Cantando, balançando, me debruçando, me debatendo, morrendo.
Desvanecendo.
Perdendo a cabeça, em mil giros incontáveis dentre as bobagens que te disse.
Que jamais te disse.
Tantas palavras perdidas, tanto tempo desperdiçado.
Ainda tão cobiçado.
Ainda tão amaldiçoado.
E mortal como és, o espírito apodrece na corrida pela paz.
Que não se faz. E ficou para trás.
Mas ai eu canto essas dores
Me balanço devagar
E me debruço na janela
Debatendo por dentro
E morrendo por fora.
Uma bolha de sabão onde resido.
Voa para a teia do seu coração.
Coração fechado para balanço,
Fechado para descanso.
Fechado.
E a aranha está lá, a espreita de meus sentimentos angustiantes
Degradantes
Infinitos e importantes
Me desculpe garota
Pois hoje eu vejo
Eu não queria te fazer nenhum mal
E nem dizer as coisas estúpidas que falei
Mas ao agir como um covarde
A porta se fechou.
E a aranha se aproximou.
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