26/10/2020

Musa Rubra.

E cá estou novamente
Diante do mar agoniante
Sufocado nesse ar insalubre
Olhando pr'um espelho brilhante

Afinal, quanto tempo se passou?
Dois, três ou vinte anos?
Já perdi a conta do tempo
Ah, mas que relógios tiranos!

É um globo ocular fascinante
Somados aquela pele quase rubra
Penso no céu nublado novamente
Desejando que enfim me descubra.

Mas afinal, quem és tu?
Não que isso te deixe confusa.
Tu tens total ciência, não é?
Oras, você é a minha musa!

Volto enfim a tocar no tempo.
Deveras confuso, deveras perpendicular.
O tempo passa, passa tudo.
Menos a vontade de te amar.

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