Estamos todos confortáveis em nossas casas.
Enquanto a dor, a escuridão... ela consome o mundo.
Andamos todos com armas na mão, procurando luz.
A insanidade nos faz chorar. Sim, ela é perversa.
Qual o motivo? Porque isso acontece?
São tempos difíceis para nós, humanos.
Meu peito chora enquanto minha boca sorri.
São tempos difíceis para nós, humanos.
Por onde anda a compreensão?
O carinho?
Amar ao próximo...
Tudo que vejo, é fome. É a miséria.
Vejo corpos secos, sedentos.
Não por comida, mas por compreensão.
Um pedaço de pão, e um de compaixão.
Comemoramos a cada dia, uma vida vazia, e sem escrúpulos.
Bebemos martini. Cerveja e coca-cola.
É um amargo sabor, um aperto... Dor.
Ninguém sofre pelo outro. O outro sofre por todos nós.
A harmonia do mundo, se foi?
Nunca existiu.
Um mundo quente, um mundo frio.
Estamos bêbados de sofrimento.
Poderíamos puxar um do forte agora.
Anestesiar a dor mundial.
Mas de que adiantaria ressacar esse mundo covarde?
Enquanto caminho e desvendo o mundo, dou passos pra trás.
Não se avança. Não se vive.
Morremos no momento que nascemos.
Só há dor.
Dor de alma, de coração.
Um prato de amor, por favor.
A áfrica, o Haiti, nossas favelas.
Armas. Fome. Corrupção.
O homem é o homem.
O homem é o diabo.
Deus é o homem.
Deus é o diabo.
Enquanto vivermos num falso conto de fadas.
Tudo que os inocentes terão de temer, é justamente a sua inocência.
Pois de nossa terra, é sugada nossa vida.
Toda esperança se foi? Eu sempre quis saber.
O aperto vem, a melodia me faria chorar.
O mundo precisa de algo muito simples.
Uma palavra derivada de nós, humanos:
Humanidade.
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