14/03/2018

Meu Próprio Filme de Terror.

Lágrima feia, teima em cair. Teima em brotar. Teima teima sem parar.
Cai do céu, ao som do mar. Não sabe aonde chegar.

Não tem tristeza sóbria, nem felicidade coerente. É apenas a alma se lavando.
Soprando ventos de gentileza e angústia também. Soprando e andando.

Perfeita equalização de todos os sons que aqui já se fizeram presentes.
O uníssono que transmite o beijo alegre a todos que estão ausentes.

Platão não saberia descrever essa filosofia de vida.
Há boatos de que é vã entender sem ser sentida.

Ó mendiga vida que não faz sentido. Tristeza alegre, felicidade inconstante.
Abraços acalentados e foras açucarados. Eternidade presa num instante.

Mas me vê mais um copo ai, parceiro, hoje é o casamento do meu amor.
Meses que não a vejo, nem sei com quem vai casar. Meu pior filme de terror.

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