Aquele balançar das mãos, o olhar penetrante, a respiração ofegante.
Situação corriqueira para o jogador de xadrez.
Iludido, decidido, tem um brilho instigante.
Como manter viva sua lucidez?
Eis a pergunta chave, afinal, ele estava a beira da loucura.
Torre, cavalo, rainha, ele mesmo.
Não existe mais fé, tampouco cura.
Naquele instante, sua vida ficava a esmo.
Mais que isso, o suor balançava em sua testa.
Nenhum movimento mais a fazer, terminava sua vez.
A esperança de um erro inimigo é o que lhe resta.
Nesse jogo, ah, ninguém vive de talvez.
Eis sua vida transposta num tabuleiro.
Seu oponente, diante do arremate.
A derrota moral, consumada por inteiro.
Feche seu caixão, xeque-mate.
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