Sinto muito por expectativas não correspondidas. Pela dor que causei a todo mundo nessa vida.
Eu sinto muito, de verdade, por todo ódio que alimentei de pessoas que, por fraqueza, me magoaram.
Me arrependo de ter feito coisas horríveis para ótimas pessoas, ao invés de procurar fins mais honestos.
Honestidade, pura e simples que algumas vezes me faltou, infelizmente.
Doeu quando foi comigo, e mais ainda quando fiz a outras pessoas.
Quando falo as pessoas que sou um cara falho, cheio de defeitos e problemático, eu não minto. Eu sou um ser humano irritadiço, cheio das problemáticas. Quase sempre centrado, mas as vezes algum deslize me puxa para o submundo das emoções humanas.
E o mais duro não é arcar com minhas dores. Com o tempo, eu as supero, afinal eu aparentemente nasci pra guerra: Quanto mais apanho, mais aprendo a apanhar. Duro mesmo é arcar com dores que causei. De terceiros. De quintos, sextos e infinitas filas de pessoas. E eu sei o mal que fiz a muitas pessoas.
A estas pessoas, grande parte delas consegui pedir perdão (e geralmente eu consegui conquistar esse perdão). Já alguns, infelizmente, eu nunca conseguirei. A vida tem dessas coisas, quem apanha não esquece.
Mas vida, não esqueça que quem bateu pode também não esquecer.
E eu espero nunca esquecer mesmo. Pois só assim eu vou me tornar um homem melhor.
Por todos os palavrões que eu já proferi, peço desculpas.
Por todo ódio que verbalizei por emoções falsas, peço desculpas.
Por todos os objetos quebrados, peço desculpas.
Por todos os comentários maldosos e difamatórios que fiz, peço desculpas.
E por toda mágoa que ocasionei a todas estas pessoas que passaram pela minha vida, eu peço desculpas.
Eu infelizmente, sou só um ser humano.
Talvez até sem o ser.
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