Seis meses, um meio ano. Metade de um ano que faz esquecer totalmente a outra metade, que passa rápido mas deixa marcas, deixa feridas, deixa alegrias. Metade de um ano e você pode presenciar uma virada de ano, ou um natal frustrado. Quem sabe um carnaval traiçoeiro, ou um dia dos namorados vindouro. Meio ano, que com mais meio ano forma um ano, um inteiro, somente um.
Um.
Unidade integral, intransferível, durável por uma eternidade em corações aquecidos. Preenchível com sonhos doces e bombons da garoto, recheados de volúpia e concretizações.
Seis meses para um ano, um ano para mais meio ano.
O tempo que passa rápido, voa feito uma andorinha orgulhosa de seus feitos, como se voar fosse uma dádiva divina. E é.
Seis meses, e a comemoração não foi junto de ti, mesmo que na sua viagem eu estivesse lá, dentro de seu coração, junto da caixinha de bombom.
Um ano para sermos o casal do ano. Meio ano e éramos o par perfeito. Um ano em que tudo combinava e mesmo a complexidade era diferente, complementar, dispostos a se distrairem.
Meio ano de uma receita milagrosa.
Um ano de pura teimosia, de segredos instransferíveis, essas coisas chatas e improdutivas que só fodem pessoas fodas. De chamadas de atenção e chamadas num celular velho, dado pela mãe. Meio ano de alegrias numa cama, deitado à distância com meus sonhos embebedados em combustível lacrimoso.
Um ano, que tomava mais seis meses para si e formavam, perfeitamente, dezoito meses.
Um ano e seis meses para ter em mãos um mês para cada momento, tanto quanto um anel para cada sentimento, ou um beijo para cada alegria compartilhada.
Pessimismo ao receber um abraço, otimismo em ouvir um não. A tradução perfeita, ao mesmo tempo desconexa e oblíqua é: Era certo.
Seis meses de certezas, um ano de constatações.
Não dá para evitar a saudade, e ela vem de hoje, virá de sempre. Pois seis meses podem ser, perfeitamente, uma vida inteira.
Apesar de eu não ter entendido o que significa pra você, adorei o texto. E adorei ainda mais você ter voltado a escrever :)
ResponderExcluirLendo pela sexta vez e pela sexta vez uma lágrima escorre. O QUE VOCÊ FEZ, MARCIO? D:
ResponderExcluirFiz macumba. EHEH
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