa particular, debaixo dos edredons. Essa maneira de tremer seu quadril, acredite menina, não vai morrer com o passar do tempo.
Sem doces mentiras, sem sorrisos amargos. Não pare o mundo, não ligue pro insucesso. Desabotoe seu blazer, deixe ser beijada entre seu seio.
O quão longe você iria nessa cidade pequena?
24 horas e é tudo que separa você de um novo capítulo.
18/07/2012
Politicagem.
De manhãzinha, eu aqui sempre entediado com minha rotina diária de trabalho exaustivo, trabalho que eu não consigo mais me reinventar, não consigo mais reaprender. Tudo aqui é um saco e o ar fede a tinner e benzina, o que não é nada agradável e não me traz boas recordações. Sentadinho na minha cadeira que nada tem de confortável, avisto pela porta de vidro aquele senhor, ou melhor, aquele homem de meia idade, com rosto familiar e vestes elegantes. Político de mão cheia, tem voz firme e brada palavras fortes para convencer e se justificar das coisas. Bastou olhar por alguns minutos e eu reparei que se tratava realmente de uma pessoa conhecida. Aquele homem me odiou sem nunca sequer ter me conhecido. Sem nunca sequer ter me dado uma chance para isso. Ironicamente, trocamos algumas palavras e, percebi que realmente fui insignificante para ele, já que sequer me reconheceria, o que tornou interessante até certo ponto as coisas. Será que eu realmente era aquele monstro destruidor de moral? Será que eu realmente era aquele cara errado, cheio de ideologias bob marleyanas? Ele me pareceu simpático e boa praça. Acho que se tivesse me dado uma chance de ser eu mesmo, poderíamos ter tido ao menos uma convivência aprazível. O passado não mais importa, mas é engraçado perceber realmente que as pessoas julgam livros pela capa, quando o motivo é diferenciado.
17/07/2012
Cicatrizes.
Você ai, que se preocupa no que é. No que quer ser, no que será.
Se será mau, bom, cruel ou simpático. Pra que? Se no final era certa a incerteza.
Pare de procurar em portifolio explicação pra sua falta de auto-compreensão.
Você é, mas na verdade nada é. Não existe modelo padrão para sua alma nem coração.
Falta intenção na sua forma de ver. Falta foco.
Não importa o que aconteça, você muda. Você decepciona. Você alegra.
Faz feliz e faz triste as pessoas que, ora farão você feliz, ora triste.
A beleza da singularidade é justamente essa: a bipolaridade de nossa conduta com as pessoas.
Ninguém me obrigará a ser simpático quando eu for picado por uma abelha. Mas e se eu num quiser ser simpático apenas por falta de simpatia?
Qual o seu problema, criança? Perdeu a voz? Não deixe o mundo te calar!
Viver é tão simples que com alguns segundos dá pra se dar conta de que não tem nada que possamos fazer a não ser sentir ela se esvair.
Mantenha a dialética na sua vida. Procure sentido para seus motivos, não para suas limitações.
Se não for capaz de se encontrar, ninguém será capaz de te julgar. Mas o caminho é tão fácil que, eu diria que não é necessário nem mapa, tampouco paciência.
Se prenda a sua vida, se prenda à liberdade de escolher a quem se prender, é seu direito e dever como ser humano evoluído que nunca fomos. Sua força nunca esteve em músculos, mas está dentro de seu âmago, e nem é no coração. Não esse de carne, que bombeia seu sangue. Mas metaforicamente, está dentro de você, e a verdade é que é forte o bastante para não precisar provar ser forte a ninguém.
Todos estamos predestinados a carregar cicatrizes, só precisa saber quais quer e quais serão importante carregar.
Se será mau, bom, cruel ou simpático. Pra que? Se no final era certa a incerteza.
Pare de procurar em portifolio explicação pra sua falta de auto-compreensão.
Você é, mas na verdade nada é. Não existe modelo padrão para sua alma nem coração.
Falta intenção na sua forma de ver. Falta foco.
Não importa o que aconteça, você muda. Você decepciona. Você alegra.
Faz feliz e faz triste as pessoas que, ora farão você feliz, ora triste.
A beleza da singularidade é justamente essa: a bipolaridade de nossa conduta com as pessoas.
Ninguém me obrigará a ser simpático quando eu for picado por uma abelha. Mas e se eu num quiser ser simpático apenas por falta de simpatia?
Qual o seu problema, criança? Perdeu a voz? Não deixe o mundo te calar!
Viver é tão simples que com alguns segundos dá pra se dar conta de que não tem nada que possamos fazer a não ser sentir ela se esvair.
Mantenha a dialética na sua vida. Procure sentido para seus motivos, não para suas limitações.
Se não for capaz de se encontrar, ninguém será capaz de te julgar. Mas o caminho é tão fácil que, eu diria que não é necessário nem mapa, tampouco paciência.
Se prenda a sua vida, se prenda à liberdade de escolher a quem se prender, é seu direito e dever como ser humano evoluído que nunca fomos. Sua força nunca esteve em músculos, mas está dentro de seu âmago, e nem é no coração. Não esse de carne, que bombeia seu sangue. Mas metaforicamente, está dentro de você, e a verdade é que é forte o bastante para não precisar provar ser forte a ninguém.
Todos estamos predestinados a carregar cicatrizes, só precisa saber quais quer e quais serão importante carregar.
16/07/2012
O Sábado que eu Sempre Precisei.
Debaixo dos cobertores a mão quente dela alisava meu corpo. Era o fim do melhor dia da minha vida.
Não era como das primeiras vezes. As ruas já são familiares, os lugares já tem cheiros perceptíveis e eu já consigo lidar com a acanho. Coração bravo, só se acalma na presença da minha amada.
Foi cantando os versos do refrão de nossa música que chorei, pela primeira vez na sua frente, de felicidade.
Se não sóbrio, sincero era.
Sua preocupação um tanto quanto ingênua por mim, me fazia brilhar os olhos.
Mergulhado em uma sensação completamente atípica, onde enfim era preenchido por você. Antes havia sido corpo, alma e coração, mas agora era mais, muito mais.
Era domínio completo de meus sentimentos. Uma conquista perfeita, que já parecia escrita.
Amar é tão singelo, que eu poderia dizer que as melhores sensações são as de sentir sua respiração delicada na minha nuca, ou de seu sorriso sacana. É mais valioso te ver bêbada e se divertindo do que sóbria e entediada. Meu cigarro, pela primeira vez era feliz e sinceramente, eu amo chocolate e cigarro.
Mas me diga, como se preocupa tanto comigo? Qual é a sua motivação pra querer me aquecer, pra querer me alegrar, pra querer me amar?
Não preciso de respostas, pois eu já as tenho. Eu só quero te dizer que não tem clicherismo nessa relação. E nem teria espaço.
É diferente, é estranho, mas é tão gostoso, tão sincero, tão doce e nada vil. É tão surpreendente que até ver um filme romântico sobre nós mesmos me fez perceber que não estamos num filme, e não por ser perfeito no filme, e sim aqui. Ou acha que não reparava que seus olhos brilhavam quando você via uma cena que lembrava a nós? Ou que não sentia seu coração disparar levemente?
Pois bem, aqui estou, a seu dispor. Não como namorado apenas, mas como namorado, parceiro, melhor amigo. Pois a cumplicidade que senti nesse último final de semana, realmente foi a responsável pelo ardor de um novo coração. ♥
11/07/2012
Viagem ao Centro do Planeta Chamado Cérebro.
Cavo, sem remorso.
Seguro a pá, empurro o sistema nervoso.
Viajo para dentro dessa mente.
Mas afinal, e essa duvida pertinente?
Vou sem direção. Tiro terra, tiro nervos.
Afundo nos meus sonhos, me afogo em meus desejos.
Cumpro os protocolos, fecho a entrada.
Me vejo no espelho em forma conjurada.
Dentro de mim, resido em forma infante.
Nunca percebi o quanto eu era falante.
Com pensamentos em voz alta,
inconscientemente meu eu se exalta.
Sobe e desce, assim prossigo.
Dentro e fora, entro e insisto.
Não há lógica. Não há motivo.
Só existe, é um método abortivo
Afinal, aonde vim parar?
Não quero mais continuar.
Sangue e água, sem lugar para escoar.
Nem por mim consigo mais me afeiçoar.
Essa fumaça que deixa a vista embaçada.
Mais e mais minha mente fica arruaçada.
Por que entrei, se nada descobri?
Sem motivos aparentes, apenas destruí.
E nessa minha jornada de auto-conhecimento,
Eis que sou humano, e não há nenhum alento.
05/07/2012
Meu Anjo.
De corpo nu, sentado em frente a sua foto. Choro.
Fumo aquele cigarro que compartilhamos. Penso.
Olho pela cortina, balanço-a. Lembro que a alguns dias atrás você estava aqui comigo.
Sinto um pequeno aperto no peito. Enxugo as lágrimas, guardo-as para momentos mais alegres.
Reflito sobre nossa vida alguns milhares de vezes por dia. E quem disse que a lágrima não voltaria?
Meu coração dispara, meu corpo esquenta.
Suspiro. Lembro que somos feitos um para o outro.
Talvez um corpo só.
Talvez uma vida apenas.
Já consigo me lembrar de momentos que nem existiram ainda.
A lareira, o frio, o faraó.
Como consegue me cativar assim, sempre mais e mais?
Sempre firme, sempre delicada.
Existe em ti uma complexidade enorme, principalmente na sua simplicidade.
Nada faz sentido, mas é tudo gostoso.
Essa saudade, ah, ela me incomoda.
Mas esses beliscões que ela me dá, me lembram somente quão doce é ficar com você.
Sua presença me satisfaz, mais do que imaginas.
As vezes sou delicado, as vezes sou firme. Alguns momentos não sou romântico, outros sou seu gatinho.
Pra mim você é um anjo.
Daqueles que aparecem na terra uma vez por século.
E pra minha sorte, eu te encontrei.
Fumo aquele cigarro que compartilhamos. Penso.
Olho pela cortina, balanço-a. Lembro que a alguns dias atrás você estava aqui comigo.
Sinto um pequeno aperto no peito. Enxugo as lágrimas, guardo-as para momentos mais alegres.
Reflito sobre nossa vida alguns milhares de vezes por dia. E quem disse que a lágrima não voltaria?
Meu coração dispara, meu corpo esquenta.
Suspiro. Lembro que somos feitos um para o outro.
Talvez um corpo só.
Talvez uma vida apenas.
Já consigo me lembrar de momentos que nem existiram ainda.
A lareira, o frio, o faraó.
Como consegue me cativar assim, sempre mais e mais?
Sempre firme, sempre delicada.
Existe em ti uma complexidade enorme, principalmente na sua simplicidade.
Nada faz sentido, mas é tudo gostoso.
Essa saudade, ah, ela me incomoda.
Mas esses beliscões que ela me dá, me lembram somente quão doce é ficar com você.
Sua presença me satisfaz, mais do que imaginas.
As vezes sou delicado, as vezes sou firme. Alguns momentos não sou romântico, outros sou seu gatinho.
Pra mim você é um anjo.
Daqueles que aparecem na terra uma vez por século.
E pra minha sorte, eu te encontrei.
02/07/2012
Regras?
"E até quem me vê lendo jornal na fila do pão, sabe que eu te encontrei."
Preciosamente, em momentos mínimos, lembro de ti e guardo na memória, os melhores pensamentos.
Saudade, porquê insiste em deixar as coisas mais belas, mas também tão sufocantes?
Na fila do cinema, dentro da lanchonete, enquanto tomo banho...
Todo instante é um pedaço de mim que lembra de ti. Ou todos.
E se meu corpo esquenta, ele precisa te esquentar. Se minha mão sua, eu preciso fazer a tua suar também. E se eu fechar os olhos, eu vou querer você dentro da minha cabeça.
Parece que achei o lugar nas coisas que eu vivo. E não sou mais o cara estranho.
Desconfiado pela vida que vive. Desanimado pelo tempo que o persegue.
Agora persigo o tempo, vivo sem ligar, torço pra você me ligar, amo te encontrar.
Liberdade tem outro significado. Sexo tem outro gosto.
Imaginação agora não tem limites.
Felicidade enfim é feliz.
Se eu quis seguir as regras, mais difíceis elas se tornaram.
Por isso só tenho uma regra agora: Amar você.
Preciosamente, em momentos mínimos, lembro de ti e guardo na memória, os melhores pensamentos.
Saudade, porquê insiste em deixar as coisas mais belas, mas também tão sufocantes?
Na fila do cinema, dentro da lanchonete, enquanto tomo banho...
Todo instante é um pedaço de mim que lembra de ti. Ou todos.
E se meu corpo esquenta, ele precisa te esquentar. Se minha mão sua, eu preciso fazer a tua suar também. E se eu fechar os olhos, eu vou querer você dentro da minha cabeça.
Parece que achei o lugar nas coisas que eu vivo. E não sou mais o cara estranho.
Desconfiado pela vida que vive. Desanimado pelo tempo que o persegue.
Agora persigo o tempo, vivo sem ligar, torço pra você me ligar, amo te encontrar.
Liberdade tem outro significado. Sexo tem outro gosto.
Imaginação agora não tem limites.
Felicidade enfim é feliz.
Se eu quis seguir as regras, mais difíceis elas se tornaram.
Por isso só tenho uma regra agora: Amar você.
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