24/05/2012

Um mês, apenas um mês.

A algum tempo, morria aqui um homem.
Em honra e nome de um putrefato ex-ser.
Vai, foi e não fez falta.
Ele se foi, nas cinzas do cigarro.
Voou, se espalhou pelo vento.
Se dissipou.
Fora de si, algo ficou.
Os cacos caíram, alguém juntou.
Você veio até a mim, e eu percebi.
Meus sentidos já tinham sumido, então voltaram.
Me diga, você planejou isso?
Juntar pedaços, acreditar no desconhecido.
Um desconhecido.
Um zé ninguém.
Homem que se afoga, em sentimentos que não existiram.
Sem bóia, sem colete, sem prancha.
Afunda, feito pedra.
Intacto, e sem luta.
Você planejou isso?
Salvar e reanimar o inanimado.
Ninguém virava alguém novamente.
Isso se tornava homem.
Sabe aquele tempo que perdi?
Eu passarei a viver com você.
Aquele amor que eu nunca vivi?
Agora eu vivo com você.
Minhas condições você aceitou.
Você me salvou.

3 comentários:

  1. Que bom seria, tivesse sido verdade. Embora de momento tenha sido.
    Sdds, só sdds.

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  2. Que bom que ainda lê o que com tanto carinho escrevi pra você. Que bom que ainda lembra também dos momentos, e melhor ainda: Que bom que sabe que a reciprocidade sempre reinou entre nós. Sdds, só sdds.

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