Quando paro para pensar no tempo que lhe dediquei, o tempo que gastei e que foi em vão, eu quase vomito. E eu poderia de fato o fazer, se não fosse, sei lá... sei lá.
O fato é que houve um hiato de quase 3 anos entre meu último beijo e o que eu dei em você. O processo fora lento e doloroso: Eu não acreditava em ninguém, nem em mim mesmo. Parecia impossível aquela altura do campeonato eu ser feliz, já havia ponderado todas as possibilidades possíveis mas no fim, só me sobrou mesmo a famosa angústia. E não foi fácil, sinceramente. Costumo dizer que foram alguns dos piores anos da minha vida, eu definitivamente não sinto falta de ser adolescente, não sinto falta dos meus amigos, não sinto falta de nada nem de ninguém daquela época, principalmente de mim mesmo.
Só que ai você reapareceu, não é? Trabalhando no mesmo lugar que eu, ainda por cima.
E com pessoas fazendo piadinhas: Olha, a primeira namoradinha dele!
Foi difícil pra mim e eu acho que pra você também, não que eu hoje me importe muito contigo.
A questão é que, por pressão divina (e humana também) a gente se beijou de novo.
E aconteceu de novo.
Teve uma outra vez.
Aí a gente voltou.
Tivemos dois meses maravilhosos. Nada dava errado! Ai eu me apaixonei de verdade por você, lembra? E você pegou essa porra e amassou como se fosse um monte de nada e fodeu com a minha vida pelos próximos meses.
Foi lindo.
A quantidade de humilhação e dor, angústia e sofrimento, fora o fato de ser completamente otário por sua causa... é tão grande o ódio que eu não consigo nem escrever um texto poético pra te descrever.
Simplesmente horrível.
O pior é que vivi escravo desse sentimento por um longo período, simplesmente porque achei que nunca mais alguém gostaria de mim. Como se você gostasse de mim, pra começo de conversa, não é?
Hoje, sentado aqui e digitando, eu posso perceber o quão frágil e impotente eu era. Limitado a todas as suas loucuras, caprichos e idiotices.
Só me sobram dois alentos dessa história toda. O de você descobrir que mentia para si mesma, e o de eu ter me vingado de ti.
Aí fica aquele questionamento na minha cabeça:
É doentio que a melhor coisa do nosso relacionamento, tenha sido eu me vingar de você?
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