13/05/2012

Despertar.

Escondido na escuridão eu durmo.
Esperando chances que nunca foram dadas.
Algumas pessoas erram em esperar.
E muitas em sequer ajudar.

Fecho os olhos para a realidade.
Realidade? Talvez nem exista.
É no medo que encontro o penhasco,
De onde irei pular sem nenhuma maldade.

Ei, uma bela voz me chama para viver.
Será que ainda há saída?
Para um espírito, tão assolado em angústia
Não há muita opção.

Mesmo assim, acabei desviando meu olhar para a luz.
Um pequeno instante, foi o suficiente. Me sinto bem.
Mas ainda, com a necessidade de ir
A morte quer que eu vá até o fim.

O vento toca minha face
Era o último sinal.
Olho para trás uma última vez.
E a luz da esperança quase se apaga.

O medo enfim se tornara coragem.
E o tal penhasco, eu desisto dele.
Mas num golpe traiçoeiro,
a esperança me traiu.

Pelas costas me apunhalou
E vi minha morte, vendo o sangue voar.
Mas antes do juízo, escuto o vento chorar,
tentando me fazer compreender o sentido de tudo.

A esperança não havia me traído.
Mas apenas me ajudado a largar a dor.
Para um espírito que não encontrara o amor,
Na morte, a paz ele encontrou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário