20/07/2013

Culpa?

De que? Eu? Não, eu não sinto culpa de nada. Na verdade durmo todos os dias com a cabeça tranquila em meu velho travesseiro. Sempre dei meu máximo, sempre tentei tudo que pude, e usei de todos os artifícios para que meus grandes amores dessem certo. Não deram. Mas não se preocupem, eu ainda tenho os chifres, as noites mal-dormidas, as malditas lágrimas nunca confessadas, os soluços de preocupação e principalmente, as mágoas por ouvir sempre que os erros eram meus, quase sempre sem querer. E acreditem, eu já não culpo mais ninguém, a não ser eu mesmo. Não por ter errado. Como disse, minha cabeça encosta tranquilamente todas as noites no travesseiro. Me culpo por ter sido tão passional com quem só quis entrar, arreganhar a maldita porta, bagunçar a minha casa e ir embora, deixando apenas um bilhete e um afago, como se esse tipo de coisa curasse sentimentos agonizantes.

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