Feche as cortinas, tape a janela. Quero enxergar você com meus dedos.
Venha cá, deite-se comigo. Seu ombro amigo.
Abaixe suas facas, não precisa de armas.
Abaixe seu coração, não precisa dessa solidão.
Um sopro alegre pelas cortinas, cortinas de falsa seda.
Tão falsa que não retrata a doçura de sua pele que encosta na minha no calor do abraço.
Mas com tanto descaso, ignora meu olhar. Ao mesmo tempo, se felicita com meus lábios.
Enquanto isso a chuva bate lá fora, ardendo no chão quente do verão.
Aquele vapor delicioso que embaça nossa fuga do mundo real.
E o que é real, senão um punhado de sonhos concretizados?
Pois bem meu bem, qual seria o problema em tornar real aquilo que está no subconsciente?
Qual a dúvida em deixar minha sobriedade lhe fazer contente?
Mas lá ia ela, intangível. Enrolada nos cobertores de minha cama, fugia para longe dali.
Fugia dos sonhos que eu serenamente costurava.
O coração que teimava em taquicardear. O céu que não desistia de chorar.
E quanto mais conhecia, mais queria se jogar de cabeça.
E quanto mais sorria, mais queria andar no seu sorriso.
Mas e essa teimosia? Essa fanfarrice?
Ah, a sorte não é um raio para 2 lugares.
Mas afinal, e meu corpo que teima em segui-la, que teima em achá-la?
Isso não me compete, mas por favor, deixe que eu lhe complete.
Mesmo ja tendo falado com voce, preciso deixar registrado um comentario aqui. Esse e meu tipo de texto. Tao cheio de paixao, da pra sentir o ritmo e a intensidade. Gostei muitao :D
ResponderExcluirObrigado Bets :3 Foi num momento de rara inspiração, mas também gostei! AHAHHAHA
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