31/12/2017

2017.

Doente, canceroso, expurgante.
Quase morto, vai embora.
Não tem limites, é cruel.
E no fim, parece tão efêmero.
Tão palpável e mesmo assim, ruim.
Ruim.
Existem coisas que passam.
Algumas que marcam.
Em geral, ficam.
Ficar por dor é cruel, mas que seja.
É horrível imaginar
Mas foram 825 formas diferentes de morrer.
Num mesmo ano.
As vezes num mesmo dia.
No mesmo momento.
Dentro das próprias mortes, algo a viver.
Nada a viver.
Por que viver?
Estaria mentindo se dissesse.
Mas é piegas também manter aqui.
Então por ora termino meu pensamento.
Sem antes dizer:
Vai pra casa do caralho, 2017.

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