São 10:30AM. Se aproxima na esquina Catherine. Moça esbelta, 1,72m de pura exuberância. Cabelos negros feito a noite que ela odeia. Transbordando sua jovialidade e simpatia rara, ela adentra na lanchonete. Comida simples, mas suficientemente saborosa para nossa amiga. Trajando um vestidinho retrô de listras vermelhas e brancas, mais parece uma bonequinha dos anos 60 do que uma atual rapariga cool. Senta-se em uma mesa com belos arranjos de flores, delicadas feito sua pele branca. Olha ao redor, e verifica que seus amigos de faculdade estão numa social, sorridentes e despreocupados, virando seus martinis e vodkas. Ela decide por bem não os atrapalhar, ela não estava nos seus melhores dias. Estava tendo pensamentos perturbadores, os quais ela já estava hesitando em controlar. Seu celular toca. Anthony, seu namorado, liga para desmarcar pela terceira vez no mês o compromisso na citada lanchonete. Ela, não se deixando abater, decide continuar ali e deixar seguir aquela manhã ensolarada que lhe cobre o rosto pela vidraça revestida de adesivo fumê. O garçon se aproxima. Um senhor de meia idade, com aparência vistosa e deveras simpático, de uma cordialidade rara hoje em dia.
- Seu pedido está pronto senhora. Seu suco de laranja com uma colher de açúcar, misturado com o próprio canudo, e seu sanduíche de atum com azeitonas pretas e alface crespa. No capricho!
- Mas... eu não havia pedido nada ainda!
- Era exatamente o que a senhora queria, não é?
Perplexa com a exatidão do garçon, ela se indaga: Como alguém poderia saber exatamente o que quero? Por um instante a tarde fica paralizada. Os sorrisos ficam estáticos, a localidade gira. Ela tem um pequeno choque, mas mantém a pose. Eis que o garçon lhe pergunta, com sua cordialidade já citada:
- Posso me sentar, senhora?
- Mas e seu trabalho? Não tem que atender tantas outras mesas?
- Não estou em meu expediente. Lhe atendi pois assim julguei ser necessário.
- Mas sou apenas mais uma nesse restaurante, e você nem me conhece! Além de que não tenho idade para ser sua paquera. Se é isso que pensas...
- Não é o caso senhora, além de que, se fosse, eu lhe diria assim que cheguei. Não tenho qualquer motivo para ser falso comigo mesmo, tampouco com as pessoas que me rodeiam. Aliás, eu lhe atendi pois era o que eu queria, e minha vontade sempre será saciada.
Nesse momento o senhor franze a testa e coça sua sobrancelha. Catherine se indaga, o senhor é tão firme em suas palavras, isso abala sua estrutura interior. Ela não entende direito aonde ele quer chegar, mas decide pagar para ver. Dá uma mordida discreta em seu sanduíche, ato minuciosamente reparado pelos olhos do garçon que nada deixa escapar.
- Morde tão delicadamente que eu seria capaz de dizer que tens medo de parecer esfomeada perto de todos.
- É errado ser educada enquanto se alimenta?
- Não. Errado é se limitar do prazer que matar a fome proporciona.
Ela pensa antes de falar alguma coisa com ele. Dá uma segunda mordida, essa bem mais generosa. Reparando na situação, o garçon sorri e fecha os olhos. Ela repara e também sorri, talvez por agradecimento, talvez por educação. Fato é que o fato de seu namorado ter furado com ela a incomoda, e isso a deixa bastante inquieta.
- Seu namorado não veio não é?
Pasma e com uma dose cavalar de medo, ela esbugalha seus delicados olhos e solta ferozmente:
- Você anda me espionando? O que quer de mim? Eu já lhe disse que não quero nada com homens velhos!
- Já disse uma vez, não irei repetir. (Nesse momento seu semblante fica sério). Para mim é fácil demais saber o que você quer de verdade, o que pensa e o que faz de verdade.
Catherine fica novamente estática. Não entende absolutamente nada do que aquele senhor grisalho lhe diz. O medo penetra seu ser. Sua boca fica um pouco trêmula, feito suas mãos finas.
Quem é você? - Indaga ela.
Sou sua consciência. - Diz com firmeza o garçon.
Agora nada mais fazia sentido. O que aquele senhor estava falando? Ele é louco? O que ele quer? Aonde quer chegar?
Ela ri histéricamente. Aperta o sanduíche que se espreme nas suas mãos já não tão delicadas como a alguns minutos atrás. Seus amigos olham, e acham estranho, mas não se metem, pois a diversão não poderia parar.
Num ato momentâneo e crédulo, ela solta:
- Adivinhe o que eu estou pensando então.
Ele não pensa duas vezes:
- Você já se imaginou na cama com aquele jovem esbelto da mesa 32 umas duas vezes, desde que me sentei. Notou que seu sanduíche está com sabor levemente agridoce e, nesse exato momento, está pensando no quanto é cafona o uniforme que estou trajando.
Ela engasga. Teme estar ficando louca. Começa a tocar o braço do garçon. Toca sua pele morena, e sente os longos pelos negros que ele possui. Se belisca, tenta entender o que é real ali. Nada fazia sentido!
- Escute, eu só vim conversar com você. Quero lhe dizer algumas coisas. Não tenha medo, é raro esse tipo de situação existir. Encare como uma conversa com seu subconsciente.
- Se o que você diz é verdade, então é uma conversa com meu subconsciente de fato.
Os dois riem, sincronizadamente, no mesmo tom e intensidade. O garçon respira, e lhe pergunta:
- Já pensou no quanto você sufoca seus desejos?
- Não. Eu faço isso com frequência?
- Sim. A todo o instante. Muitas pessoas percebem isso.
Ela sabia que era verdade.
- Olhe, não te julgo. A inteligência é o meio que encontramos para dominar nossos instintos mais ferozes.
- Realmente, se eu fizesse tudo que eu já quis...
- Exato. Não é errado sentir vontades que não pode cumprir. Errado é se achar errada por querer eles.
Ele complementa:
- Você ama seu namorado, mas tem desejos com seu amigo ali da outra mesa. Ele, por sua vez, ali é o mais alegre, contente por ter uma vida bem-sucedida não é? Não. Todas as noites chora pela morte de sua ex-noiva, fato que ele nunca quis contar para ninguém. Fazem 10 meses que ele não se relaciona com alguém.
- Que horror! E eu nutrindo desejos por ele e...
- É errado nutrir desejo por alguém que está frustrado pela morte da amada, mas é aceitável querer estando você feliz em seu relacionamento? O choque da notícia lhe fez pensar, mas a verdade é que é quase impossível conciliar o seu desejo sexual com as normas de conduta da civilização. É essa moral que a sufoca. Pensa sempre numa forma de botar em ação aquilo que nunca irá botar.
Já era certo que ele realmente era quem dizia ser, afinal, ninguém poderia falar com tanta exatidão e precisão aquilo que estava dentro de seu âmago. Ele continua:
- Você prega bons costumes, defende milhares de pensamentos que, na verdade, não os cumpriria ou não compartilha realmente. É hipócrita. Mas não se preocupe, todos são.
- Como você pode me chamar de hipócrita assim?
- Tenho autoridade para isso, afinal, eu estou dentro de você.
Ela engoliu a seco.
- Olha, estou confusa. Eu poderia ficar horas pensando sobre isso! Não é legal quando jogam na nossa cara assim, de uma vez, a nossa real personalidade.
- Ninguém está preparado para admitir muitas coisas. O certo é certo para você se assim for. Se for errado, será só para você. O dissernimento entre certo e errado deve ser feito apenas por ti, e mais ninguém. Compreende?
- Sim, isso parece óbvio.
- Mas quase ninguém vive dessa forma. É sempre mais importante manter aparências, preceitos...
- Então você quer dizer que sou suja, nojenta?
- Não. Você é humana e racional, e tal qual não consegue expor totalmente tudo que pensa. Isso até certo ponto é bom.
- Então não é bom expor demais o que penso, mas é errado manter todos os meus desejos dentro de mim?
- O errado é o que você enxerga errado.
Ela olha para trás e vê seus amigos novamente.
- Você queria estar ali, não é?
- Sinceramente, sim.
- Está progredindo, já consegue confessar o que quer de fato.
- Eles parecem felizes.
- Posso te dar a certeza que nenhum ali está totalmente satisfeito com a vida.
- Como sabe?
- Olhe o rapaz ao lado de seu amigo desejado. Ele é gay. Mas não pode dizer isso ao mundo pois seus pais o repreenderiam.
- Jorge é gay? Bem que eu reparei...
- Não se pode esconder uma mentira a todo instante. Uma hora nosso corpo diz o que a boca gostaria de dizer.
- Faz sentido.
- Aquela menina ao lado, de corsete preto.
- Nicolle! Ela é bem fofa, nunca entendi como gosta de ficar em ambientes de bebedeira.
- Ela já quis transar com Jorge. E você. Juntos.
(Espanto) - Eu jurava que ela era livre de pensamentos assim!
- Todos tem desejos e até impulsos sexuais, as vezes complexos demais para a sociedade.
- Estranho seria se ela não gostasse de sexo.
- Pois é, a curiosidade sexual é equiparável à sede de conhecimento. Mas continuando, vê o rapaz de óculos fundo?
- Matheus.
- Ele é o mais normal dali. É religioso, frequenta a igreja toda a semana e tem uma namorada simpática. Ele já pensou em matá-la exatamente 392 vezes.
- Não parece tão assustador.
- Claro, você já quis fazer o mesmo com seu namorado.
Parecia cada vez mais fácil lidar com aquilo tudo. Passaram-se 10 minutos apenas, mas o garçon parecia ser um conhecido de anos para ela. Catherine já sorria enquanto ele lhe falava os desejos mais sórdidos de todos naquela lanchonete. O mundo estava ganhando um novo significado, era engraçado perceber os desejos sórdidos de uma geração inteira.
- Seria muito mais fácil se os humanos decidissem viver uma reta contínua. Se voltássem as condições primitivas, seríam mais felizes. Mas teimam em viver numa parábola, e esquecem que ela tem um fim. Realmente, todos são falsos moralistas. Crer mais na moral do que no amor. Ter mais normas e menos piedade. Viver esteriotipado num mar infindo de baboseiras inventadas. Hipocrisia. Mas em certa dosagem, necessária para viverem inertes, sedados em prol de uma harmônica vida.
- É repugnante viver afundado em mentiras.
- Sim, principalmente quando as pessoas a sua volta percebem isso.
- Não estou entendendo.
- Seu namorado, ele te deu um bolo pois queria que pensasse na sua vida. Ele não sabe como te ajudar, mas, não quer desistir de você, então está lhe dando espaço para se ajeitar.
- Como posso culpar ele a todo instante de meus problemas, e ele querer tanto meu bem?
- Ninguém está 100% ciente de tudo o que os outros pensam. Não se culpe.
- Fico um pouco transtornada com isso, sempre quis o bem dele, eu o amo!
- Quando se ama, você se torna forte, principalmente quando para de pensar no quanto você ama, e percebe o quanto é amada. Segurança gera confiança, que gera força, que gera incentivo.
Os olhos dela ficam marejados, mas ela não chora. Parece que ela constatava que a vida tinha mais significados do que parecia.
- Nem toda vontade foi feita para ser suprida. Mas nem todas foram feitas para serem reprimidas. Apenas viva, e não se preocupe com motivos, apenas com escolhas. E faça as que lhe convir, ok?
- Ok.
- Só existem duas maneiras de ser feliz na vida: Ser idiota ou se fazer do mesmo.
- Parece simples.
- É mais difícil do que imagina.
- Será mesmo?
- Você nunca conseguiu nenhum dos dois.
- A mente humana é estranha.
- Repudiar as outras mentes por conflitarem com seus ideais é mais estranho ainda.
- Trágico.
- Talvez vocês melhorem um dia.
- Confia tanto em nós?
- Um dia vocês foram assim.
- Afinal, você é minha consciência mesmo?
- Na verdade sou a consciência coletiva, por isso compreendo todos. E estou aqui desde sempre, por isso falo com tanta precisão as coisas.
Ele se levanta, bate poeira de seu avental surrado. Ela fita-o. O restaurante ecoava sonoras risadas falsas. Catherine parecia identificar agora a verdade por detrás de rostos sorridentes. Ela seria capaz de chorar, ao ver aqueles sorrisos. Ela volta seu olhar a ele.
- Você já vai embora?
- Já. Já cumpri meu papel hoje.
- E qual era?
- De te mostrar que o falso é em grande parte, a verdade de cabeça para baixo.
- E achas que eu vou mudar assim, do nada?
- Não. Tens em mãos a reta e a parábola a seguir. Tenho certeza que irá escolher o melhor método.
Ele sai pelas portas dos fundos. Ela, sai de cabeça erguida pela porta da frente. O mundo recomeçava a partir dali.
25/06/2012
23/06/2012
Fuso Horário!
Enquanto ela dorme, eu estou acordado. Quando eu durmo, ela desperta.
Não é que não exista interesse. O amor é o mesmo. Mas não conseguimos manter nossos olhos abertos para trocarmos mais informações cotidianas. O mundo está girando e nós nos cansamos dele.
Mas não de nós.
Mesmo que as vezes por pouco tempo, sempre me sinto satisfeito por falar com ela, e de desejá-la a todo instante no meu dia. Assim como é visível que assim ela se sente nas suas noites infindas.
Isso poderia incomodar a muitos, mas é incrível que a mim não incomoda.
Acho que isso deve ser um exemplo que nos encaixamos bem, feito sol e lua, dia e noite. E antes que eu desperte, sonho com ela acordada, no momento que ela pensa em mim.
Vamos nos manter sóbrios. E que despertemos.
Mas é lindo ver ela dormir. Ah... como é.
Não é que não exista interesse. O amor é o mesmo. Mas não conseguimos manter nossos olhos abertos para trocarmos mais informações cotidianas. O mundo está girando e nós nos cansamos dele.
Mas não de nós.
Mesmo que as vezes por pouco tempo, sempre me sinto satisfeito por falar com ela, e de desejá-la a todo instante no meu dia. Assim como é visível que assim ela se sente nas suas noites infindas.
Isso poderia incomodar a muitos, mas é incrível que a mim não incomoda.
Acho que isso deve ser um exemplo que nos encaixamos bem, feito sol e lua, dia e noite. E antes que eu desperte, sonho com ela acordada, no momento que ela pensa em mim.
Vamos nos manter sóbrios. E que despertemos.
Mas é lindo ver ela dormir. Ah... como é.
17/06/2012
Corpo.
Esse brilho de seus olhos me fascina. Incrível e ao mesmo tempo estranho, já que nunca senti isso. Sinto palpitações enquanto fico sentado, estático em frente a câmera. Seu sorriso me seduz. Me traz sensações boas, das românticas às eróticas. Eu tenho fascínio por você. Seu andar é calmo, e quando vem de encontro a mim, eu sinto como se estivesse prestes a agarrar o mundo com as mãos. Feliz constatar que meus braços são capazes de te abraçar. Loucura é a palavra certa para expressar tudo entre nós. Mas é uma loucura sadia. O desenho de seu rosto em contato com meus dedos, eu te leio sem precisar te ver. Mas o brilho de seus olhos, ah... eles realmente dizem muito sobre nós. É neles que encontro seu eu verdadeiro, aquele escondido até de você. Essa força reluzente, que me deixa sorridente, só eu sei explicar. Aliás, eu só poderia tentar, nunca totalmente. Quando emudece, sinto calafrios, mas assim que fala um oi carinhoso, me sinto aquecido. Sua voz me desperta do gelo, sua respiração me aquece do frio. Suas mãos de encontro ao meu corpo, parece ter a experiência de décadas sobre meu corpo, a teu controle. Seu toque singelo me estremesse. Essa é a sensação de amar e ser amado? Pois se é, eu tenho certeza que esperei o tempo certo para encontrar meu mundo.
16/06/2012
Foda-se o passado. O futuro está em suas mãos.
Esse tic-tac do relógio da parede me enlouquece. Sedento por passar o tempo, ele fica numa interminável lavagem cerebral me fazendo perceber que o tempo está passando. A única coisa atemporal é o próprio tempo, belo como ele só, que dança uma valsa invisível tocada pelos melhores músicos. É belo, suave... delicado. A divisão também é bela. Passado, presente e futuro. O futuro a nossa frente. Impossível dizer o que nos espera. O passado, atrás. Eis o perigo. O tormento de uma vida passada as vezes é deveras pesado para nós lidarmos. Mas temos o presente, que por ironia da palavra, nos é dado. E é nele que devemos nos agarrar. Passado atormenta, mas morre lá, na memória. O presente sim, é dádiva.
Percebo por um instante que esse tic-tac é nosso presente. Nos faz perceber que o tempo passou. A vida seguiu. Encaixe perfeitamente passado/presente/futuro, se souber bem, terás uma vida perfeita. Dos erros do passado, você tira experiência suficiente para moldar o futuro perfeito, com seu presente enviado pelo tempo. Ah tempo, você é muito camarada. Generoso, nos dá a chance de redenção. Nos felicita com a história de nossas vidas. Tranca nossos erros, e libera novas perspectivas de felicidade. Você quer nos ensinar sempre que a vida segue não é? Somos errôneos em não perceber as vezes, mas em um contexto geral, batemos bola pra frente sempre. É natural. Assim caminha a humanidade. Fora as boas lembranças, nosso passado não tem serventia mesmo. Por isso, gritemos em tom uníssono, eu e você, belo senhor tempo: Foda-se o passado, o futuro está em suas mãos.
Percebo por um instante que esse tic-tac é nosso presente. Nos faz perceber que o tempo passou. A vida seguiu. Encaixe perfeitamente passado/presente/futuro, se souber bem, terás uma vida perfeita. Dos erros do passado, você tira experiência suficiente para moldar o futuro perfeito, com seu presente enviado pelo tempo. Ah tempo, você é muito camarada. Generoso, nos dá a chance de redenção. Nos felicita com a história de nossas vidas. Tranca nossos erros, e libera novas perspectivas de felicidade. Você quer nos ensinar sempre que a vida segue não é? Somos errôneos em não perceber as vezes, mas em um contexto geral, batemos bola pra frente sempre. É natural. Assim caminha a humanidade. Fora as boas lembranças, nosso passado não tem serventia mesmo. Por isso, gritemos em tom uníssono, eu e você, belo senhor tempo: Foda-se o passado, o futuro está em suas mãos.
14/06/2012
When You Were Young.
Eu te vi lá, sentada com toda sua angústia. Esperava alguém, pra te salvar de sua história antiga. Não sabia mais se perdoar, e eu quis me aproximar.
Eu não me pareço com Jesus, mas posso ser doce e cavalheiro, da forma como eu acredito que você sempre imaginou quando jovem.
Eu posso te levar aos lugares mais altos, contanto que escalemos devagar. Vamos devagar meu amor, vamos devagar.
Te pegarei pelas mãos, vamos cruzar além do horizonte, do céu, vamos pegar carona no furacão. Somos jovens ainda.
Você pode fechar os olhos e ver aonde estava, mas minha cara, você ainda é jovem.
Dizem que a água do demônio não é tão doce. Não vamos beber dela, apenas molhar os pés, um pouco toda hora.
Eu te vi lá, sentada com toda sua angústia. Esperava alguém, pra te salvar de sua história antiga. Não sabia mais se perdoar, e eu quis me aproximar.
Eu não me pareço com Jesus, mas posso ser doce e cavalheiro, da forma como eu acredito que você sempre imaginou quando jovem.
Não pareço nem um pouco com Jesus, mas você sabe não é?
Eu não me pareço com Jesus, mas posso ser doce e cavalheiro, da forma como eu acredito que você sempre imaginou quando jovem.
Eu posso te levar aos lugares mais altos, contanto que escalemos devagar. Vamos devagar meu amor, vamos devagar.
Te pegarei pelas mãos, vamos cruzar além do horizonte, do céu, vamos pegar carona no furacão. Somos jovens ainda.
Você pode fechar os olhos e ver aonde estava, mas minha cara, você ainda é jovem.
Dizem que a água do demônio não é tão doce. Não vamos beber dela, apenas molhar os pés, um pouco toda hora.
Eu te vi lá, sentada com toda sua angústia. Esperava alguém, pra te salvar de sua história antiga. Não sabia mais se perdoar, e eu quis me aproximar.
Eu não me pareço com Jesus, mas posso ser doce e cavalheiro, da forma como eu acredito que você sempre imaginou quando jovem.
Não pareço nem um pouco com Jesus, mas você sabe não é?
Cinzeiro.
Paro em frente ao meu velho cinzeiro, hoje vazio.
Analiso minuciosamente cada detalhe. Ele é de bronze, com alto relevo e bastante pesado.
Ele deixava meu cigarro com um gosto diferente, melhor.
Ficava levemente úmido, por causa do calor da brasa, e com isso, o próprio cigarro se molhava.
Nada que impedisse um trago perfeito.
Fiquei analisando por alguns minutos, e acabei lembrando de quando fumava.
Eu me sentindo dono do mundo enquanto morria.
Tão doce o momento de fumar. É poético.
A fumaça pesada saindo de seus pulmões para flagelar minha boca.
Um pouco sempre saía pelo nariz. Era uma sensação incrível de poder vazando de mim. Confiança em pequenas doses.
O problema é que o poder entrava e saia. E no final o cigarro sempre vinha a acabar.
O que me sobrava era um estômago dolorido, refluxos infernais, e um cheiro forte de tabaco impregnado em meus dedos que, confesso, eu amo.
Lembro que eu parecia mais sério ao fumar. Parecia mais homem. Parecia mais forte. Mas, só parecia enquanto eu o fazia.
Era tão momentâneo que me cegava. Repugnante.
Eu estava em profundo desgosto.
Quando decidi largar o vício, achei que seria difícil, que eu imploraria por cigarros, quebraria promessas e pior, gastaria o que nem tenho para me sustentar de novo.
Mas é engraçado, nada disso aconteceu.
Eu sinto repulsa do meu eu antigo. Quando me lembro dos momentos em que eu fumava, vejo um grande ator, camuflando as mazelas da vida e envelhecendo rapidamente, enquanto fumava um Lucky Strike e se embebedava sozinho, chorando por amores inexistentes, criados para satisfazer minhas necessidades de me sentir humano.
Quantas queimaduras, algumas ainda visíveis. Quantos problemas de saúde, alguns ainda vigorosos.
E me fode depreciativamente perceber que, de certa forma, ainda sinto vontade disso.
De ser repulsivo? Eu não sei. Na verdade eu não entendo a mente humana.
Faz falta por quê? Eu adoraria saber.
Mas assim eu sigo, com uma sensação única, e que sinceramente, é um dos meus maiores motivacionais para isso: O de me sentir limpo. Não só da fumaça que me deixava fétido, mas de todo o passado que ele representava para mim.
Adeus meu belo cinzeiro, eu não preciso mais de ti.
Analiso minuciosamente cada detalhe. Ele é de bronze, com alto relevo e bastante pesado.
Ele deixava meu cigarro com um gosto diferente, melhor.
Ficava levemente úmido, por causa do calor da brasa, e com isso, o próprio cigarro se molhava.
Nada que impedisse um trago perfeito.
Fiquei analisando por alguns minutos, e acabei lembrando de quando fumava.
Eu me sentindo dono do mundo enquanto morria.
Tão doce o momento de fumar. É poético.
A fumaça pesada saindo de seus pulmões para flagelar minha boca.
Um pouco sempre saía pelo nariz. Era uma sensação incrível de poder vazando de mim. Confiança em pequenas doses.
O problema é que o poder entrava e saia. E no final o cigarro sempre vinha a acabar.
O que me sobrava era um estômago dolorido, refluxos infernais, e um cheiro forte de tabaco impregnado em meus dedos que, confesso, eu amo.
Lembro que eu parecia mais sério ao fumar. Parecia mais homem. Parecia mais forte. Mas, só parecia enquanto eu o fazia.
Era tão momentâneo que me cegava. Repugnante.
Eu estava em profundo desgosto.
Quando decidi largar o vício, achei que seria difícil, que eu imploraria por cigarros, quebraria promessas e pior, gastaria o que nem tenho para me sustentar de novo.
Mas é engraçado, nada disso aconteceu.
Eu sinto repulsa do meu eu antigo. Quando me lembro dos momentos em que eu fumava, vejo um grande ator, camuflando as mazelas da vida e envelhecendo rapidamente, enquanto fumava um Lucky Strike e se embebedava sozinho, chorando por amores inexistentes, criados para satisfazer minhas necessidades de me sentir humano.
Quantas queimaduras, algumas ainda visíveis. Quantos problemas de saúde, alguns ainda vigorosos.
E me fode depreciativamente perceber que, de certa forma, ainda sinto vontade disso.
De ser repulsivo? Eu não sei. Na verdade eu não entendo a mente humana.
Faz falta por quê? Eu adoraria saber.
Mas assim eu sigo, com uma sensação única, e que sinceramente, é um dos meus maiores motivacionais para isso: O de me sentir limpo. Não só da fumaça que me deixava fétido, mas de todo o passado que ele representava para mim.
Adeus meu belo cinzeiro, eu não preciso mais de ti.
13/06/2012
Jovem Demais Para Morrer.
Quando criança, eu costumava ver o mundo com outros olhos.
A visão era simples, mas era complicado para minhas mãozinhas construir as opiniões que eu já tinha.
Tinha meus bonecos que, eu adorava botar para brigarem entre si. No fundo, eles sempre iam para o mesmo balde de brinquedos. Eles eram uma família, e provavelmente tinham muito mais do que eu poderia ter.
Vivia para advogar a favor de meus direitos, mas ninguém queria me ouvir, eu acabava me tornando réu de meu próprio processo, e me mantinha em cárcere mental, querendo ou não, sufocando nas correntes de minha infância inexistente.
Me alimentava de sonhos. Mas comi eles demasiadamente, tanto que mal lembro deles.
Desde cedo aprendi que o papai noel não existia. Nunca ganhei o que quis, e não me tornei mimado por isso, pois era igualmente bom receber meias ou roupas, já que ganhar presentes era algo raro. Pelo menos eu vestia com gosto. Comia com gosto.
Na minha infância eu fui magrinho e gordinho. Dependia da época do ano. Aquela sensação nonsense de fim de ano, e eu nem sabia o que significava nonsense.
Eu era solitário, e como costumavam frisar para mim, eu nunca precisaria de amigos. Eles não servem para nada. Eu aceitava e acatava já que, minhas mãozinhas eram pequenas demais para formar opiniões.
Eu era um em um. Mas nada em poeira. Se soprasse eu sumiria, e nada haveria acontecido ali.
E assim aprendi a ser invisível. Mais que meus pobres bonecos de 1,99.
Num primeiro instante eu adorava minha vida. Eram muitas horas dentro de casa, mas a hora de ir pra escola era divertido, era o único momento em que eu podia ser humilhado fora de casa, era bom, eu me sentia num filme americano sofrendo bullying e isso me tornava importante. Me tornava gente.
Escória, mas alguém.
Eu até queria reagir, mas admito, minhas mãozinhas eram pequenas demais para revidar e impor meus sonhos.
E minha infância se esvaia, sem atenção dos adultos que eu tanto amava, e sem os amigos que eu não tinha. Adorava a pobreza da forma como ela vinha para mim, principalmente por ser tão bem moldada, para que eu me conformasse com ela. Eu perdia bastante tempo ingerindo esse ideal, e por muito tempo foi meu maior banquete inclusive.
Era divertido brincar com bola murcha. Era divertido ter bicicleta e não poder sair com ela.
Era muito bom ver o mundo pela janela.
Com bastante esforço, lembro de algumas traquinagens que fui capaz... Ah, eu nunca fui travesso.
Brincava com meus bonecos e me tornava um boneco.
Desde cedo, fortes vocações geográficas, incessável desejo pela leitura, e medo astronômico de desbravar o mundo.
O mundo começava a partir da porta metálica da minha casinha.
Demorei anos para atravessar ela.
E quando o fiz, constatei: Eu era jovem demais para morrer.
Mas talvez fosse tarde demais pra voltar atrás com minha infância. Afinal, eu acabava de fazer 18 anos.
Minha infância foi levada de mim. Percebi: Eu fingia ser feliz enquanto era estuprado mentalmente pelo conformismo.
Foi divertido enquanto durou. Mas me perdoem adultos que eu tanto amava, pois minhas mãos já são grandes o suficiente para agarrar o mundo.
12/06/2012
On a Valentine's Day...
Eu costumava ser minha própria proteção, mas não mais.
E o tempo passa, e parece não existir tempo.
Soa divertido. Despretensioso.
Entremos num mundo entorpecido, porém saudável.
Amigável a nossos olhos.
Procure meus olhos. Seus olhos.
Essa sensação de caminhar ao encontro de mim mesmo, ao olhar para você e ver meus olhos.
Me ver refletido em sua retina.
E ainda que eu fosse cego eu conseguiria sentir tua beleza.
Magníficos traços doces, rabiscados com algum lápis único, que provavelmente fora destruído após o final da obra de arte.
Mergulho em profundo desconhecido.
Não sei ainda como fiz para chegar aqui.
Não tenho ideia do porquê o céu se mantém azul, mesmo em dias nublados.
E nem porquê mesmo no frio eu sinto calor.
Talvez, porque eu agora tenha seu manto para me cobrir.
Invisível, mas tão cheio de ternura que, chega a ser palpável.
E meu desejo é um só: Devolver todo o amor que você tem por mim. Não dobrado, nem menos. Exatamente igual. Em medidas exatas.
Seu seio, meu melhor travesseiro. Seus braços, minha maior proteção.
O ponto forte, firme, do elo da minha vida.
Aquela em que se pode confiar, o motivo de que eu tenha motivos.
Eu costumava ser minha própria proteção, mas não mais.
E o tempo passa, e parece não existir tempo.
Soa divertido. Despretensioso.
Entremos num mundo entorpecido, porém saudável.
Amigável a nossos olhos.
Procure meus olhos. Seus olhos.
Essa sensação de caminhar ao encontro de mim mesmo, ao olhar para você e ver meus olhos.
Me ver refletido em sua retina.
E ainda que eu fosse cego eu conseguiria sentir tua beleza.
Magníficos traços doces, rabiscados com algum lápis único, que provavelmente fora destruído após o final da obra de arte.
Mergulho em profundo desconhecido.
Não sei ainda como fiz para chegar aqui.
Não tenho ideia do porquê o céu se mantém azul, mesmo em dias nublados.
E nem porquê mesmo no frio eu sinto calor.
Talvez, porque eu agora tenha seu manto para me cobrir.
Invisível, mas tão cheio de ternura que, chega a ser palpável.
E meu desejo é um só: Devolver todo o amor que você tem por mim. Não dobrado, nem menos. Exatamente igual. Em medidas exatas.
Seu seio, meu melhor travesseiro. Seus braços, minha maior proteção.
O ponto forte, firme, do elo da minha vida.
Aquela em que se pode confiar, o motivo de que eu tenha motivos.
Eu costumava ser minha própria proteção, mas não mais.
06/06/2012
Lie.
Mentiras crescem, tomam proporções godzilescas, e dão passos de tartaruga.
Mas chegam aonde tem que chegar.
Por onde passa, deixa seu rastro.
Mentir não te faz uma má pessoa. Te faz uma pessoa desesperada.
Existem momentos, que a mágica do momento te faz mentir.
Mas acreditem, por mais mágico que seja, a verdade é um bom caminho. A mentira, um atalho.
E atalhos tem seus contras.
Você chega rápido, tem menos tempo de pensar, e não se prepara para o resto.
Sim, o resto.
Ou será que entrar de cabeça sem pensar no futuro é uma boa jogada?
Pense 3 passos a frente sempre. Decepciona-se quem quer.
Fode-se quem quer.
Na mentira, as promessas ficam no ar.
Na verdade, ficam no corpo.
Penetram poros, solidificam sentimentos.
Alimentam corações.
O poder de superação está na decepção. Mas não significa que só de decepção vive o homem.
Ele vive de tantas outras mil coisas.
Se não hoje, aguarde, amanhã será.
Se você achou que amou hoje mas foi decepcionado, aguarde, amanhã será.
Mas não se prejudique por quem não está preparado para viver a intensidade da vida.
Ela é muito curta, por isso, curta.
O desfecho ninguém sabe, mas... Você lê um livro por saber o final
Ou por achar promissor o início?
Quem começa pelo final, não pode reclamar de terminar no início.
Sem nada.
Mas chegam aonde tem que chegar.
Por onde passa, deixa seu rastro.
Mentir não te faz uma má pessoa. Te faz uma pessoa desesperada.
Existem momentos, que a mágica do momento te faz mentir.
Mas acreditem, por mais mágico que seja, a verdade é um bom caminho. A mentira, um atalho.
E atalhos tem seus contras.
Você chega rápido, tem menos tempo de pensar, e não se prepara para o resto.
Sim, o resto.
Ou será que entrar de cabeça sem pensar no futuro é uma boa jogada?
Pense 3 passos a frente sempre. Decepciona-se quem quer.
Fode-se quem quer.
Na mentira, as promessas ficam no ar.
Na verdade, ficam no corpo.
Penetram poros, solidificam sentimentos.
Alimentam corações.
O poder de superação está na decepção. Mas não significa que só de decepção vive o homem.
Ele vive de tantas outras mil coisas.
Se não hoje, aguarde, amanhã será.
Se você achou que amou hoje mas foi decepcionado, aguarde, amanhã será.
Mas não se prejudique por quem não está preparado para viver a intensidade da vida.
Ela é muito curta, por isso, curta.
O desfecho ninguém sabe, mas... Você lê um livro por saber o final
Ou por achar promissor o início?
Quem começa pelo final, não pode reclamar de terminar no início.
Sem nada.
04/06/2012
Mesquinho Modo de Ver a Vida.
Hábito meu, acordar e me espreguiçar.
Acordar com um sorriso no rosto por conversas do dia anterior, já é uma bonificação.
O dia sempre fica promissor, quando temos bom humor.
E penso que, a felicidade alheia, deveria comover e contagiar as pessoas, e isso desencadearia uma infinidade de sorrisos alegres e desconcertantes mas... não.
A doentia visão deturpada do ser humano, torna coisas banais em problemas inexistentes.
A busca incessante pela futilidade, o belo se torna mesquinho.
E você ali sentado, sem nada entender, enquanto calça seu all-star.
Procura soluções, mas elas estão agarradas na sua cama, dentro dos sonhos de que você despertou aquela noite.
Por quê? Será que é mais divertido pisar nas pessoas?
A humildade deveria existir pra quem está acima, e abaixo também.
Hoje eu to aqui, hoje mesmo já posso estar por baixo.
A vida dá voltas, e muitos de nós, só reparamos no café que está para acabar.
Despertemos desse ínfimo sono, que só nos consome, nada nos traz e de quebra, nos exaure.
O vil comodismo. Desonrando homens sem coragem para enfrentar a vida.
Acordar com um sorriso no rosto por conversas do dia anterior, já é uma bonificação.
O dia sempre fica promissor, quando temos bom humor.
E penso que, a felicidade alheia, deveria comover e contagiar as pessoas, e isso desencadearia uma infinidade de sorrisos alegres e desconcertantes mas... não.
A doentia visão deturpada do ser humano, torna coisas banais em problemas inexistentes.
A busca incessante pela futilidade, o belo se torna mesquinho.
E você ali sentado, sem nada entender, enquanto calça seu all-star.
Procura soluções, mas elas estão agarradas na sua cama, dentro dos sonhos de que você despertou aquela noite.
Por quê? Será que é mais divertido pisar nas pessoas?
A humildade deveria existir pra quem está acima, e abaixo também.
Hoje eu to aqui, hoje mesmo já posso estar por baixo.
A vida dá voltas, e muitos de nós, só reparamos no café que está para acabar.
Despertemos desse ínfimo sono, que só nos consome, nada nos traz e de quebra, nos exaure.
O vil comodismo. Desonrando homens sem coragem para enfrentar a vida.
03/06/2012
Dança das Sombras.
Vozes ecoam pelos cômodos da casa.
Emanam meu nome...
No corredor eu sinto aquela presença.
Nem água nem fogo irão me pegar.
Traga sua alma, deixe-a sobre a mesa.
O controlador de almas está por ai.
Eu perdi você nessa dança.
Em qualquer lugar, algum lugar.
Eu perdi e nem me lembro.
Sombras que perturbam.
Olho no espelho, vejo você.
Pedir ajuda, nada adiantará.
Te levaram.
E é no inferno que eu terei que ir,
para buscar você.
Eu perdi tudo naquela dança.
Não consegui vencer, e nem lembro.
Emanam meu nome...
No corredor eu sinto aquela presença.
Nem água nem fogo irão me pegar.
Traga sua alma, deixe-a sobre a mesa.
O controlador de almas está por ai.
Eu perdi você nessa dança.
Em qualquer lugar, algum lugar.
Eu perdi e nem me lembro.
Sombras que perturbam.
Olho no espelho, vejo você.
Pedir ajuda, nada adiantará.
Te levaram.
E é no inferno que eu terei que ir,
para buscar você.
Eu perdi tudo naquela dança.
Não consegui vencer, e nem lembro.
Caminhos Opostos.
Todo ser tem a opção de escolher um lado a seguir.
Eu escolhi o errado, já pensando no amanhã.
Já pensando em dias sombrios.
Ninguém vai controlar meu caminho, pois minha alma só morre, quando eu desistir de lutar.
Pare logo, ou será vítima de suas verdades.
Você não sabe? Porque é um tipo estranho.
Tudo isso é feito por suas verdades.
Mentiras, verdades... O que mais tem por trás de suas verdades?
Caminhar no fogo pode ser difícil, mas é melhor do que viver nas ilusões.
Vou me guardar, me manter livre de tanta cobiça.
Nem sei se é o certo, mas isso me mantém em paz.
Será uma armadilha? Quem não tenta não vive.
Eu escolhi o errado, já pensando no amanhã.
Já pensando em dias sombrios.
Ninguém vai controlar meu caminho, pois minha alma só morre, quando eu desistir de lutar.
Pare logo, ou será vítima de suas verdades.
Você não sabe? Porque é um tipo estranho.
Tudo isso é feito por suas verdades.
Mentiras, verdades... O que mais tem por trás de suas verdades?
Caminhar no fogo pode ser difícil, mas é melhor do que viver nas ilusões.
Vou me guardar, me manter livre de tanta cobiça.
Nem sei se é o certo, mas isso me mantém em paz.
Será uma armadilha? Quem não tenta não vive.
Dados.
Arrancaram o chão, e o teto por cima de minha cabeça.
Trocaram a posição das paredes, ficou tudo muito estranho.
Por aqui, tudo acabou, esse jogo não tem graça.
Lobo em pele de cordeiro, esperando para atacar.
Tudo é igual, perca ao lançar os dados.
Todo dia, esses dados irão rolar.
Todo mês, e você sempre irá perder.
Perder tudo pelo que batalhou.
Armadilhas no chão, armadas pelos meus irmãos.
Faces felizes, corretas e de bons samaritanos.
Que pena que nem tudo é o que é.
Lobo em pele de cordeiro, esperando para atacar.
Perca ao lançar os dados.
Trocaram a posição das paredes, ficou tudo muito estranho.
Por aqui, tudo acabou, esse jogo não tem graça.
Lobo em pele de cordeiro, esperando para atacar.
Tudo é igual, perca ao lançar os dados.
Todo dia, esses dados irão rolar.
Todo mês, e você sempre irá perder.
Perder tudo pelo que batalhou.
Armadilhas no chão, armadas pelos meus irmãos.
Faces felizes, corretas e de bons samaritanos.
Que pena que nem tudo é o que é.
Lobo em pele de cordeiro, esperando para atacar.
Perca ao lançar os dados.
Lado Errado.
Estou perdido, perdi você.
Assim eu perco o controle de tudo.
Um novo projeto de que todos irão rir.
Era uma exibição química, mas ninguém quis saber disso.
Nenhum ser putrefato pensou em me deixar feliz.
Só se preocupavam com seus biscoitos.
Foi aí que meu cérebro parou de funcionar.
Meu coração chora, quando você não chora.
Paro a respiração, caio em profunda overdose.
O podre de uma criança, é o retrato de um adulto.
E não existe nada que eu faça, que melhore tudo isso.
Lado errado, isso é o fato.
Agora sim, nada mais é interessante.
Porque só vejo aquela merda, pequena merda.
Existência de um erro vil.
Caixas de remédios pretos errados.
Fique no lugar certo, não vai dar para passar por aqui hoje.
Estou perdido, perdi você.
Isso é penitência sem volta.
É muita loucura, dentro de mim.
Por tempos esperei, pelo lado errado.
Última chance, grite meu nome.
E não me diga o que fazer!
Assim eu perco o controle de tudo.
Um novo projeto de que todos irão rir.
Era uma exibição química, mas ninguém quis saber disso.
Nenhum ser putrefato pensou em me deixar feliz.
Só se preocupavam com seus biscoitos.
Foi aí que meu cérebro parou de funcionar.
Meu coração chora, quando você não chora.
Paro a respiração, caio em profunda overdose.
O podre de uma criança, é o retrato de um adulto.
E não existe nada que eu faça, que melhore tudo isso.
Lado errado, isso é o fato.
Agora sim, nada mais é interessante.
Porque só vejo aquela merda, pequena merda.
Existência de um erro vil.
Caixas de remédios pretos errados.
Fique no lugar certo, não vai dar para passar por aqui hoje.
Estou perdido, perdi você.
Isso é penitência sem volta.
É muita loucura, dentro de mim.
Por tempos esperei, pelo lado errado.
Última chance, grite meu nome.
E não me diga o que fazer!
Boneco de Papel.
Pego um pedaço de papel.
Com um lápis vermelho, desenho algo.
Algo que olha fixamente para mim.
Tentei amassar mas algo dizia não.
Já até parecia algo bonito.
Mas eu me sentia cansado.
Minha alma se aprisionou.
Está quase morrendo.
Não sinto meu corpo.
Boneco de papel.
Este sangue que escorre pelos pequenos olhos.
Vejo em seus olhos um mundo bastante cruel.
Ao chão eu fui, e não consegui mais levantar.
Com um lápis vermelho, desenho algo.
Algo que olha fixamente para mim.
Tentei amassar mas algo dizia não.
Já até parecia algo bonito.
Mas eu me sentia cansado.
Minha alma se aprisionou.
Está quase morrendo.
Não sinto meu corpo.
Boneco de papel.
Este sangue que escorre pelos pequenos olhos.
Vejo em seus olhos um mundo bastante cruel.
Ao chão eu fui, e não consegui mais levantar.
01/06/2012
Grunhidos.
Vamos, traga de novo esse pedaço de coração.
Vamos, complete essa terrivel maldição.
Esse pedaço de carne, silenciosa e esfumaçada.
Partes inteiras de uma vida inacabada.
Limpei as memórias com seu sangue em minhas mãos.
Viajo para a capital, mas é lá que eles estão?
Sinta a vívida derrota.
É, será melhor se foder morto.
Certo.
Pegue pimenta e enfie nos olhos.
Eu não vejo mais nada, é o fim?
Essa é uma boa maneira de ver meu corpo morrer.
Vamos, complete essa terrivel maldição.
Esse pedaço de carne, silenciosa e esfumaçada.
Partes inteiras de uma vida inacabada.
Limpei as memórias com seu sangue em minhas mãos.
Viajo para a capital, mas é lá que eles estão?
Sinta a vívida derrota.
É, será melhor se foder morto.
Certo.
Pegue pimenta e enfie nos olhos.
Eu não vejo mais nada, é o fim?
Essa é uma boa maneira de ver meu corpo morrer.
D.
Ele acorda todos os dias, e todos os dias, tem a sensação que aquela mulher vai mudar.
Mas ele não entende nada, pois desde sempre, espera pela mesma coisa.
Está diante de um fato: Não mudará nada.
Nem se ele partir.
Nestes momentos, percebe que está se tornando mais e mais um objeto, mesmo tão independente.
Puxa pela memória, e não lembra de momentos marcantes. Bons momentos.
Lembra que em sua infância, em nada ela participou.
Lembra que em sua adolescência, ela só o julgou.
Lembra que em sua vida adulta, ela só o obrigou.
Nada sobra, nada resta.
Velhos vícios, velha forma de agir.
Nada muda.
É trágico, fazer de tudo e se tornar nada.
Um sorriso maléfico, uma história de eterno amor.
E todos os dias, ele dorme com uma pergunta que martela sua cabeça.
O que diabos eu faço aqui?
Uma lastimável merda.
Sem crescimento, sem julgamento.
Só arrependimento.
Até pra esse tipo de amor, as coisas tem limites.
E ele já está ultrapassado.
Mas ele não entende nada, pois desde sempre, espera pela mesma coisa.
Está diante de um fato: Não mudará nada.
Nem se ele partir.
Nestes momentos, percebe que está se tornando mais e mais um objeto, mesmo tão independente.
Puxa pela memória, e não lembra de momentos marcantes. Bons momentos.
Lembra que em sua infância, em nada ela participou.
Lembra que em sua adolescência, ela só o julgou.
Lembra que em sua vida adulta, ela só o obrigou.
Nada sobra, nada resta.
Velhos vícios, velha forma de agir.
Nada muda.
É trágico, fazer de tudo e se tornar nada.
Um sorriso maléfico, uma história de eterno amor.
E todos os dias, ele dorme com uma pergunta que martela sua cabeça.
O que diabos eu faço aqui?
Uma lastimável merda.
Sem crescimento, sem julgamento.
Só arrependimento.
Até pra esse tipo de amor, as coisas tem limites.
E ele já está ultrapassado.
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