Eram três da manhã e eu só pensava em dormir. De um lado para o outro, em todas as posições possíveis, talvez até de cabeça para baixo. Mas não, o sono não vinha e eu decidi me render e passar a noite em claro.
Um copo de leite, um copo de café e um copo de whisky. Todo mundo tem seus rituais estranhos, não é?
Dei três passos e já estava na sala novamente. A preguiça de achar o controle da TV era tanta que me contentei apenas com aquele LM velho que ironicamente estava perto do controle. Agora eu tinha o corujão, uma carteira com três cigarros velhos e um copo já pela metade de whisky paraguaio.
Contei até três e dei uma tragada. Era a primeira tragada em três meses, e tinha um gosto horrível, uma mistura de areia com mofo que quase transformou meus pulmões em saco de pancadas. Mas não bastava, e eu precisava me certificar que parar de fumar havia sido a melhor decisão da minha vida mas após a terceira tragada eu já estava intimamente ligado ao meu velho amor, o único que me entendia, o único que me satisfazia, o único que me completava. E antes que eu terminasse com ele, eu já entrava num dilema sobre o vício, as consequências maléficas, os pulmões dissecados na embalagem do cigarro e... ah, outra tragada.
Era o mesmo sabor pútrido, os mesmos desenhos da fumaça no ar e aquela sensação banal de estar no topo do mundo, ditando as regras e sendo o que eu bem quisesse ser. Até que veio o sol, se esgueirando entre as pequenas brechas da janela na minha sala, me fazendo cair na real que eu havia apagado num sono que não encontrava há meses.
Esse era eu, entregue novamente ao vício, ao sono e a angústia de falhar miseravelmente, perdido novamente naquelas cinzas que em breve, me reduziriam também a cinzas.
26/04/2013
24/04/2013
Sobre Estrelas e Multidões.
Os detalhes hoje em dia parecem se apagar no meio da multidão, multidão devassa que corre sem parar todos os dias, perseguindo ideais que eu particularmente não persigo muito menos entendo. Não que signifique que eu não precise dessas coisas, mas de verdade, é que eu as vezes me sinto como o único a enxergar o romantismo que uma curva esburacada na estrada pode proporcionar, ou a tranquilidade que olhar para o mar pode me trazer.
Queria eu que as pessoas percebessem mais e mais que os problemas do dia-a-dia poderiam ser muito mais atenuados se apenas contássemos estrelas, não no intuito de descobrir quantas possam existir, e sim de descobrir quantas almas nos habitam. Essas pessoas que se preocupam demais com concreto, com papel, com o sólido, mas quase nunca param para constatar que o inanimado dentro de nós precisa ser alimentado com algo muito mais forte do que fumaça ou glicose.
É raro ver no meio dessa multidão algo que seja mais reluzente que ouro ou diamante, algo que brilhe mais do que uma estrela. É, aquelas estrelas que eu acho que deveríamos contar.
Talvez eu seja um caso raro de romântico mal compreendido, ou apenas um imbecil perdido no meio da multidão. Sabe, aqueles imbecis que sonham alto com amores inexistentes, com amigos que dão a mão sem se importar com a pressão dos ombros, com pessoas que se importam com sonhos feito esses. Talvez um imbecil que sonha com o impossível, mas que ainda sim sonha.
Não importa, quero contar as estrelas desse céu infinito o tanto quanto eu puder, enquanto vejo vocês se limitando à desistência, apenas por não conseguirem ver por trás das nuvens.
Queria eu que as pessoas percebessem mais e mais que os problemas do dia-a-dia poderiam ser muito mais atenuados se apenas contássemos estrelas, não no intuito de descobrir quantas possam existir, e sim de descobrir quantas almas nos habitam. Essas pessoas que se preocupam demais com concreto, com papel, com o sólido, mas quase nunca param para constatar que o inanimado dentro de nós precisa ser alimentado com algo muito mais forte do que fumaça ou glicose.
É raro ver no meio dessa multidão algo que seja mais reluzente que ouro ou diamante, algo que brilhe mais do que uma estrela. É, aquelas estrelas que eu acho que deveríamos contar.
Talvez eu seja um caso raro de romântico mal compreendido, ou apenas um imbecil perdido no meio da multidão. Sabe, aqueles imbecis que sonham alto com amores inexistentes, com amigos que dão a mão sem se importar com a pressão dos ombros, com pessoas que se importam com sonhos feito esses. Talvez um imbecil que sonha com o impossível, mas que ainda sim sonha.
Não importa, quero contar as estrelas desse céu infinito o tanto quanto eu puder, enquanto vejo vocês se limitando à desistência, apenas por não conseguirem ver por trás das nuvens.
22/04/2013
Desenhista.
Debaixo desse sol quente é que ele caminha.
Escaldante como o forno, tão real quanto natural.
O tempo apagou as digitais, o rosto e o seu nome.
Liberto de suas antigas histórias, desenha exatamente o que quer.
Novos braços mais fortes, pois não quer que nada fuja dali.
As pernas continuariam esguias, pois as vezes é bom correr.
Em seu peito, desenha harmonicamente traços até que complexos.
Claro, pois é necessário que seja confortável.
Os cabelos podem ser curtos, pois já não é mais aquela criança de outrora.
E pretos, ele não poderia esquecer disso.
Um por um, desenhava arduamente os traços desejados.
Um por um, desenhava suas formas sem tocar no lápis.
Quando se deu conta, era outro alguém que desenhava.
Era um sorriso novo que se desenhava.
Um novo abraço que se desenhava.
Quando se deu conta, estava entregue ao destino.
Debaixo do sol, escaldante e árido.
Mas era de novo alguém.
Independente do lugar, estava ali, completo.
Escaldante como o forno, tão real quanto natural.
O tempo apagou as digitais, o rosto e o seu nome.
Liberto de suas antigas histórias, desenha exatamente o que quer.
Novos braços mais fortes, pois não quer que nada fuja dali.
As pernas continuariam esguias, pois as vezes é bom correr.
Em seu peito, desenha harmonicamente traços até que complexos.
Claro, pois é necessário que seja confortável.
Os cabelos podem ser curtos, pois já não é mais aquela criança de outrora.
E pretos, ele não poderia esquecer disso.
Um por um, desenhava arduamente os traços desejados.
Um por um, desenhava suas formas sem tocar no lápis.
Quando se deu conta, era outro alguém que desenhava.
Era um sorriso novo que se desenhava.
Um novo abraço que se desenhava.
Quando se deu conta, estava entregue ao destino.
Debaixo do sol, escaldante e árido.
Mas era de novo alguém.
Independente do lugar, estava ali, completo.
21/04/2013
Titereiro.
O reforço necessário, a verdade nua e crua. O mal temerário de uma mente conflitante.
Rio de desespero, de aflição e medo. Melancólica despedida para fins abstratos e inconstantes.
Se de todo o mal fosse apenas uma sombra inóspita no meio da multidão, eu sequer observaria e ponderaria condecorações. Mas um braço direito levantado sob meus próprios ombros a afundar-me em areia movediça, é pedir demais para não reparar.
Um único método apurativo para olhar-te na penumbra e confundir-te com o véu amado de minha eterna gratidão.
Salpico-lhe o mais doce ódio que sequer existe em veias de ferro.
Está encerrado a construção nefasta de seus eternos rasgos em minha pele morna. Finalmente levou tudo que poderia levar de costas e trouxas largas. O instante se foi, o inverno partiu. Quantas horas mais desejaria comer este podre e desavisado combate? Ora pois, apenas de forma covarde necessitastes de minha singela introspecção. Titereiro de almas vazias, enganado por uma melodia falsa. Liberdade. Enfim.
16/04/2013
Sou Um Animal Sentimental.
Aquela velha mania de viver épocas que sequer vivi, de chorar dores que nunca senti.
Uma coisa louca, sonhar o que nunca sonhei e sorrir por motivos inexistentes.
Saber dosar a loucura diária que é apenas viver minhas ilusões ilusórias.
Não acreditar em nada real só porque assim é justo, é coeso.
E quando plano nas nuvens sem sequer tirar os pés do chão?
Vivo uma busca árida por luz e escuridão, mesmo que em nem precise disso.
É curioso e até um pouco agradável, essa mania doida de ser quem eu nunca pude ser.
De respirar uma era que eu não pude respirar.
Essa coisa gostosa, de ouvir músicas que não falam nada sobre mim... mas que eu insisto em me encaixar nelas.
De se apegar a objetos que nunca me pertenceram, de dizer frases que nunca me foram ditas.
Incrível, mas todos os dias tenho uma sensação louca de ter nascido na década certa, mas no ano errado.
Queria ter aproveitado mais as cores, o neon, a moda tosca e os games 8 bits.
Ou ter usado aqueles casaquinhos toscos que a vovó fazia, e que só fez para meus primos.
A única coisa que me sobra de alento é que tenho apenas 23 anos, quando já poderia ter 33...
Uma coisa louca, sonhar o que nunca sonhei e sorrir por motivos inexistentes.
Saber dosar a loucura diária que é apenas viver minhas ilusões ilusórias.
Não acreditar em nada real só porque assim é justo, é coeso.
E quando plano nas nuvens sem sequer tirar os pés do chão?
Vivo uma busca árida por luz e escuridão, mesmo que em nem precise disso.
É curioso e até um pouco agradável, essa mania doida de ser quem eu nunca pude ser.
De respirar uma era que eu não pude respirar.
Essa coisa gostosa, de ouvir músicas que não falam nada sobre mim... mas que eu insisto em me encaixar nelas.
De se apegar a objetos que nunca me pertenceram, de dizer frases que nunca me foram ditas.
Incrível, mas todos os dias tenho uma sensação louca de ter nascido na década certa, mas no ano errado.
Queria ter aproveitado mais as cores, o neon, a moda tosca e os games 8 bits.
Ou ter usado aqueles casaquinhos toscos que a vovó fazia, e que só fez para meus primos.
A única coisa que me sobra de alento é que tenho apenas 23 anos, quando já poderia ter 33...
13/04/2013
Cerveja!
Meu caro amigo, boêmio de alma e coração.
Coração lotado de pessoas, de tão grande que és.
Devido ao tamanho de sua graça, talvez nunca lhe venha a ira.
Ou apenas não sejamos capazes de te encarar assim.
Avareza, cólera, preguiça, gula.
Incrível como nenhum pecado encaixa em ti.
Dono de uma ingenuidade única, diria quase que infantil.
Mas no bom sentido, pois ingenuidade anda em falta hoje.
Sempre munido de palavras grotescas,
e de notas pitorescas.
Não importa o quanto diga e profira ao mundo,
seu violão é seu melhor amigo, quase um irmão.
Vive se alimentando de amores passados.
Remoendo solidão e angústia apenas em seu reduto.
Quando resolve sair da caverna, apenas sorrisos, apenas abraços.
Ah, meu caro amigo boêmio, a mim não enganas.
Engraçado como é as vezes irritante, e ao mesmo tempo cativador.
Seria capaz de ter 10 mil mulheres em seus pés.
Seria capaz de ter 10 mil mulheres em seus pés.
Fosse por beleza ou por simpatia, mas as teria.
Exceto se não fosse um grande punhado de repelente ambulante.
Vaga de cidade em cidade, não encontra sua direção.
Vaga de coração em coração, só encontra oscilação.
Mas é engraçado o seu jeito de extravasar.
Por vezes um pé no saco, em casa.
Algumas outras vezes costuma ser mais legal
Vamos tomar uma cerveja, meu amigo?
O álcool foi quem me apresentou a ti.
E foi numa mesa de bar que te expliquei meus sofrimentos.
Foi entre goles secos que me disseste suas aflições.
Ah, o álcool que só tem significado ao lado de meu amigo!
Anseio um dia ver tua felicidade.
Pois dentre todos os homens que conheço,
és o mais honrado, o mais merecedor.
Ainda mais num mundo tão frágil feito o nosso.
Foi uma honra ter sido confundido contigo, meu nobre amigo boêmio.
Foi uma honra ter sido confundido contigo, meu nobre amigo boêmio.
Rapidinha da Madrugada.
Porquê se preocupar com futuro, se existe todo um presente aqui, jogando na sua cara em letras garrafais para que leia as seguintes palavras: "APROVEITE, APROVEITE".
Julgue o básico, o importante. O suficiente para viver apenas este momento.
E o resto virá. Palavra de escoteiro.
Julgue o básico, o importante. O suficiente para viver apenas este momento.
E o resto virá. Palavra de escoteiro.
12/04/2013
Belo e Bela.
De todas as maneiras, em todos os sentidos, em qualquer forma expressada, me admira tanto que eu queira tanto demonstrar o tanto que és importante para a minha vil pessoa. Odioso modo de pensar, na realidade nem sei o que pensar, mas expurgo todo esse sentimento feliz pelos olhos e deixo transbordar em minha saliva. É com esse jeito sonso que carrego, que eu lhe trago mil rosas carimbadas com o vermelho que tanto lhe agrada. Tão importante me lembrar que mal lhe conheço, que pouco toco em ti, que meu nariz ainda não fora capaz de sentir todos os inúmeros cheiros que seu corpo docemente pode exalar. E isso é importante sim, pois mantém meus pés no chão e faz com que eu dê apenas um pequeno passo quando na verdade outros seres respirantes já teriam tentado dar dez longos passos. É assim que eu apenas observo, me deliciando com a serenidade de sua pessoa, a qual eu costumo dizer que se assemelha a um brilho angelical. Olho atento para esse sorriso que mal se esconde em seus lábios, para esses olhinhos que se fecham quando ficam brilhantes, parecidos com poeira estelar. És querida por mim e me desperta um prazer sugestivo em estar sempre presente, tanto nos bons quanto nos maus momentos. E presente por estar, assim digamos, perto de ti, e disposto a lhe entregar um puta sorriso aberto ou o mais apertado dos abraços, sempre que os precisar. E o tempo? Ah, o adorável tempo. Como és capaz de me distrair enquanto viajo em suas longas tranças ruivas? Que me faz escorregar em suas adoráveis curvas, que me prende em um olhar fixo, numa mudeza tranquilizante. Tão singelo, que rima com banguelo, que rima com martelo, que só me lembra do que é belo. E belo mesmo é me perder na infinidade deliciosa de seu abraço. Belo mesmo é ter me convencido que o simples tornou tudo perfeito. Belo mesmo é perceber que não importa o título, e sim o motivo.
10/04/2013
Um Homem Quando Está em Paz, Não Quer Guerra com Ninguém.
Não me refiro a paixão ou riquezas. Nem de estabilidade e muito menos de saúde.
Me refiro a paz.
Paz, a sensação mais perfeita que já experimentei.
Sabem como é lindo estar passando mal, ter contas infinitas para pagar (e consequentemente não ter dinheiro nem pra tomar uma cervejinha), ver pessoas brigando com você sem nenhum motivo aparente e mesmo assim você conseguir se manter calmo e pensar na melhor solução para tudo?
Sim, isso é paz interior. E olha que eu nem ando recorrendo a religiões.
Mas me motiva muito saber que sou capaz de dar meu melhor. E eu sei que o melhor que posso fazer sempre vai solucionar os problemas.
Pior que nem adianta mais o mundo querer jogar a culpa de seus erros pra cima de mim. Eu passei a lavar as mãos pra essas coisas. Pra tudo, aliás.
Cuido do que é meu.
Meu, pronome possessivo altamente perfeito para essa situação.
Um homem quando está em paz, não quer guerra com ninguém. Não quer tomar as dores do próximo para si. Ele entende que todo mundo entra aonde quer, e sai se quiser. Pode até não poder mais, mas um dia pode. E não é demérito algum reconhecer a derrota. Pro que quer que seja.
Perdi muito, e errei muito nessa (curta) vida. Mas ando com uma vontade infinita de acertar agora.
Uma vontade infinita que começa na hora de levantar, com um sorriso no rosto e que vai até eu dormir com o mesmo sorriso estampado.
Isso não é alegria, meus caros. Isso é paz.
Isso é a certeza de estar no caminho certo.
Isso é amor próprio.
E é esse o amor que eu sempre quis. Pois só se pode amar alguém depois que o sujeito aprende a se amar.
Me refiro a paz.
Paz, a sensação mais perfeita que já experimentei.
Sabem como é lindo estar passando mal, ter contas infinitas para pagar (e consequentemente não ter dinheiro nem pra tomar uma cervejinha), ver pessoas brigando com você sem nenhum motivo aparente e mesmo assim você conseguir se manter calmo e pensar na melhor solução para tudo?
Sim, isso é paz interior. E olha que eu nem ando recorrendo a religiões.
Mas me motiva muito saber que sou capaz de dar meu melhor. E eu sei que o melhor que posso fazer sempre vai solucionar os problemas.
Pior que nem adianta mais o mundo querer jogar a culpa de seus erros pra cima de mim. Eu passei a lavar as mãos pra essas coisas. Pra tudo, aliás.
Cuido do que é meu.
Meu, pronome possessivo altamente perfeito para essa situação.
Um homem quando está em paz, não quer guerra com ninguém. Não quer tomar as dores do próximo para si. Ele entende que todo mundo entra aonde quer, e sai se quiser. Pode até não poder mais, mas um dia pode. E não é demérito algum reconhecer a derrota. Pro que quer que seja.
Perdi muito, e errei muito nessa (curta) vida. Mas ando com uma vontade infinita de acertar agora.
Uma vontade infinita que começa na hora de levantar, com um sorriso no rosto e que vai até eu dormir com o mesmo sorriso estampado.
Isso não é alegria, meus caros. Isso é paz.
Isso é a certeza de estar no caminho certo.
Isso é amor próprio.
E é esse o amor que eu sempre quis. Pois só se pode amar alguém depois que o sujeito aprende a se amar.
04/04/2013
A Escolha é Sua.
Porra, li isso hoje numa embalagem pra viagem do McDonalds e fiquei intrigado.
Primeiro que nem tem McDonalds aqui em Araruama, e isso me deixa muito, muito triste. E feliz também, já que se tivesse, provavelmente eu seria hoje um homem endividado e gordo... E isso fomenta minha indagação: A escolha é minha?
Mas é claro que é! E eu escolheria ser um gordo com artérias entupidas e cheio de papa embaixo do queixo fino que eu possuo. Claro, essa não é a escolha que eu propriamente escolhi, pois eu apenas escolheria ser feliz comendo 2 hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles num pão com gergelim mas... Tudo tem seu preço, não é?
Mas será que esse preço está sempre assim, tão claro? Pois é óbvio que quem come muito esse lixo sólido dos fast-foods da vida está assumindo o risco de morrer de parada cardíaca em cima de uma maca velha e suja que tem cheiro de hospital público.
Sei lá.
Sério, sei lá.
Se paro para pensar, chego a conclusão que toda atitude que tomei tinha como contrapartida riscos que eu correria.
Por exemplo: Ontem cortei o cabelo pois não aguentava mais ficar com o cabelo bagunçado feito um retardado. E mesmo sabendo que estaria reduzindo pela metade a eficiência de eventuais cafunés, eu fui lá e cortei.
Conclusão: Agora eu me olho no espelho e me pareço com um dedão, de tão horrível que ficou.
Bom, a escolha foi minha, não é? Foi, claro que foi.
Não adianta ler isso ai, do outro lado, e franzir a testa dizendo: Mimimi, mas existem coisas que acontecem sem que a gente saiba que vai acontecer.
Claro! Até porque imprevisibilidade também é um risco que a gente corre.
Então por que diabos a gente reclama tanto? Tudo é uma escolha, e tudo é um risco.
Deveríamos parar de condenar as escolhas e chorar pelas consequências.
Até porquê, de tanto que se erra uma hora o presente se acerta. e o imprevisível se torna uma grata surpresa.
E parabéns ao Mc Donalds, por me deixar com tanta vontade de ser feliz.
Primeiro que nem tem McDonalds aqui em Araruama, e isso me deixa muito, muito triste. E feliz também, já que se tivesse, provavelmente eu seria hoje um homem endividado e gordo... E isso fomenta minha indagação: A escolha é minha?
Mas é claro que é! E eu escolheria ser um gordo com artérias entupidas e cheio de papa embaixo do queixo fino que eu possuo. Claro, essa não é a escolha que eu propriamente escolhi, pois eu apenas escolheria ser feliz comendo 2 hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles num pão com gergelim mas... Tudo tem seu preço, não é?
Mas será que esse preço está sempre assim, tão claro? Pois é óbvio que quem come muito esse lixo sólido dos fast-foods da vida está assumindo o risco de morrer de parada cardíaca em cima de uma maca velha e suja que tem cheiro de hospital público.
Sei lá.
Sério, sei lá.
Se paro para pensar, chego a conclusão que toda atitude que tomei tinha como contrapartida riscos que eu correria.
Por exemplo: Ontem cortei o cabelo pois não aguentava mais ficar com o cabelo bagunçado feito um retardado. E mesmo sabendo que estaria reduzindo pela metade a eficiência de eventuais cafunés, eu fui lá e cortei.
Conclusão: Agora eu me olho no espelho e me pareço com um dedão, de tão horrível que ficou.
Bom, a escolha foi minha, não é? Foi, claro que foi.
Não adianta ler isso ai, do outro lado, e franzir a testa dizendo: Mimimi, mas existem coisas que acontecem sem que a gente saiba que vai acontecer.
Claro! Até porque imprevisibilidade também é um risco que a gente corre.
Então por que diabos a gente reclama tanto? Tudo é uma escolha, e tudo é um risco.
Deveríamos parar de condenar as escolhas e chorar pelas consequências.
Até porquê, de tanto que se erra uma hora o presente se acerta. e o imprevisível se torna uma grata surpresa.
E parabéns ao Mc Donalds, por me deixar com tanta vontade de ser feliz.
Mas Que Porra?
Oh, tive uma ótima ideia para um poema mas... ah. Já escreveram antes de mim.
Talvez eu queira começar a falar sobre bolas de beisebol. Alguém já falou sobre bolas de beisebol?
Putz, alguém já deve ter falado.
E sobre bolas de basquete? Ah... também.
Então calma ai. Vou mudar o foco. Vou falar sobre música!
Mas não, eu não sei tocar violão. Nem gaita. Nem sem ligar o mini system lá de casa.
Aliás, eu não tenho mini system. Nem Micro system, Master system ou Sega saturn.
Já tive um dia, e era bem divertido.
Não pera, não quero desviar do assunto.
Mas qual era mesmo o assunto?
Por favor, estou confuso!
Ah sim, música. Música faz bem à alma, ao corpo e ao coração.
E acho que nem existem estudos que falem sobre isso. Ou existem?
Nunca li sobre, pelo menos.
Aliás, será que existe algo que nunca tenha sido falado? Inventado?
Será que existe algum sentimento que eu nunca tenha vivido?
E será que as coisas só existem se eu as sentir? Acho que não ein...
Bom, pelo menos o mini system eu sei que existe, eu é que não tenho.
Mas de música o que eu sei é que é muito sem graça dançar sozinho.
Pera, que porra isso tem a ver?
Que seja. Imagina, você lá todo gostosão dançando e se movimentando como se não houvesse amanhã!
É divertido, muito divertido! Só que não. E ainda consegue ser tedioso quando acaba.
Seu corpo dói, sua cabeça gira e isso tudo foi sem motivo algum, sabe?
Você queria estar lá, dançando feito um louco, querendo pagar de sensual, mas na verdade... estava a quilômetros de distância disso.
Mas falando sobre dores corporais, eu adoro elas. Mas só gosto delas quando me lembro que são resultantes da companhia de alguém especial.
Sabe, tipo uma mordida, ou um soco de brincadeira.
Sinto como se fosse uma forma de deixar impresso em mim que a pessoa esteve ali.
"Não chegue perto, essa parte é minha RAWR".
Mas que merda, sobre o que eu estou falando?
Eu estou com gripe, cansado, suando e cheio de trabalho pra fazer! Ouvindo The Cure e Incubus aloucadamente! Aloucadamente pensando no que nunca pensei em pensar. No que nunca pensei que pensaria. Pensando em como estou sendo redundante... E no quanto eu não estou me importando com isso.
Ah mano, para. Já passou da hora de ser repetitivo, cansei de lenga-lenga, de remoer os erros, de procurar os acertos. Bola pra frente, eu quero mais é ser diferente.
Talvez eu queira começar a falar sobre bolas de beisebol. Alguém já falou sobre bolas de beisebol?
Putz, alguém já deve ter falado.
E sobre bolas de basquete? Ah... também.
Então calma ai. Vou mudar o foco. Vou falar sobre música!
Mas não, eu não sei tocar violão. Nem gaita. Nem sem ligar o mini system lá de casa.
Aliás, eu não tenho mini system. Nem Micro system, Master system ou Sega saturn.
Já tive um dia, e era bem divertido.
Não pera, não quero desviar do assunto.
Mas qual era mesmo o assunto?
Por favor, estou confuso!
Ah sim, música. Música faz bem à alma, ao corpo e ao coração.
E acho que nem existem estudos que falem sobre isso. Ou existem?
Nunca li sobre, pelo menos.
Aliás, será que existe algo que nunca tenha sido falado? Inventado?
Será que existe algum sentimento que eu nunca tenha vivido?
E será que as coisas só existem se eu as sentir? Acho que não ein...
Bom, pelo menos o mini system eu sei que existe, eu é que não tenho.
Mas de música o que eu sei é que é muito sem graça dançar sozinho.
Pera, que porra isso tem a ver?
Que seja. Imagina, você lá todo gostosão dançando e se movimentando como se não houvesse amanhã!
É divertido, muito divertido! Só que não. E ainda consegue ser tedioso quando acaba.
Seu corpo dói, sua cabeça gira e isso tudo foi sem motivo algum, sabe?
Você queria estar lá, dançando feito um louco, querendo pagar de sensual, mas na verdade... estava a quilômetros de distância disso.
Mas falando sobre dores corporais, eu adoro elas. Mas só gosto delas quando me lembro que são resultantes da companhia de alguém especial.
Sabe, tipo uma mordida, ou um soco de brincadeira.
Sinto como se fosse uma forma de deixar impresso em mim que a pessoa esteve ali.
"Não chegue perto, essa parte é minha RAWR".
Mas que merda, sobre o que eu estou falando?
Eu estou com gripe, cansado, suando e cheio de trabalho pra fazer! Ouvindo The Cure e Incubus aloucadamente! Aloucadamente pensando no que nunca pensei em pensar. No que nunca pensei que pensaria. Pensando em como estou sendo redundante... E no quanto eu não estou me importando com isso.
Ah mano, para. Já passou da hora de ser repetitivo, cansei de lenga-lenga, de remoer os erros, de procurar os acertos. Bola pra frente, eu quero mais é ser diferente.
02/04/2013
Da Tempestade à Calmaria.
Talvez nem com um milhão de palavras eu pudesse traduzir o que andou acontecendo por aqui.
Alguém passou, deixou tudo bagunçado, abriu as janelas e entupiu os ralos.
A poeira ficou nos móveis.
A terra ficou nos tapetes.
As manchas pesadas ficaram nas camisas.
Os azulejos ficaram encardidos.
A pia lotada de louças sujas.
Coisas agarradas nas paredes...
Ufa! Pensei que não terminaria.
Estaria até agora falando se eu já não estivesse faxinando toda essa bagunça enquanto falava.
Falar.
Falar demais e não analisar foi um grande erro.
Ô se foi.
Mas e agora José?
Agora as coisas começaram a ir pros lugares!
Roupas mais limpinhas, paredes brilhando...
Claro que ainda tem poeira pra ser batida, claro que ainda tem grama pra aparar mas... Quem se importa? De pouco em pouco a perfeição vem na nossa direção.
Ao menos a casa já está aberta a muito tempo, minha cara.
Pode entrar, a casa é sua.
Mas feche a porta.
Alguém passou, deixou tudo bagunçado, abriu as janelas e entupiu os ralos.
A poeira ficou nos móveis.
A terra ficou nos tapetes.
As manchas pesadas ficaram nas camisas.
Os azulejos ficaram encardidos.
A pia lotada de louças sujas.
Coisas agarradas nas paredes...
Ufa! Pensei que não terminaria.
Estaria até agora falando se eu já não estivesse faxinando toda essa bagunça enquanto falava.
Falar.
Falar demais e não analisar foi um grande erro.
Ô se foi.
Mas e agora José?
Agora as coisas começaram a ir pros lugares!
Roupas mais limpinhas, paredes brilhando...
Claro que ainda tem poeira pra ser batida, claro que ainda tem grama pra aparar mas... Quem se importa? De pouco em pouco a perfeição vem na nossa direção.
Ao menos a casa já está aberta a muito tempo, minha cara.
Pode entrar, a casa é sua.
Mas feche a porta.
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