23/04/2020

Quando um não quer, dois não brigam.

As vezes tenho a impressão de que a porta para a autossabotagem é muito mais bonita, e que por isso que nós a abrimos. Há sempre um quê de dificuldade que nos motiva a buscar apenas paixões impossíveis, aquelas que sabemos com quase certeza que não levarão a lugar nenhum, a não ser ver a pessoa perdendo gradativamente o interesse, te tornando apenas um mero bibelô exposto na sala de jantar para mostrar para a família enquanto apresenta o novo parceiro do ano.
A pele ferve, os olhos saltam, a cabeça dói quando pensamos nisso. Mas oras, isso significa que a felicidade é ao lado de alguém? Nem de longe. Temos que estar prontos para abraçar um novo desafio, sem apontar dedos para os que não estão preparados. Saber ponderar toda a situação e buscar uma saída racional faz parte de crescer como indivíduo.
Na verdade não há receita de bolo para a felicidade ao lado de alguém: Você invariavelmente conhecerá várias pessoas. Algumas estarão preparadas, outras não estarão, mas vão tentar mesmo assim. Tem as que não vão tentar, mas vão querer tentar. E tem as que só não vão querer tentar contigo, mas vão tentar com alguém que preste menos do que ti.
Entende a pegadinha? É aleatório. Depende de duas pessoas, e como diz o velho ditado, se um não quer, dois não brigam. E a vida segue, sem telefonemas, sem risadas e sem fotos juntos. Ela segue. Sem graça, monótona e um pouco cinza. Mas... segue.

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