17/11/2017

Meu segredo.

Cego na luz do meus segredos
Um nó na garganta, tão difícil de desatar.
Eu te amo tão grande agora
Botão colorido que cai sem parar.

Amarelo da cor do sol
Tão quente, tão melhor
Torpor da pele ríspida em vento
Lembra o que tenho de pior.

Ignorância manter sua garganta livre
Enganando nossos lábios, batendo
Isso sempre acontece, mordeu
Minha querida, você não está se atendo.

Ao que? A nossa história
Aquela simples complicância
De estar na sua cama, amarrotando
Julgando-nos em primeira instância.

Todas as nossas palavras são inúteis
Meu segredo, recomeçar
Do zero partir, infinitas estrelas lá
Eu te amo, e não vou parar.

15/11/2017

Caos.

Não interessa muito o que você viveu para chegar até aqui. É como você enxerga o caos que conta. É como o caos te enxerga que conta. Nada mais importa.
Pense no vazio ininterrupto que ecoa na sala de estar. Sua cabeça é uma metáfora de mau gosto, decorada com presilhas cintilantes que bem, não significam nada. Todo o resto é material descartável. Ou seja, nada realmente útil.
E o que você tira de proveito? Nada em absoluto. O caos se define assim: Um incrível pedaço de tudo, que de tão caótico, ele vira nada. E tá tudo bem, algumas pessoas simplesmente lidam com isso da melhor forma possível.
Não que exista uma forma correta para se lidar, mas sob certas condições, você simplesmente aceita. E tá tudo bem.
Não, não tá nada bem, mas vai estar. Uma hora, em algum momento, em algum lugar.
Vai doer pra caralho, você vai se sentir um lixo o tempo todo, vai voar fruta podre pra dentro da sua boca mas... sabe o discurso dessa gente? Tá tudo bem, vai ficar tudo bem.
VAI FICAR TUDO BEM.
Empatia deveria ser matéria obrigatória nas salas de aula da vida, mas decerto que ela é aquelas matérias opcionais que só uns gatos pingados puxam, e mesmo assim sem muitas pretenções.
Você é o chato do grupo.
Demônios vão vir atrás de ti, vão pegar seu filho amado e extirpar ele do seio de sua família. Mas que família?
Não sobra nada, mas as vezes sobra um pouquinho pra contar história.
Mas que história?
Poisé, não há.
E depois de um monte de somas aritméticas sincronizadas que não levam a lugar nenhum, ainda vai ter alguém que vai te dizer: Vai ficar tudo bem.
Não cara, provavelmente não vai ficar tudo bem. Não de cara.
Mas uma hora, quem sabe, fique.
Então por favor, não se apegue a esse discurso vazio que as pessoas furam na sua cabeça com agulha fina, afim de te machucar mais do que ajudar, pois vai ficar tudo uma bosta, e talvez piore, mas você é capaz de superar tudo isso. Só você sabe a dor do seu peito inchado, e só você é capaz de suportar sua bagagem. E oras, se é sua bagagem, não perca o trem.
Caos... que loucura não é mesmo?