O universo, nosso universo particular, gira sem parar. Move, dança e chuta longe pro céu toda forma de sonho possível. É nesse mundo, no nosso mundinho, que vivemos o que, provavelmente, nunca viveremos. E só não vivemos pois teimamos em empilhar pedras escrotas em formato de montanha na frente de nossos espíritos eternamente juvenis. Talvez seja necessário para todos nós falar "Eu não posso prosseguir mais" quando na verdade podemos prosseguir sempre, pois talvez seja interessante haver um limite. Um limite para andar, para desbravar, para se cativar e ser cativado. As portas na verdade, sempre estão abertas para as possibilidades, mas só deixamos o próximo prosseguir, enquanto nós, efetivamente, nunca cruzamos a porta, pois é muito mais amedrontador ser feliz do que ser infeliz. A questão, o ponto chave é: É possível amar ao próximo sem se amar?
Não, provavelmente não.
Mas não podemos nos culpar. Não, não podemos. Mas quem iremos culpar?
Não podemos prosseguir com dúvidas, então nos programamos para travar a cada problema aparentemente sem solução. É aonde todos nós erramos, no medo de acertar.
O medo de acertar, esse amedrontador colosso que nos defronta com o nariz empinado e braços firmes. É ele o culpado. O medo de errar? Ah, esse é um anão, quase insignificante, que voa se você soprar com um pouco de firmeza.
Por que seguimos com nossos medos de acertar? Arriscar já foi sinônimo de vida, e hoje é de morte.
E não há nada que nos salvará. Pois hoje em dia, é errado querer ser certo.
Apesar de não ter sido o texto que fez pra mim HAHAHAH, falou bastante comigo. Adorei, como sempre. E, de fato, é aquela velha frase "Não deixe o medo de errar impedir que você jogue." Tampouco que o de acertar te faça errar o alvo.
ResponderExcluirVocê escreve muito, pqp.