17/03/2013

Água.

Essa sua forma de falar, de encantar, de me encorajar.
Esse sorriso forçado, as vezes disfarçado, um tanto quanto embaraçado.
Queria sentir seu cheiro, te consumir por inteiro, feito a hora do relojoeiro.

Menospreze meu ser, me faça perceber, quero apenas saber.
O que te vale minha vida, essa minha parte descabida, completamente perdida?
Se em seu trono de rainha, esbanja toda sua ladainha, e então, adivinha?

Eu cansei de rimar.
Cansei de deixar no ar.
Passei a nadar no meu mar.

E do lado de fora, a chuva caia forte.
Acabei saindo pra encontrar minha sorte.
Não que isso lhe importe.

Simplesmente deixei a água bater em meu rosto, me limpar, me levar.
E renovado como estava, reparei que ainda me resta muita, muita força.
Sinceramente, eu não me importaria de passar todo o meu dia aqui, reaprendendo.
Não reaprendendo a amar, a andar ou a entender o mundo.
Mas reaprendendo a ser eu mesmo.

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