17/01/2018
Equilíbrio distante.
Tão inconstante quanto ferir o céu com faca velha é tentar atingir as nuvens com mãos nuas. É não fazer sentido nenhum ao olhar os bancos de madeira envernizados e não ver ninguém sentado neles. Há beleza no caos. Há beleza na felicidade também. Há beleza em todos os lugares, mesmo que tudo seja feio, afinal, a feiura tem sua beleza. E como é feio sentir raiva, não é mesmo? Ter esse sentimento aprisionado em peito fraco e explodir como fruta podre em cesto de cetim. Sujar as mesmas mãos nuas com sangue falso, talvez anilina vermelha. E seus olhos esbugalham, sua cara enrijece, sua boca treme. É o fim do início e o início de um novo fim, meus camaradas. Mas onde está o marco zero disso tudo? Está na boca do povo, que brada sem retumbância mentiras inexistentes? Ou será que a vida é um grande palco e a cortina são os problemas? Um nariz constipado é problemático, mas ainda sim é um nariz. Dentes careados ainda são dentes. Há beleza em tudo, e tudo é um grande nada. E o que é vida então, senão um grande conglomerado de incertezas, sentimentos inacabados e culpas estarrecidas, não é mesmo? Na busca por um equilíbrio distante, você aprende que nem tudo é como deve ser, nem mesmo a felicidade. O que temos além dos problemas são as soluções, e a solução de tudo é você mesmo, não os outros. Essa é a grande paz.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário