20/03/2013

Decadência.

Não é como se eu estivesse fugindo, mas torna-se difícil a convivência do meu eu verdadeiro aqui.
Vale frisar que nunca manipulei por vontade própria um único fio de cabelo sequer que não fosse meu, pois isso vai totalmente contra meus princípios. E meus princípios são muito meus para que eu passe por cima deles.
Houve um tempo em que eu me perdi num vale. Vale esse que parecia sem fim, tendo em vista a obscuridade dele. E como num passe de mágica, boom.
Apareci aqui.
Isso demonstra claramente que eu aprendi a viver vivendo. E tomando nem um nem dois, mas milhares de tombos. Tombos que eu ainda tomo constantemente, e que ainda irei tomar por muito, muito tempo. Tombos que eu nunca obrigarei ninguém a entender.
É pedir demais para mim que eu me entregue aos braços do destino, se em meu passado fui privado de meus sonhos. Um homem sem sonhos é um homem vazio, e eu tive que preencher esse vazio durante muito tempo com perseverança.
Hoje eu sou mais sonhador, mas um sonhador sereno.
Um sonhador acostumado a cheirar o medo das pessoas de longe, pois só eu sei o quanto fede o medo alheio.
Mas, mais e mais tudo vai deixando de ser aquilo que eu conhecia. E o que sobra aqui? Espasmos de melancolia e decadência. Decadência do fortalecimento.
Sinceramente, eu não vou ser quem pressupõe as coisas, não mais, pois cansei de pagar na mesma moeda. A indiferença sim, essa não pode ser nunca descartada. Pois se um dia for indiferença de verdade, ai não restará dúvidas: A repugnância será a culpada, e a covardia, enterrada.

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