Problemático.
Cheio de problemas reais para resolver.
Cria de minhas paranóias.
Carregando nas entranhas medos e incertezas.
Habituado com o ambiente hostil.
Situado no pior de mim: A minha mente.
Desfiz de minhas problemáticas.
Anulei meu coração.
Estive a beira de um colapso, mas voltei.
Voltei, me reorganizei, sem nem poder.
E poder, eu nunca pude.
Mas o fiz por você.
E quando falo que fiz, eu fiz.
Jurei jamais me abrir de novo.
Gritei de raiva, engoli choros.
Mas não lhe trouxe mais minha dor.
Fiz acreditar que meu cansaço era normal.
Mas era espiritual, tão somente.
E você descarregava uma pilha de merda em mim.
Me fazia acreditar que eu era abastado.
Mas nada trazia comigo, ó diabo.
Nunca me enalteceu, era normal, dizia ela.
E tenho minhas dúvidas afinal.
Se você não queria mesmo nosso final.
Mas eu juro que não me arrependo do que fiz.
Não faria de novo, nem por você nem por ninguém.
Só sinto muito que tenha sido em vão.
Amputar um braço, fingir ser normal.
Pra alguém que no final das contas só fala de mim:
Ele é problemático.
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