03/11/2012

Coraçãozinho.

Tão pequeno, tão tardio. Tão longe agora daquilo que já era distante, mas presente.
Tornar de propósito certezas em dúvidas. Uma eternidade em um dia.
Mudar drasticamente por saber que assistir sofrimento não é dignidade para nenhum cidadão.
Ter aquela certeza fincada no fundo de seu coração de que aquilo é tão forte a ponto de libertar. De não tornar prisioneiro de algo tão bonito, mas também tão nocivo.
Orar todos os dias para que um novo sorriso brote. Não da face agora falsa, mas da face que sempre foi sincera.
E defender minha tese, mesmo que o inverso significasse apenas a felicidade (quase) plena.
Mas se estender aqueles lençóis, verá as marcas. Se olhar os papéis, verá aquela letra quase que desenhada, pronta para ti.
Acorde para o que é real. Descubra por favor os motivos. Entenda eles. Leia além do óbvio. Leia além da alma. Leia. Sinta. Saiba. Mas saiba de verdade, pois o tempo pune, mas também recompensa. Nisso é que se foi baseado para chegar a uma decisão difícil e controversa.
Enxergar novamente em um novo dia. É nesse tempo que a vida se vai, sendo levada por belos aviões, cruzando belas nuvens, cruzando belos ares.
Uma melodia triste, que ecoa em direção aos pássaros tão vivos, e também tão belos.
Quantos corações dessas aves poderiam ser despedaçados, mas reconstruídos?
Mesmo que essa confusão fosse simplesmente impossível de ser evitada. Mesmo que fosse apenas prometido um novo coração. Uma nova vida. Uma espera.
Mas é muito mais fácil deixar esse coraçãozinho voar. Ser feliz.
O coraçãozinho mais belo já tocado.
Em suma: Tanto tempo para aprender, viver, se preparar. Falhar, errar. Sim, foi breve, isso ninguém contestará. Mas também foi simplesmente sincero.

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