Poucas coisas nesse universo são mais belas que o amor. Até porque o amor assume belezas abstratas e diferentes. Veja bem, a beleza do amor não está nas rosas que foram entregues e hoje estão secas dentro do seu diário, muito menos é aquela camisa de banda, larga, que ele esqueceu na sua casa. A beleza do amor não está no forte cheiro do perfume que ficou impregnado em seu quarto e tampouco é aquele fofo ursinho que agora muito provavelmente está numa estante. E acreditem, a beleza do amor não se dissipa mesmo que outros façam parte daquele coração. Oras, que amor safado! Mas entendam, ele é assim: Abre espaço para o próximo tentar, isso claro, se ele quiser (e apenas se quiser). E ele as vezes tenta, as vezes não. Sabe se lá por quais motivos, mas nunca, nunca serão escusos esses motivos.
Ai você se indaga "ahhh mas e fulano, ele não me amava, me deixou partir!" ou "Ridícula, não deve me amar, agora tá lá deitada com outro" quando na verdade a partida pode ter sido necessária para novos sorrisos, assim como corpos novos se entrelaçam para preencherem vazios que antes não podiam ser totalmente preenchidos.
O amor meus amigos, de fato, é uma beleza rara e persistente, pois ele não morre fácil. Depois que nasce só morre quando os recipientes nos quais foram "guardados" morrem, e ai sim, ele jaz em paz. Quando um filho morre, sua mãe não o deixa de amar. Quando uma pessoa amada parte de nossas vidas, nós não deixamos de amar ela. E se somos maltratados, guardamos esse sentimento, bem guardadinho, dentro de nossos corações. As vezes à 7 chaves, as vezes com apenas 1 e as vezes deixamos a porta encostada, implorando para que seja aberta.
Amor de verdade não é fácil de se sentir, de se lidar e tudo o mais, mas tenha em mente: Uma vez que nasce, você vai arcar para sempre com ele. E não pense que um novo amor vai apagar, pois a real beleza de amar não é ouvir aquela música melancólica que ia servir para seu casamento, muito menos ler aquelas cartas escritas em papel de caderno ou até mesmo nas fotos que por ventura possam ter sobrado. A real beleza do amor é poder ser vivido de várias formas diferentes, com inúmeras pessoas diferentes. Pois amor não escolhe sexo, não escolhe religião, muito menos raça e situação social. Ele apenas escolhe 2 coraçõezinhos dispostos a encubar para sempre essa maravilha que irá fazer você se sentir feliz e triste, e dar os sorrisos mais sinceros e chorar as lágrimas mais incontáveis.
Acho que Renato Russo sempre esteve certo: É preciso amar como se não houvesse amanhã, pois pra amar, só se é tarde quando a gente parte.
15/02/2013
08/02/2013
Seducto.
Te faço chantagem.
Penetro tua carne.
Manipulo seu sorriso.
Faço minha arte.
Olho teu corpo.
Te puxo os cabelos.
Teu seio despido.
Um lindo vestido.
Árido chão.
Sua perdição.
Inquietos olhos.
Malvadas mãos.
Perfuro teu coração.
Injeto minha sedução.
Converso com seus ouvidos.
Crio minha perversão.
Teu prazer é um prazer.
Um bonito sentido.
Para suas palavras afoitas.
E seu orgasmo desinibido.
Penetro tua carne.
Manipulo seu sorriso.
Faço minha arte.
Olho teu corpo.
Te puxo os cabelos.
Teu seio despido.
Um lindo vestido.
Árido chão.
Sua perdição.
Inquietos olhos.
Malvadas mãos.
Perfuro teu coração.
Injeto minha sedução.
Converso com seus ouvidos.
Crio minha perversão.
Teu prazer é um prazer.
Um bonito sentido.
Para suas palavras afoitas.
E seu orgasmo desinibido.
07/02/2013
Donzela da Noite.
Volúpia transborda de seus carnudos lábios, ó donzela fatal. Fatal com seu vestido negro que arrasta no solo, que forma junto de ti uma fusão de preto-e-branco única, que conseguia iluminar todo o recinto mais do que todas aquelas cores dos outros convidados. Naquela noite nem a lua seria capaz de te ofuscar, não é mesmo? No fundo, sabia o seu motivo para estar aqui, tão bem vestida mas ao mesmo tempo sem qualquer vontade de se sentir notada.
Na verdade você sempre esteve lá. Sempre bem vestida, com o melhor aroma natural do mundo. E nunca, nunca quis se mostrar. Sempre de olho, com o mesmo anseio que um biólogo tem em ver o bater de asas de um beija-flor. Ó, beija-flor verde furta cor, qual é seu motivo para roubar a beleza dela e não a trazer? Aliás, porquê foges?
Assim é que se forma essa sinfonia de cores estranha, do monocromático visual da donzela da noite ao arco-íris emblemático do beija-flor gracioso. E despertando ou não, vou encontrando sentido para desistir de meu sórdido orgulho e dar o braço a torcer para torcer por você, mesmo que gire as engrenagens do relógio do juízo final para ver rápido o meu final, ó donzela da noite. Mas lembre-se, feliz ou não, será o meu final.
Na verdade você sempre esteve lá. Sempre bem vestida, com o melhor aroma natural do mundo. E nunca, nunca quis se mostrar. Sempre de olho, com o mesmo anseio que um biólogo tem em ver o bater de asas de um beija-flor. Ó, beija-flor verde furta cor, qual é seu motivo para roubar a beleza dela e não a trazer? Aliás, porquê foges?
Assim é que se forma essa sinfonia de cores estranha, do monocromático visual da donzela da noite ao arco-íris emblemático do beija-flor gracioso. E despertando ou não, vou encontrando sentido para desistir de meu sórdido orgulho e dar o braço a torcer para torcer por você, mesmo que gire as engrenagens do relógio do juízo final para ver rápido o meu final, ó donzela da noite. Mas lembre-se, feliz ou não, será o meu final.
04/02/2013
O Garçon e suas mil faces.
Alma, inquieta alma. Calma feito sua palma. Alma sem palma, nada de calma.
Tanta farra por terra abandonada e farta felicidade por solo quente e úmido.
Úmido por natureza, farta por obrigação. E palmas, palmas para o mau humor repentino.
Calma, calma jovem. Nobre é sua atitude, velha é sua cara pálida. Palido paletó que veste.
Garçon nobre, calmo jovem. Quente restaurante, calmo instante.
Um coração na boca, dois corações nas mãos. Um falido, dois aquecidos. E um pálido rosto.
Pálido desgosto e quente é seu hálito. Grave encosto em relva úmida. Hora pro cabelo crescer.
Hora do caos, jovem garçon. Jovem distante de velho humor. Você e sua alma, calma alma.
Quanto desgosto, minha gente, nobre gente, acaba e para. Para e desaba. Desaba e acalma. Acalma alma.
Hoje pálido, amanhã quente. Quanta gente. É.
Tanta farra por terra abandonada e farta felicidade por solo quente e úmido.
Úmido por natureza, farta por obrigação. E palmas, palmas para o mau humor repentino.
Calma, calma jovem. Nobre é sua atitude, velha é sua cara pálida. Palido paletó que veste.
Garçon nobre, calmo jovem. Quente restaurante, calmo instante.
Um coração na boca, dois corações nas mãos. Um falido, dois aquecidos. E um pálido rosto.
Pálido desgosto e quente é seu hálito. Grave encosto em relva úmida. Hora pro cabelo crescer.
Hora do caos, jovem garçon. Jovem distante de velho humor. Você e sua alma, calma alma.
Quanto desgosto, minha gente, nobre gente, acaba e para. Para e desaba. Desaba e acalma. Acalma alma.
Hoje pálido, amanhã quente. Quanta gente. É.
I: Inocência.
Ele se sentava na carteira nova da escola e pensava apenas em uma coisa: Amor.
Amor, será que é de comer? Será que existe? Será que é algo tangível?
Tantas perguntas para uma pequena cabeça frágil e cheia de escoriações. Algumas superficiais e outras mais internas. Bem internas.
Do outro lado aquilo que ele sempre procurou saber se existia, viajando e pousando em corações desconhecidos. Voando para todos os lados e se dissipando entre dedos juvenis.
Aquele sinal que sempre teimava em tocar nas horas em que seus olhos viajavam no céu azul. Céu azul tão inocente, que nunca trazia respostas para suas perguntas. Nuvens grandes que nunca traziam o céu para suas mãos. E grande era sua dúvida sobre toda a vida que ainda tinha a viver, vida que viveria num futuro bem distante, tão distante mas, do outro lado estava ali, a amostra grátis de inocência, uma teoria cheia de incertezas dentro de uma pequena cartolina marrom em formato de coração, tão mal recortado, e uma frase escrita com caligrafia repleta de garranchos. Mas isso não tirava a candura do presente, tampouco o seu valor. Em pouco tempo nascia um beijo, um abraço, um carícia e um fim em folha de fichário do bruxinho de óculos redondo. Veio rápido e foi rápido, levando consigo um desejo de descobrir o que era amar, junto daquele anelzinho de salgadinho. Mas deixou um outro presente mais significativo: A depressão.
Amor, será que é de comer? Será que existe? Será que é algo tangível?
Tantas perguntas para uma pequena cabeça frágil e cheia de escoriações. Algumas superficiais e outras mais internas. Bem internas.
Do outro lado aquilo que ele sempre procurou saber se existia, viajando e pousando em corações desconhecidos. Voando para todos os lados e se dissipando entre dedos juvenis.
Aquele sinal que sempre teimava em tocar nas horas em que seus olhos viajavam no céu azul. Céu azul tão inocente, que nunca trazia respostas para suas perguntas. Nuvens grandes que nunca traziam o céu para suas mãos. E grande era sua dúvida sobre toda a vida que ainda tinha a viver, vida que viveria num futuro bem distante, tão distante mas, do outro lado estava ali, a amostra grátis de inocência, uma teoria cheia de incertezas dentro de uma pequena cartolina marrom em formato de coração, tão mal recortado, e uma frase escrita com caligrafia repleta de garranchos. Mas isso não tirava a candura do presente, tampouco o seu valor. Em pouco tempo nascia um beijo, um abraço, um carícia e um fim em folha de fichário do bruxinho de óculos redondo. Veio rápido e foi rápido, levando consigo um desejo de descobrir o que era amar, junto daquele anelzinho de salgadinho. Mas deixou um outro presente mais significativo: A depressão.
01/02/2013
Reflexãozinha.
Sentenciou sua própria pena e a quis cumprir. Mas viajou para fora de sua mente e fugiu.
Fugiu porque quis. Porque achava necessário, pois era assim que as coisas eram feitas.
E foi bater pernas, voar para todos os lugares que queria rever, aonde queria reaparecer.
E viu. Mas viu o que?
Viu que o mundo girou. Para todos.
Todos seguiram suas vidas, um dia após o outro, e todos lidaram com a situação. Se habituaram. Se encaixaram.
Mas bem, era hora de olhar para si mesmo e ver o que mudou.
E viu. Mas viu o que?
Viu que o mundo girou para ele também. E rápido, bem rápido.
Só que não bastava estar contente consigo mesmo, se o que via era uma obra caricata de algo que outrora foi um belo desenho.
E caiu na real. Talvez por um instante, um momento, um minuto talvez... Mas caiu. E aprendeu.
Ai entendeu o motivo de se punir tanto, e pela primeira vez pensou na absolvição de sua própria alma. E foi o que fez. Sem se punir mais pelos erros do passado, cresceu espiritualmente. E após essa reflexão toda, voltou a seu corpo, que repousava no sofá de sua casa. Se fosse a algum tempo atrás, olharia ao redor e veria tristeza, mas hoje tudo o que sentia ao fazer isso era melhor traduzido em um sorriso. Singelo, é claro, mas um sorriso sincero, a tanto inexistente.
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