10/12/2015

Não quero dar um título pra esse texto. Merda, já dei.

O que será que eu consigo escrever aqui em 5 minutos? Será que eu consigo mensurar toda a dor, a alegria, a felicidade e a tristeza que inundam meu ser? Em 4 minutos? Impossível né? É que nem o twitter: 120 e poucos caracteres para expressarem seus sentimentos vagabundos PUTA QUE PARIU 3 minutos. 3 minutos, 3 minutos... eu gosto do número 3. Já usei ele em um outro texto meu do blog, qualquer dia leiam, é bom. 3 minutos muito mal eu preparo um miojo, pois sou meio lerdo, gosto de deixar ferver. 2 minutos gente, com 2 minutos eu não consigo nem cortar todas as unhas da mão. Com 2 minutos eu não consigo nem dizer todas as letras do alfabeto. Vou tentar digitar:

a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z

Consegui! Viram só como eu sou UM MINUTO PUTA MERDA!

Ah. Foda-se. Eu nem queria escrever nada mesmo.
Cabô.

30/11/2015

Bagaço.

Quando sua pele seca, sua carne rasga, seus músculos atrofiam e até seus ossos doem. Cansaço pleno em plena luz do dia que faz com que seu corpo se revire por impulso. Um pulso forte, recheado de dores corrosivas que completam um pobre ser. Ter na mente um timer decrescente que te lembra o tempo todo que, assim que ele chegar ao limiar zero, ele explodirá sem dó nem piedade. Deveria até pensar em rezar, implorar pelo seu amanhã, mas as dores impedem até que os braços sejam levantados. Com punhos cerrados, lembra-se que o simples fato de estalar seus dedos lhe causa tanta dor física, que ele prefere morrer deitado sem nem sair da cama. Cama que não lhe traz qualquer satisfação: Não recupera forças vitais, nem sentimentais, nem sequer lhe trazem mana para executar os movimentos diários mais necessários. Aliás, se isso fosse um RPG, com certeza esse life já estaria no zero. O que poderia mover em frente então, um corpo tão destruído e frágil? Certezas. E a resposta, por mais vaga que seja, sempre vale a pena: Quando você está certo de que, no fim, tudo dará certo, então qualquer sacrifício pode (e deve) valer a pena. Só basta olhar pela ótica certa.

07/11/2015

Suicídio.

Esse gosto horrível do cianureto que não sai da minha boca. Queria ter tomado ele depois de escrever esta carta, mas como estou com pressa, vou agilizar tudo.
Minha vida se resume a três coisas horríveis: Uma... eu esqueci. Na verdade, eu não lembro quais são meus motivos para cometer suicídio agora. Essa porcaria deve ter afetado minha memória. Mas prosseguindo.
Estou cansado da vida. Ela é cheia de vida, de gente sorrindo pra mim, de gente estranha que me dá bom dia, de gente... espera, esses são bons motivos para viver.
Mas viver é um saco! Tem que trabalhar, ganhar dinheiro só para sobreviver e ver gente sorrindo para mim o tempo todo... Mas que diabos! Porquê eu estou pensando em pessoas sorrindo?
Enfim, acredito que a morte seja um bom caminho para descobrir se Deus existe ou não. Mas se Deus existe, ele vai me mandar para o inferno por estar cometendo um suicídio... Cacete, tá difícil arrumar um bom motivo para me suicidar.
Quero deixar registrado nesta carta, que eu estava afim de me matar pois... err... botaram feijão no pote de sorvete. Sim, é um bom motivo. Também quero dizer que não aguentava mais ver o povo gótico andando todo dia na frente da minha casa. Povo estranho esse.
Mentira, eu nem me importo com essas coisas, e eu ainda por cima amo feijão. Fui eu quem botou feijão no pote de sorvete. Quem eu quero enganar?
Mas agora eu estou aqui, pronto para morrer com esse cianureto. Vou morrer sem saber o motivo de estar morrendo. Queria ter tido tempo para abraçar todos vocês, mas eu sou um tolo. Isso sim é um bom motivo, eu mereço morrer por ter planejado uma morte sem ter motivos para morrer.
Parece que o jogo virou, queridinhos.
Pois bem, obrigado a todos pela vida maravilhosa que me proporcionaram, vocês são dez. Amo vocês gente!

Porra, isso não era cianureto, era açúcar!

29/06/2015

O Menino que Vendia Sonhos.

Não precisa ter pressa, podem ficar à vontade.
Irei contar agora para vocês a história de um menino, um menino que sempre fora ambicioso, mas que se perdeu ao ver o céu se contorcer.
Parte dessa história se perdeu no mundo. Páginas foram destruídas, queimadas e rasgadas. Tudo que se sabe é contado em lendas.
Essa é a história do menino que acordou dentro de seus sonhos, e descobriu que podia lançar eles aos outros. Essa é a história do menino que vendia sonhos. Um menino travesso, cheio de vida pulsando nos dedos e nenhuma história própria para contar.
Nasceu de um repolho, sem pai nem mãe. Cresceu sem comer, não se sabe como chegou até ali.
Nas ruas, qualquer papelão era seu cobertor. Aquecia não só seu corpo frágil como seu coração alado.
Tinha fome, mas não de comida. Ele queria saber o que o mundo poderia lhe dar. Fama, sucesso, felicidade, ou apenas a verdade. Sim, nossa criança juvenil tinha grande apreço pela verdade.
E com esse grande apreço, eis que ele correu atrás. Saiu maltrapilho, encontrou uma luz. Viu pessoas bem vestidas, e começou a enxergar as trevas.
Todo mundo precisa de sonhos, dizia ele. Todo mundo precisa de um motivo para viver.
Então, com sua caixinha de engraxate, ele começou a trabalhar e questionar seus clientes. Um por um, lhe entregavam uma moeda pelo trabalho bem feito e outra moeda pelo bom papo.
Em pouco tempo, nossa criança já vendia mais os sonhos do que as pretas engraxadas.
Nosso herói então começou a pensar em medidas para melhorar seu empreendimento. Anotava em papéis tudo o que pensava, o que ouvia e o que lia por ai. Alfabetizado por necessidade, descobriu que todos os dons que lhe foram fornecidos, lhe foram dados por profetismo.
Não era Maomé, João, José nem Jesus. Era só o garoto fedido da camisa marrom velha e engraxate de rodoviária, vendedor de sonhos alheios para quem lhe fosse alheio ao sofrimento estampado.
Já não lhe procuravam mais pelos seus dotes de engraxante. Agora, ele era o incrível vendedor de sonhos. Em sua barraquinha invisível, distribuía os sorrisos que não enxergavam antes. A cada saída de ônibus, ao menos alguém pararia ali para entender a vida e lhe jogar uma moeda.
Sua ideia ganhou grandes contornos no passar do tempo. Nosso menino cresceu, virou uma lenda. Cartomante, mago, profeta... Ninguém sabia dizer, mas para cada sonho vendido, ele dava a certeza de que ele seria realizado. E sempre foi.
Exceto os sonhos dele.
Lembram-se que ele só queria a verdade do mundo? Nunca achou. Em casa de ferreiro, o espeto é de pau.
No final das contas, ele sumiu na névoa da noite mal dormida. Para onde foi? Ninguém sabe.
Uns dizem que ele enlouqueceu, outros que morreu debaixo de uma ponte em Londres. O que eu lhes posso assegurar, é que nada lhe trouxe mais amargor a vida do que prender em seu frágil coração, os nobres sonhos românticos de uma infância passada.

É demais para mim.

Em minha cabeça, existem muitas dúvidas sem respostas. Para onde vamos? De onde viemos? Por que estamos aqui? Qual o sentido disso tudo? São bastantes perguntas para processar numa única cabeça.
Sempre que me deparo com esses questionamentos, sinto a obrigação de explodir meus sentimentos para todos os lados, sem saber quem atingirei. Todos se afastam, ora por medo, ora por dúvida. Ninguém pode me ajudar!
Minha mãe? Fugiu para a Babilônia. Meu amigo? Saui, não está mais aqui. Meu papagaio? Voou para o ombro de algum pirata bonachão.
Pensando cuidadosamente, a vida é uma grande encheção de linguiça, estamos aqui para nada e por ninguém, viemos do pó e para o pó iremos; acumulamos coisas desnecessárias, que, no fim, nem levaremos para nossa sepultura. Havia, então, a necessidade de me preocupar?
Se, no dia de hoje, eu fizesse um exame ultrassom da minha cabeça. só encontraria churumelas emboladas com meus neurônios, talvez até me perderia entre a massa encefálica, numa busca incessante ao verdadeiro significado da minha vida e... Droga, estou atrasado para meu exame de próstata!

19/05/2015

18.05.15

E no meio de tanto caos, de problemáticas sem solucionáticas, dentro de um movimento constante explosivo que me faz ficar tonto e querer chorar, eu fiquei. E nunca fui tão feliz por estar exatamente aonde quero estar. Mas não é exatamente os meus problemas que eu louvo, e sim aquela que me faz querer superar todos estes sem temer o futuro que ainda me aguarda. Na verdade, aprendi tanto a esperar quando lhe conquistei, que acabei por conquistar este dom pra mim. No fim, você se tornou a única, a mais duradoura, a mais dedicada, a mais singela parte de mim. É por isso que, como medida de contagem, eu lhe dedico esse pequeno texto, que se tivesse sido escrito num caderno, estaria em formato de coração só para destacar o que você ganhou de mim. Mas não se preocupe: É assim que ele vai ficar desenhado em mim.

21/01/2015

Superficialismo.

Tem gente que se acha cult, que tem nariz empinado e acha que sambar na cara é expor qualidades que na verdade são defeitos, dos piores. Pessoas que seguram objetos incandescentes se vangloriando das lutas que jamais lutaram, de sorrisos que jamais tiveram. O senso de ridículo passa longe dessas pessoas. Aliás, ridículo não se encontra nos dicionários dessas pessoas. Só se encontra vazio. Bem, porquê tudo o que essas pessoas mais tentam esconder de nós é o vazio que as preenche. Esquecem que isso se percebe no olhar. Essa gente amarela que adora nos confundir, que sentem que a vida é um conto de fadas, onde o príncipe chega, leva a noiva no cavalo pra floresta e lá fumam um beck colorido pra daí sim, sonharem com a vida feliz. Incógnitas, apenas. E é nesse mar de superficialismo que eu não consigo afundar, por mais fácil que pareça. Eu ainda prefiro ser o cara pacato da cidade pequena.